L’Ermitage, flores e cores

22 de outubro de 2014

Em Paraíba do Sul, a conversa girava em torno da seca e dos incêndios, criminosos ou não.  Vi muitas áreas queimadas desde Itaipava, na região serrana do Rio, até Werneck.
“Tem clima de chuva mas não chove”, resumiu um jardineiro local.
Não obstante é primavera. Nos jardins do L’Ermitage, preferi retratar os pequenos sinais da estação das flores.

Diana

Paula

Paula

Fernanda

Camila

Camila

Branca

Branca

Rosa

Rosa

Camila

Liana

Gisele

Raíra

Luz

Luz

 

Mas voltando ao assunto, falta chuva, é bem verdade.
Mas por que não pensamos nas consequencias quando  devastamos impiedosamente a Mata Atlântica?

 

Nota: desculpem, eu sempre quis usar este “não obstante” que só vi na escola, há uns 50 anos…

Fotos by Cariocdorio; flores e cores no Spa L’Ermitage (outubro de 2014)

Paella Valenciana, em fotos

20 de outubro de 2014

Aprenda e desfrute.  Mas o segredo desta receita de paella valenciana só é revelado no final do post.  Não deixe de ir até lá.

Primeiro derrame um pouqinho de azeite no tacho

Primeiro derrame um pouquinho de azeite no tacho

Taca fogo e ponha arroz, alho, sal, azafrão etc ...

Taca fogo e ponha arroz, alho, sal, açafrão etc …

Agora entra o camarão pequeno, cinzento... e vai mexendo...

Agora entra o camarão pequeno, cinzento… e vai mexendo…

Adiciona este verdinho que você vê na foto.

Adiciona este verdinho que você vê na foto.

Já com os camarões graúdos fica esta beleza fumegante.

Já com os camarões graúdos fica esta beleza fumegante.

Vendo de cima e o pessoal continua mexendo.

Vendo de cima e o pessoal continua mexendo.

Momento importantíssimo. Adicione pedaços de ex-presidente.

Momento importantíssimo. Adicione pedaços de ex-presidente.

Que beleza!!!

Prontinha…Que beleza!!!

nog paella 068

Paella no prato.

Nesta saborosa paella valenciana o ingrediente mais importante é a acolhida do anfitrião.  Adicionando-se pitadas generosas de companhia de amigos, esta receita é imbatível.

Mas se você não pode comer frutos do mar também não tem problema… Pede uma massinha que você não vai se arrepender.  Os ingredientes finais são os mesmos.

Fotos by Cariocadorio (out – 2014)

 

 

Porto Maravilha – Praça XV sem Perimetral

4 de outubro de 2014
Praça XV

Praça XV de Novembro

Saída do Mergulhão

Saída do Mergulhão da Praça XV

Tribunal Marítimo e Centro Cultural da Marinha

Av. Alfredo Agache, à continuação

Seguem as obras na Praça XV.  No trecho de onde já foram removidos os escombros da Perimetral pode-se ter uma ideia de como ficará o local.  As fotos foram tiradas do prédio da Bolsa de Valores (o que aparece com um heliponto azul na foto abaixo).

Os prédios do Tribunal de Justiça e do Hospital Maternidade continuarão impedindo a vista para o mar. Na sequencia, o Tribunal Marítimo aparece de forma mais harmônica  com a paisagem.

Google Mapas, ainda  com a Perimetral

Google Terra, ainda com a Perimetral

Fotos by Cariocadorio: Praça XV e Av. Alfredo Agache (sembro de 2014);
Vista de cima do Google Terra.

A Igreja Católica e o Vermífugo Fahnestock

28 de setembro de 2014
Frente e verso

Frente e verso

Naquele tempo não havia internet, televisão nem mesmo rádio. Como faziam os fabricantes para anunciar seus produtos?

Certamente através dos jornais, revistas e anúncios em cartazes e espaços públicos. Os santinhos no baú de fotos da família revelaram uma forma de propaganda que eu não esperava. No início do século passado a igreja católica tinha tanta influência que até os santinhos vendiam.

Cem anos depois o que se vê é o maior país católico do mundo se tornando evangélico. A igreja católica pouco a pouco perde influência. Seu lugar vai sendo ocupado por pastores que, com suas igrejas e franquias, se aproximaram do povo suprindo suas carências espirituais.

Em quantas eleições teremos um pastor (a) presidente?

 

Ilustração: santinho do baú da família

 

Nas asas do Electra II, da VARIG

27 de setembro de 2014
130920 saleta do electra

Saleta na cauda do Electra

Ameaçava chover e, antes que ficasse sem teto,  corri para Congonhas. Não queria perder a noite de sexta-feira no Rio.  Cheguei a tempo do voo das 17:00 horas. Fui um dos últimos a entrar no Electra e sentei no banco lateral da “sala de estar”, na cauda do avião.  Logo caiu um toró indescritível.

Decolamos após mais de uma hora de espera na pista. A comissária veio dar um aviso mas não terminou de falar.  Um forte solavanco jogou a moça no chão, lá no meio da aeronave. Daí por diante sentimos o Electra tremer, mergulhar e subir violentamente inúmeras vezes. Raios pareciam acender a fuselagem do avião dando um susto atrás do outro.

O pior ainda estava por vir. Acabou o estoque de saquinhos de enjoo. Um odor azedo insuportável tomou conta da cabine. Quem ainda estava inteiro não resistiu…

Cheguei a ver as luzes do Rio de Janeiro lá em baixo mas por pouco tempo. O piloto deu meia volta e retornou a São Paulo. Continuou o violento e interminável sobe-e-desce. Sem teto para descer em Congonhas seguimos para Vira-copos. Com um motor a menos, o bravo turbo-hélice finalmente aterrizou em Campinas. Aliviados, passageiros se davam as mãos, sorriam, choravam,  alguns se prometiam amar até o fim dos tempos.

Às 4 da manhã de sábado, a bordo de outro Electra que saiu do Rio para nos buscar em Campinas, pousávamos tranquilamente no Santos Dumont. Umas poucas horas de sono e eu já estava pronto para o fim de semana. Eram outros tempos.

Apesar do sufoco, em momento algum pensei no pior. Afinal, em 1978 nada podia causar dano àquele jovem engenheiro.

Nem imagino como me sentiria se acontecesse hoje. Aprendi muito desde então, principalmente que não sou imortal.

Electra II da VARIG

Electra II da VARIG

Fotos obtidas na internet.

Gerundismo; será que veio para ficar?

21 de setembro de 2014

140921 GerundismoA invasão gerundista começou como forma de enrolar o cliente:
“Estaremos enviando sua compra na próxima terça-feira.”

A principal característica do gerúndio é que ele indica uma ação contínua, que está, esteve ou estará em andamento, ou seja, um processo verbal não finalizado. Fonte: Info escola .

Portanto, “estaremos enviando” não é o mesmo que “enviaremos” sua compra na terça. Podem começar a enviar na  terça e continuar enviando por meses sem que a compra chegue.

O gerundismo acabou ganhando contornos de erudição.  As pessoas honestamente acham que estão falando bonito. Ontem mesmo, a simpática garçonete perguntou ao trazer a conta.

“Podemos estar incluindo a gorjeta?”

Tudo bem, inclui a gorjeta mas por favor não gerundia uma coisa tão simples.

Em São Paulo o gerundismo tem uma dimensão a mais.  O paulista tem a estranha mania de adicionar um “i” aos gerúndios:
Cê tá entendeiiiindo?”.

O português é suficientemente difícil.  Some-se a isso a deficiência do ensino e já temos aí uma base sólida para maltratar o idioma. Não precisamos de mais nada. 

Voto no candidato que prometer acabar com o gerundismo.

Ilustração obtido aqui.

Porto Maravilha, tomando forma

7 de setembro de 2014
A Perimetral e o sol

A Perimetral e o sol

Enquanto passado e futuro ainda convivem, começa a tomar forma a nova região portuária do Rio de Janeiro.

A demolição da Perimetral permitiu que uma luz há muito não vista voltasse a banhar  a Av. Rodrigues Alves e a Praça Mauá.

O Museu de Arte do Rio é, já há algum tempo, uma realidade.  Acho interessante aquele teto ondulado sobre o edifício e o Palacete D. João VI. A polêmica arquitetura é mais uma atração para a Praça Mauá.

O Museu do Amanhã também começa a tomar forma ao mesmo tempo em que se removem os restos da Perimetral.

Obras do Museu do Amanhã e restos da Perimetral

Obras do Museu do Amanhã e restos da Perimetral

Ainda há muita coisa por fazer, como arranjar uma solução para o triste e abandonado edifício A Noite, aquele que foi o maior arranha céu da América Latina. Quem sabe um dia caminharemos tranquilamente por modernas vias e pelas vielas do Morro da Conceição, berço do Rio de Janeiro.

A Perimetral já foi mesmo demolida, não adianta continuar reclamando. Melhor torcer para que a maior transformação urbana no Rio de Janeiro nos últimos quarenta anos nos permita melhor desfrutar da Cidade Maravilhosa.

Artigos sobre este assunto:
http://cariocadorio.wordpress.com/2011/11/26/as-obras-do-mar/
http://cariocadorio.wordpress.com/2011/04/18/palacio-d-joao-vi-segue-a-obra/
http://cariocadorio.wordpress.com/2010/05/22/palacio-d-joao-vi-em-obras/

http://cariocadorio.wordpress.com/2014/01/26/tchau-tchau-perimetral/

http://cariocadorio.wordpress.com/2011/04/18/palacio-d-joao-vi-segue-a-obra/

Fotos by Cariocadorio, agosto de 2014.

Carta aberta aos meus netinhos

8 de julho de 2014

Rio de Janeiro, 8 de julho de 2014

Queridos Netinhos,

Um time sem meio-campo, com ataque inoperante e pífio esquema tático não merecia mesmo ganhar. Mas os incontestáveis 7 x 1 foram um castigo duro demais para um povo que, apesar de tudo (*), faz desta uma belíssima Copa do Mundo.

Vocês ouvirão falar muito da “tragédia do Mineirão”.  Acreditem, jamais haverá vitória sobre a Alemanha que vingue o que aconteceu hoje. Sei muito bem o que é isso. Vovô não tinha nem nascido quando, em 1950, perdemos para o Uruguai. Ainda assim, sinto o fantasma do Maracanazo como se fosse ontem, 64 anos depois.

Nós hoje perdemos para a seleção de um país que foi completamente arrasado na metade do século passado. Mas mesmo dividido ao meio, trinta anos depois já era um dos maiores do planeta. Não conseguiram isto por força dos céus. Não esperaram que Deus, o governo ou seja lá quem ou o que lhes desse o pão, o teto e a cama de dormir. Trabalharam muito e continuam trabalhando. Da mesma forma pragmática que nos venceram hoje.

Saibam, portanto, que ficar chorando nos cantos não leva a nada. Jamais permitam que lhes convençam de que nós brasileiros somos um bando de coitadinhos. Isto só é conveniente para preguiçosos e, principalmente, políticos. É ferramenta de ganhar votos e manter o poder. Nestas situações enxuguem logo as lágrimas e voltem ao trabalho. Como diz a letra do velho samba: “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!”.

Não se esqueçam que depois da tristeza de 50 ganhamos cinco Copas do Mundo, mais do que qualquer outro país.
Penta-campeão!

 PS. Não contem isto aos argentinos, eles acham que a história das Copas começa nos anos 70.

(*) este tudo é a farra política, o escândalo dos estádios, a vergonha do “legado” e a falta de tudo que poderia ter sido feito com a grana mal-gasta com esta Copa. Incluído aí o vexame que foi o “chute no traseiro” que o país levou da FIFA. Aliás, eu odeio a FIFA.

Copa da África do Sul, 2010 (Maradunga)

25 de junho de 2014

A Copa de 2010 na África do Sul ficou longe de ter a  sonhada final sul-americana. Brasil e Argentina tinham muitas coisas em comum e chegaram exatamente ao mesmo lugar.  Ambos tinham como técnicos ex-jogadores,  campeões do mundo, mas com experiência zero na função.

Pra que lado agora?

Ambos procuraram fazer crer que estavam no caminho certo.  Dunga apregoava a eficiência do seu “método”, bem sucedido até antes da Copa.   Maradona usava a propaganda ufanista baseada no seu próprio prestígio aliado a ter, sem dúvida, o melhor elenco.  Seus resultados, porém, eram pífios até ali.

Maradona, com sua ânsia de vedetismo e monopolização das atenções, e Dunga, com seus ataques de raiva, agressões e excessos nos modelitos da filha à beira do campo, estavam mais preocupados com seus egos do que com suas funções.

Ficaram estupefatos diante da adversidade definitiva e, do alto da sua inexperiência, não tiveram resposta quando o adversário lhes impôs um nó estratégico incapaz de ser superado pela genialidade de alguns de seus jogadores, no caso da Argentina, e pelas opções disponíveis no caso do Brasil.

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Seguem as semelhanças: como auxiliares, Maradona tinha Mancuso, o amigo de todas as horas, do futebol, das festas e das noitadas. Dunga, na sua obsessão por controle, tinha um capataz na figura de Jorginho.  Um e outro tão carentes de experiência como seus chefes.

Ambos perderam para europeus nas oitavas-de-final.

Com tantas coisas em comum, por caminhos diversos, Brasil e Argentina perderam exatamente como era de se prever.
A Argentina pela falta de organização do seu elenco de craques e pela sua defesa ruim, frutos da incapacidade do seu treinador.
O Brasil pela previsibilidade de suas ações, pela falta de recursos ao ter no banco um bando de cabeças de área e de bagre  e pelo nervosismo do time em campo, reflexo do que via no seu comando fora dele.

A derrota, entretanto,  começou a ser desenhada muito antes da Copa do Mundo. Culpar jogadores e treinadores é equivocado. O erro está na  condução do futebol, reflexo do que somos como países. Dunga e Maradona foram guindados à posição de treinadores dos selecionados nacionais sem experiência alguma para tal.  O mesmo acontece com administradores de nossas instituições, cidades e estados.

Ricardo Teixeira tem poderes absolutos na condução do futebol no Brasil. Administra fortunas que passam em suas mãos da mesma forma que determina quem será o próximo treinador da seleção.  O presidente da CBF se perpetua no poder eleito por presidentes de federações que o fazem da mesma forma.  Protege daqui, beneficia dali e “é dando que se recebe” vão se mantendo à frente da maior paixão nacional.

Ninguém deveria ficar mais que oito (4 + 4) anos no comando de qualquer entidade esportiva brasileira.  A perpetuação dos mesmos dá margem para muita coisa ruim, muita roubalheira.

Mas diante da anarquia moral em que vivemos neste país, perder uma copa do mundo é o menos importante.

Quanto aos resultados da Copa de 2010, parabéns para os espanhóis, um povo que vive intensamente o futebol e que finalmente vê sua seleção brilhar internacionalmente. Méritos para o Uruguai, que volta ao cenário internacional depois de tantos anos de ostracismo.  Para os anfitriões, resta saber o que fazer com os estádios que construíram para a grandeza da FIFA.

Artigo de 2010, re-editado para “A história das copas por Cariocadorio”:
http://cariocadorio.wordpress.com/category/copas-do-mundo/

Fotos obtidas na Internet

Copa dos Estados Unidos, 1994

8 de junho de 2014
Cariocadorio em Dallas, 94

Cariocadorio em Dallas, 94

Bons tempos.  Pouco acompanhei o pré-copa daquele ano, distante que estava no país que receberia o mundial. Pouco soube da polêmica das eliminatórias que só levou à convocação do Romário no último instante para classificar o Brasil.

No primeiro jogo em Dallas estávamos lá para ver Espanha e Coréia empatarem em 2 x 2. A Espanha fez dois a zero e deixou a Coréia empatar no último minuto. Fiquei feliz pela oportunidade de ver um jogo de Copa do Mundo ao vivo.

 

cerimônia inaugural em Dallas

cerimônia inaugural em Dallas

Espanha x Coréia do Sul

Espanha x Coréia do Sul

Mas o atraso no retorno à Terra Brasilis nos deu a oportunidade de ver o Brasil de perto, contra a Holanda, naquele que foi um dos mais importantes jogos brasileiros em copas do mundo.

A Holanda repetia a história do primeiro jogo em Dallas empatando após o dois a zero do Brasil.  Estávamos desanimados na arquibancada quando Branco ajeitou a bola lá do meio da rua.

“Porra, vai bater direto daí?” , protestei revoltado.

Depois disso só me lembro do rosto triste dos holandeses na minha frente uns minutos mais tarde.

Começamos a volta pra casa.  As crianças mereciam uma parada em Orlando.  Foi de lá,  em uma TV de 14″ no quarto do hotel, em um canal mexicano, com a imagem toda chuviscada que vi o 1 x 0 magrinho sobre a Suécia.

Em tempo de Copa

Em tempo de Copa

Junto com o Plano Real do governo Itamar Franco, o Brasil chegou a uma decisão de Copa do Mundo, coisa que não víamos desde 1970.  Contra a mesma Itália que vencemos em 1970, a mesma que nos havia roubado o título que deveria ser nosso em 1982.

Aquele time encardido da Suécia bateu uma surpreendente Bulgária para ficar em terceiro.  Outra equipe notável de 94 foi a da Romênia de Hagi.  O lado negativo ficaria por conta das confusões e drogas dos argentinos Maradona e Cannigia, astros da copa anterior.

Foi fazendo uma corrente de mãos dadas na  casa dos Velhos que vimos Tafarel pegar um pênalti e o Baggio jogar a bola pras nuvens em outro. Brasil  tetra-campeão!

Fotos by Cariocadorio; Dallas, 1994


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