Luciano do Valle, o “Show do Esporte”

19 de abril de 2014
Luciano do Valle

Luciano do Valle

Nos anos 80 quem gostava de esporte não perdia o “Show do Esporte” da Bandeirantes e do jornalista Luciano do Valle. Com esta marca, Luciano tirava audiência da Globo e do SBT, trazendo para as telinhas uma tarde de domingo cheia de programas esportivos. Naquele tempo havia apenas uns poucos canais na TV aberta, nada de TV a cabo com uma dezena de canais de esporte como hoje.

Mas se toda a mídia falará do Luciano do Valle, por que trazê-lo ao Cariocadorio? Simples. O “Show do Esporte” trazia assunto para discussões acaloradas e divertidas nas alegres tardes de domingo na casa dos Velhos. Discutia-se até sobre o estilo sensacionalista do próprio Luciano que, desta forma, fez parte de um tempo muito feliz para minha família.

As primeiras vitórias do Emerson na Indy e o crescimento da geração de prata do vôlei foram popularizadas na voz do Luciano do Valle. Excelente narrador, apesar do ufanismo exagerado, Luciano cantou as glórias do basquete feminino de Magic Paula e Hortência assim como o sucesso das meninas do vôlei brasileiro.

O mérito do Luciano não estava apenas em transmitir esporte mas principalmente em criar atrações para o público. Algumas destas tiveram grande sucesso.

Seleção de Masters

Seleção de Masters

Foi assim que os jogos da seleção de masters (com Rivelino e companhia) criada por ele, os torneios de sinuca, o boxe e vários outros tornaram-se parte das conversas das segundas-feiras. Alguns nomes jamais teriam saído do anonimato sem o trabalho do Luciano, como o peso pesado Adilson “Maguila” Rodrigues e o jogador de sinuca Rui Chapéu.

É incontestável a importância do jornalista e empresário Luciano do Valle para a história do esporte na TV brasileira. Mas vamos em frente porque o show – do Esporte – não pode parar.

Fotos obtidas na internet.

 

Manifestação, liberdade e trabalho

28 de março de 2014

Olhem bem pra mim… Estou com roupas escuras, uma blusa enrolada no rosto e uma mochila nas costas.
Isto é uma manifestação!

Fecho a Av. Rio Branco e agora todos terão que me ouvir.  Caminho entre o lixo dos garis entoando palavras de ordem e faço calar os que são contra e a favor da Copa do Mundo da FIFA.   Destruo carros alegóricos, venço  black blocks, garotinhos, o sindicato dos rodoviários e dos produtores de ovo de codorna de Cachoeiro de Macacu que disputam a avenida comigo.

Não tenho culpa se meu pai começou aos 13 anos e só se aposentou aos 70.  Se minha mãe esfregava panelas até o último fio do Bom Brill.  Se me obrigaram a estudar mais do que eu tinha vontade e acabei no Pedro II.  Se me meti em más companhias, estes malditos caras que entraram pra faculdade.  Se não consegui me livrar deste jugo familiar e segui o exemplo do meu irmão.   O coitado também cresceu neste meio, não teve escolha.

Não tenho culpa se a política me dá náuseas, se não sei ultrapassar pelo acostamento, se não sei ser meio-honesto, se acho que lei tem que ser cumprida e outras besteiras do gênero.  Eu só conheço um caminho para viver em sociedade: trabalho e respeito ao próximo.  E não vou pedir perdão por isso. Posso ser todo errado mas sou brasileiro e tenho os meus direitos.

Com todo respeito a São Jorge e Zumbi, desafio vereadores a acabarem com os neo-feriados do Rio de Janeiro. Fecho a Rio Branco contra as sextas-feiras de carnaval antes que elas comecem nas quintas;  contra os feriados da Copa da FIFA que paralisarão a cidade; contra os meia-dúzia de gatos pingados que a cada dia vão às ruas do Rio em causa própria privando milhares do seu direito de ir e vir.

Pela liberdade de protestar.
Fecho a Av. Rio Branco pelo direito de trabalhar.

A estátua do Bellini

21 de março de 2014
A estátua do Bellini, 1969

A estátua do Bellini, 1969

Uma geração de jogadores de futebol, que com todo o mérito nos tornou um povo de “mascarados”, vem se despedindo de nós.  Esta semana Hilderaldo Luís, o Bellini, capitão de 1958, partiu ao encontro dos colegas Gilmar, Djalma, Nilton Santos, Garrincha (o segundo maior jogador de todos os tempos para desespero de Maradona) e outros.

Pelé, o caçula da turma, Zagalo e alguns mais seguem firme conosco.  Que seja por muito tempo.

Bellini foi o primeiro a erguer a taça Jules Rimet sobre a cabeça. Símbolo maior da conquista de 1958 na Suécia, este gesto foi desde então repetido por todos os campeões do mundo.  Nosso capitão foi homenageado com uma estátua na entrada principal do Maracanã.  A estátua do Bellini passou a ser o ponto de encontro dos torcedores que combinavam assistir juntos as partidas no antigo Maracanã.

A gente se encontra na estátua do Bellini

Naqueles tempos de um Rio de Janeiro mais tranquilo, a estátua do Bellini era o ponto de encontro entre as zonas norte e sul mesmo quando não se tratava de ir ao Maracanã.

Na foto, a equipe carioca de basquete infantil de 1969 junto à famosa estátua antes de iniciar a viagem de ônibus para Feira de Santana na Bahia.  Lá disputaríamos o campeonato brasileiro de seleções. Mas esta é outra história. Qualquer dia eu conto.

Ao Bellini e seus capitaneados, o agradecimento de uma geração que, graças a eles, cresceu campeã do mundo.

A Copa da FIFA

9 de março de 2014

brasil_2014As Copas do Mundo de Futebol eram conhecidas pelo país e pelo ano de realização.  Melhor que na escola e muito antes da intenet, as copas marcavam datas e ensinavam geografia.

A história fala da Copa de 62, no Chile. Da Copa da Suécia, nosso primeiro triunfo, que talvez tenha feito daquele país um eterno amigo do Brasil. 
A Copa da Alemanha que trouxe o carrossel holandês.  O que dizer da  maravilhosa Copa de 70? 

O sentimento, talvez inocente é bem verdade, era de que o futebol unia os povos em uma festa que pertencia a todos.      As Copas do Mundo de futebol eram uma instituição das pessoas, dos países. Enfim, podia ser a “Copa da Argentina” mas, fosse qual fosse, pertencia efetivamente ao mundo.

suecia_58Não sei bem em que momento esta “copa de todo mundo” deixou de existir para pertencer exclusiva e definitivamente à FIFA. 

A Copa do Mundo de Futebol que acontecerá na nossa terra este ano não é do Brasil.  É da FIFA.  A copa e tudo que a ela está associado. Seremos meros hospedeiros e financiadores. 

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Curiosamente, talvez o que tenha chamado atenção a este ponto seja a forma clara de definir o possessivo no nosso idioma. 

“Copa do Mundo da FIFA”, como a midia é obrigada a se referir, define muito bem a quem pertence o evento. Muito melhor que o “FIFA World Cup” que de algumas copas para cá ficamos acostumados a ver.  

 

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Pertencer a uma entidade cuja reputação é frequentemente arranhada por escândalos mundiais não ajuda a imagem do evento neste país. O que em parte explica manifestações de repúdio à Copa do Mundo em pleno “país do futebol”. 

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Os dizeres dos cartazes das copas nos ajudam a entender este processo.  Até 1998, na França não havia necessariamente menção à FIFA.  A partir de 2002,  Coréia e Japão, é Copa da FIFA e pronto.   

Vejam os cartazes de todas as copas no link para a Gazeta do Povo. de onde foram copiados para este artigo.

Carro elétrico, cada vez mais perto

3 de fevereiro de 2014
Nissan na tomada

Nissan na tomada

A partir do momento em que a tecnologia viabilizar o armazenamento econômico de energia elétrica, os carros elétricos serão imbatíveis.  São muitas as vantagens: silenciosos, menos danosos ao meio-ambiente etc.  Conjectura-se também que isto só não é possível por conta da pressão das gigantes do petróleo. Questão esta ainda mais interessante para polemizar em torno do tema.

Conexão simples e limpa

Conexão simples e limpa

Tomada de energia

Tomada de energia

É verdade que existem taxis elétricos em teste operando no Rio de Janeiro.  Mas quando a gente chega na garagem do prédio e se depara com veículos sendo reabastecidos na tomada, parece que a realidade dos carros elétricos está mais próxima do que se imagina.  Quando será que cenas como as das fotos serão uma coisa comum por aqui?

Fotos by Cariocadorio, janeiro de 2014.

Tchau, Tchau, Perimetral

26 de janeiro de 2014

O Cariocadorio começou na Praça Mauá, com o Porto Maravilha e com o anúncio do fim  da Perimetral.  Desde 2009 me manifesto contra a derrubada da Perimetral (clique aqui e aqui). Cheguei a criar um VLT  na Perimetral (clique aqui) que, aliás, ainda acho que seria muito interessante e útil para os cidadãos.

Em frente à Praça XV

Em frente à Praça XV

Arcenal de Marinha e Baía de GB

Arsenal de Marinha e Baía de GB

Pois bem, nesta sexta dei o meu último “passeio” pela Perimetral.  Era este, até então, o meu caminho diário para o trabalho desde o século passado.

Obras do Museu do Amanhã e Transatlântico

Saída para a Pr. Mauá – Obras do Museu do Amanhã e Transatlântico

Agora só me resta torcer para que a fortuna que gastamos para derrubar esta via nos traga, pelo menos, o alento de uma melhora substancial para a região.  Alguma coisa que nos faça esquecer o desperdício e o sofrimento de um trânsito caótico por tantos anos.

Que não fiquem somente as mazelas das enormes torres e aglomerações de edifícios que serão construídas, segundo a prefeitura, para pagar a conta. Que as pessoas, e não só os grandes empreendimentos, lucrem com esta história.

Não quero ser pessimista mas, para quem defendia a vista para a baía de Guanabara, aquele monstrengo de vidro ao lado do INTO não é um bom começo.

O INTO e o monstro

O INTO e o monstro vistos da Linha Vermelha

Fotos by Cariocadorio, Janeiro de 2014

Rio – Brasília, 1960

11 de janeiro de 2014
Aluisio e o Palácio da Alvorada

Aluisio e o Palácio da Alvorada

Inaugurada em 21 de abril de 1960, Brasília era o símbolo do progresso da nação brasileira.  Junto com a nova capital, o presidente Juscelino Kubitscheck  construiu estradas e viabilizou a emergente indústria automobilística brasileira.

Aluisio e Chico no Senado

Aluisio e Chico no Senado

Neste novo cenário econômico e social do país teriam participação relevante três amigos, parceiros de aventuras e empreendimentos:
Aluizio Lemos, Chico Brentar e Roberto Rombauer.

Os três fizeram uma épica viagem para participar da inauguração de Brasília.  A estrela do companhia não era um dos modernos VW ou DKW construídos no Brasil mas sim um belo Mercedes 170S, 1950, que pertencia ao Chico Brentar.

Consertando a Mercedes

Consertando a Mercedes

Apesar da marca famosa, não foram poucas as dificuldades encontradas pelo carrinho e pelos intrépidos aventureiros para chegar em Brasília.  A novíssima BR-3 (atual B4-040) não tinha postos de gasolina suficientes para cobrir longos percursos particularmente para atender à autonomia do carro que era pequena.

Aluisio Lemos no posto com o Mercedes

Aluisio Lemos no posto com o Mercedes

Pane seca na BR-3

Pane seca na BR-3

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Apreciando o cerrado

Fotos e história pertencentes a Gustavo Lemos, filho do Aluisio Lemos, a quem agradecemos a gentiliza de autorizar a publicação deste post.   Brasília (1960).

Petrópolis Golf Clube, em 2 tempos

28 de dezembro de 2013

Fundado em 1938, o Petrópolis Golf Clube está localizado em Nogueira, a 25 Km do centro de Petrópolis e a 90 Km da Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro.  A beleza natural e o clima ameno da região fazem do clube um paraíso para jogadores de golfe e uma ótima opção para aqueles que pretendem começar no esporte.

Este belíssimo clube serve de plataforma para mostrar os contrastes que o tempo traz.

PGC, Estacionamento em 2013

Petrópolis Golf Clube – 2013

Petrópolis Golf Clube - circa 1950

Petrópolis Golf Clube – 1953

Sede do PGC, 2013

Sede do PGC, 2013

Sede do Clube, 1953

Sede do Clube, 1953

Fotos antigas obtidas no site do clube (aqui):  
Fotos atuais by Cariocadorio.

Árvore de Natal da Lagoa – 2013

25 de dezembro de 2013

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Caminhava na chuva pela lagoa Rodrigo de Freitas um tanto vazia nesta véspera de Natal.  Alguns se exercitavam nos aparelhos do baixo bebê da região.  No bolso a pequena câmera, lá ia eu tentar tirar umas fotos da árvore de Natal da lagoa.  Tarefa difícil com os recursos disponíveis.

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O tempo deve ter afastado a maioria dos turistas desta época.  Ainda assim havia alguns incautos se  molhando para ver a árvore.  Já na volta pra casa me ofereci para tirar a foto de uma família que estava por ali.  Foram tantos os agradecimentos pelo gesto que a recompensa teve mais valor que a foto.  Não é preciso muito para ser feliz. De repente a gente á que complica as coisas.

 

Consegui fazer algumas fotos que saíram melhor do que eu podia esperar. Aproveito para dividir aqui com os amigos deste Cariocadorio.

Feliz Natal e que tenham todos um ótimo 2014.

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Fotos by Cariocadorio:  Árvore de Natal da Lagoa (dezembro de 2013)

O presente e a partida

21 de dezembro de 2013

???????????????????????????????Era um colega de trabalho, com quem muito estive e pouco convivi.  Algumas conversas de corredor sobre isso e aquilo.  Com o tempo percebi que sua presença serena transmitia uma bondade sem preço, tão incomum na rotina da vida.

Pouco antes que ele partisse nos encontramos ao acaso.  Sem que eu percebesse, me deixou um presente que só hoje reconheço.  Um sorriso, que me faz sentir perdoado, incondicionalmente, por defeitos e dívidas que ele não poderia conhecer.

Muito obrigado, siga sempre em paz.  

 

Foto by Cariocadorio: O Corcovado e a vida (Lagoa, 11/05/15)


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