Arquivo da categoria ‘família’

Rio de Janeiro, anos 60…mas onde?

março 11, 2012

No baú de fotos da família há algumas preciosidades.  Algumas herdadas de gerações que já não estão aqui para explicar o que, onde ou quem.  Outras são relativamente recentes… Estas duas fotos são, provavelmente,  de algum lugar de Laranjeiras no início da década de 60.  Não me conformo em não identificar exatamente a localização.

  
Conto com os visitantes para saber a rua ou as ruas do Rio de Janeiro retratadas nestas fotos.  Qualquer dica é importante para ajudar na localização.  Por exemplo, que morro é aquele na primeira foto?

Fotos do acervo Cariocadorio, início dos anos 60.  Permitida a reprodução.

A quarta idade

outubro 30, 2011

Alegria na terceira idade

Laurinha e os irmãos discutiam sobre a terceira idade. Uma conversa divertida em meio à comemoração dos 65 anos do Sérgio, o mais velho dos quatro. Falavam sobre vantagens como furar filas nos bancos e não pagar passagem nos ônibus e dos problemas típicos da velhice. Em resposta às gozações de praxe, Sérgio afirmava que, apesar das dificuldades pra fazer xixi, estava com tudo em cima quando chegava a hora.

A certa altura o Dr. Ubiratan Latorre deixou o seu aparente isolamento de olhar fixo na televisão desligada para se juntar aos filhos. Contou que recentemente teve uma conversa sobre a terceira idade com o seu grande amigo João.

“O que mais me admira no João é a alegria de viver. Não importa a situação, ele encontra sempre uma razão para ser feliz.  O João diz que a terceira idade é a melhor fase da sua vida, aliás como diz de todas as anteriores. Mas desta vez eu achei que o João está com um problema sério.  Reclamou da dificuldade de lembrar umas coisas e me disse na saída: ”

“É Bira, acho que eu já estou entrando na quarta idade. E esta quarta idade não promete ser tão boa como as três primeiras”.  

Pela enésima vez os irmãos escutaram seu velho pai contar esta história. 

Enquanto isso, o João já está tão à vontade lá no andar de cima que foi ele quem abriu a porta e deu as boas vindas ao Luís Mendes, grande amigo dele e do Bira.

Foto by Cariocadorio: “alegria na terceira idade” (Fev. de 2007)
O Dr. Ubiratan Latorre aparece também no artigo “A porta do elevador” (clique aqui) :  

Nova Friburgo, 1962

agosto 13, 2011

Praça Dr. Derval Alberto Moreira e Av. Alberto Braune

Quando penso em Friburgo me lembro do lugar na serra que visitei quando criança e outras poucas vezes desde então… do clima frio que a faz especialmente diferente do Rio de Janeiro… da sua origem germânica…

Ao fundo os prédios de 1962

…da forma afetuosa como a ela se referem os que frequentam a cidade e, principalmente, das boas pessoas que de lá vieram e com quem convivi na escola e no trabalho aqui no Rio.  Um carinho especial pela família Cardinali com quem por tanto tempo tive o prazer de estar próximo.

(Nas fotos acima: o colégio São José no canto da esquerda se tornou um shopping)

Caledonia Valley

Do passeio em 1962 pouco me lembro mas não  esqueço do almoço no Caledonia Valley, um clube no meio da mata Atlântica.  Creio que ainda exista.

Nas últimas vezes que Friburgo apareceu nos noticiários foi para retratar a tragédia dos deslizamentos ocorridos em janeiro passado. A esta tragédia natural seguiram-se as patrocinadas pelos homens, com o já comum mal uso das verbas enviadas para a recuperação da cidade. Documentos foram forjados para beneficiar empresas, serviços foram pagos e não concluídos e por aí vai. 

Nada muito diferente das outras cidades serranas na mesma situação (veja aqui). Uma tragédia moral que se repete por todo o Brasil. Triste.

Av. Alberto Brasão

Ainda assim Nova Friburgo segue em frente como todo o país.

É interessante comparar as fotos de então com a cidade hoje para ver que alguns dos prédios seguem por lá.  A foto de 1962 retrata uma banda militar e, à direita, a loja “O Dragão” que, na foto atual, tem um nome bem menos interessante. 

Os mesmos prédios na esquina, 48 anos depois

Na internet a cidade está muito bem retratada no trabalho de Osmar de Castro que postou centenas de fotos da região. Quem quiser conhecer Nova Friburgo sem ir até lá basta clicar nos links abaixo:
Acervo Nova Friburgo
Nova Friburgo no Panoramio

Fotos de Nova Friburgo em 1962 do arquivo pessoal Cariocadorio; Fotos atuais de Osmar de Castro.

Teresópolis, 1962

julho 29, 2011
Nas tardes de sábado ou domingo a família fazia passeios até a longínqua Barra da Tijuca ou pelo Alto da Boa Vista. Às vezes o pessoal arriscava um passeio mais longo. Mais raros, estes eram os meus favoritos.

DKW Vemag na Av. Brasil

Nestas ocasiões marcava-se encontro no início da Av. Brasil.  Era um local adequado para todos os que saíam do Rio de Janeiro vindos da zona norte ou da zona sul.  Naturalmente, uma coisa pouco recomendável para se fazer atualmente.

Vovô, grande incentivador destes passeios, era invariavelmente o primeiro a chegar.  

A Vemaguete 58 do Horácio em frente ao Bife Grande

Desta vez o destino era Teresópolis.  O que nunca saiu da minha memória deste passeio foi o restaurante no centro de Teresópolis: Bife Grande.  Ficava na avenida principal, a Feliciano Sodré, acho eu. Não creio que ainda exista.

Cariocadorio e o relevo típico de Teresópolis ao fundo

 

Dauphine, fuscas, aero e charangas

No início dos anos sessenta, com o progresso dos anos JK, as famílias de classe média podiam ter um carro e uma casa com os eletro-domésticos básicos sem problemas.  A educação não era exemplar mas o acesso à escola pública assegurava uma instrução razoável.  As escolas particulares tampouco eram a preço de universidade americana como são hoje.  Tipicamente, bastava o homem ter um emprego enquanto a mulher cuidava da casa para que a vida fosse razoavelmente tranquila para a família.   Passeios como este eram bem acessíveis para a classe média.

Águas limpas

 O passeio incluiu esta incursão a um rio de Teresópolis que, se estiver como os que conheço atualmente, não seria tão atrativo hoje em dia.   A poluição tomou conta dos rios da serra do estado que passam por dentro das cidades.

Embora precárias, as estradas tinham pouco trânsito o que diminuía os riscos. 
Era fácil o ir e vir sem o perigo de um grande engarrafamento na Av. Brasil, por exemplo, e muito menos um arrastão por aí.

Pelo álbum de fotos, concluo que voltamos por Petrópolis.  A estrada que liga Teresópolis a Petrópolis era famosa então pela beleza do visual e das hortências ao longo da via. Após 50 anos,  a estrada não mudou para melhor. Tradicionalmente mal cuidada, ficou ainda pior com o temporal do início do ano.   

Estrada Petrópolis-Teresópolis

Espero que Teresópolis, Friburgo e partes de Petrópolis afetadas pela calamidade do início do ano se recuperem logo.  Apesar de os nossos “homens públicos” roubarem até merenda de criancinha carente.

Fotos: Viagem a Teresópolis, 1962 (acervo pessoal Cariocadorio; proibida a reprodução sem autrorização)

A gata Tai, vivendo perigosamente

maio 25, 2011

Por mim não teríamos um segundo gato, ou uma segunda gata. Mas a Tai acabou ficando.  Expliquei isso quando falei da Tigue, em “Um dia um gato”.

No início a pequena era desconfiadíssima, mal dava pra chegar perto.  E hoje não é muito diferente. Depois cresceu e começou a entrar no cio, outro problema.  Para seguir o ritmo da vida, teve filhotes. 

Macho de qualquer raça é bobo mas persistente. O que veio cruzar com ela tomou muita  lanhada mas não desistiu.  Certo dia pegou ela de jeito e o resultado foram cinco filhotes parecidos com ele.

A Tai tratou bem dos filhotes mas logo que se livrou deles ficou abusada. Olhar pela janela ou através da grade da varanda tudo bem.  Agora, andar pelo lado de fora da grade, deitar por lá e ficar corujando passarinho já era um pouco demais. 

Eu, que já tomo remédio pra pressão alta, decidi que tinha que me livrar do problema.  O máximo que consegui foi que concordassem em colocar uma tela junto à grade.  Felizmente ela ainda não se interessou em escalar a tela e passar por cima da grade.

Fotos by Cariocadorio: Outubro de 2010 e Maio de 2011

A perseverança da memória

maio 14, 2011

Encontrei D. Cecília muito agitada naquela tarde.  Insistia em andar pela casa embora nem mesmo forças para se levantar sozinha tivesse. Mal se lhe ouviam as nervosas instruções, a voz prejudicada pelo Parkinson. Apontava a porta da rua, queria sair.

De repente balbuciou palavras em francês. Há muito tempo não a ouvíamos falando francês. O que seria aquilo agora?  A enfermeira procurou acalmá-la. Cecília insistia, repetindo palavras sem sentido.
 

Aproximei-me bastante e finalmente entendi.  
“Suzanne…premier étage…”

Queria apenas visitar sua amiga de tanto tempo, Suzanne Bergé.  Ela morava no mesmo prédio, no primeiro andar.  Expliquei que Mme. Bergé estava em Londres mas que  telefonaria assim que chegasse. Acalmou-se sob o efeito da mentira sincera ou talvez do Rivotril que o Dr. Gilberto receita para estas situações. 

Sentou-se tranquila. Nas mãos os presentes do dia das mães.  Estava mais interessada em fazer e desfazer as embalagens do que nas colônias, sabonetes e lencinhos.  

O pensamento ia longe agora. Certamente nas tardes de cinema, ateliês e museus com as amigas.  Ou nas longas noites regadas a cigarros e vinhos no Le Jardin. Cecília e o marido participavam de intermináveis discussões sobre o ser ou não ser, sobre artes e política, seu assunto predileto. 

“Le communisme est le future de l’humanité, donc il vaut mieux que vous vous habituez”, provocava Cecília. Décadas depois ela não se absteve de admitir sua decepção quando aquela experiência que tanto admirava começou a fracassar.

A vida meio boêmia, meio deslumbrada do casal acabou quando Cecília passou a ter direito a ganhar presentes no segundo domingo de maio. 

Agora ela já não brincava com os presentes.  Dormia, cabeça de lado no espaldar da poltrona, um quase imperceptível sorriso nos lábios.  Poderia apostar que em sonhos ainda estava na sua Paris do início dos anos 60, a época mais divertida da sua vida.

Nem mesmo as grandes amizades são imunes à distância e ao tempo. Suzanne Bergé foi a amiga inseparável, ainda que achasse uma grande besteira aquele negócio de comunismo.

Quando Suzanne se foi, pouco antes da virada do século, há muito as amigas já não se viam.

Imagens, na ordem:
“The helmetmaker’s once beautiful wife” de Auguste Rodin, foto by cariocadorio em 1985. (Veja mais sobre esta escultura aqui).
“The persistence of memory”, Salvador Dali, foto obtida na internet.
“Jeunes Filles au Piano”, Piere-Auguste Renoir, foto by Cariocadorio em 1985.

Um rapaz de Bebedouro no Rio de Janeiro (II)

abril 23, 2011
Talvez os seus tumultuados primeiros meses no Rio de Janeiro (veja aqui) tenham incentivado Edgar Baroni a buscar o oposto. O certo é que, em 1939, ele transferiu-se das noitadas na Capital para a Escola da Polícia Militar do Distrito Federal. 
Baroni na Escola de Polícia Militar do Distrito Federal

Logo suas habilidades com armas e cavalos fizeram com que se destacasse. Formado com alta recomendação, Baroni ganhou o respeito e a admiração dos colegas e superiores. Não foi difícil que fosse aceita sua escolha pelo 5º Regimento de Polícia Montada do Distrito Federal. Não demorou muito foi promovido a Cabo.

Cabo Baroni e o cavalo Biguá

O simpático Cabo Edgar Baroni tinha tudo para fazer uma ótima carreira na polícia. Mas nem tudo eram flores. Suas convicções a respeito de como tratar cavalos começaram a azedar a relação com seus superiores.  Certa vez o Cabo Baroni se recusou a colocar o Biguá, sua montaria favorita, na operação de contenção de uma manifestação popular.  Aquilo maltratava muito o animal. Desceu do bicho, partiu pra cima dos manifestantes e fez o serviço na mão. 

5o Regimento de Cavalaria da PM do DF

LeCoq e o "Fluminense"

O ato teve seu lado de heroismo reconhecido.  Apesar da bem sucedida “estratégia”, o Tenente LeCoq, seu amigo e comandante daquela operação, não teve alternativa senão relatar o ocorrido aos superiores.

E lá se foi o nosso querido Cabo Baroni ver o sol nascer quadrado no xadrez do regimento.  

Aquela não foi a primeira nem a última vez. Era sempre o mesmo motivo: insubordinação quando se tratava de botar o cavalo pra trabalhar mais duro.

Aquele início de vida na Capital Federal rendeu-lhe um monte de pequenas confusões mas também a namorada que depois se tornaria sua esposa de toda a vida. O lado profissional se encontrou na área do comércio e assim, sob a rédea curta imposta pela patroa, Baroni progrediu e sustentou muito bem sua família.

Edgar Baroni viveu por muito tempo uma vida simples e feliz, fazendo as coisas sempre, ou quase sempre, do jeito que queria. Até a hora de ir embora parece que ele escolheu para que fosse do seu jeito.

(a semelhança da saga de Edgar Baroni no Rio de Janeiro com a vida real de pessoas conhecidas não é mera coincidência)

Fotos: Baroni na Escola de Polícia Militar do Distrito Federal (outubro de 1939);  Cabo Baroni e o cavalo Biguá (setembro de 1940); Pátio interno do 5o Regimento de Cavalaria da Polícia Militar do Distrito Federal (setembro de 1940);  Tenente LeCoq e cavalo “Fluminense” (setembro de 1940).  

Um rapaz de Bebedouro no Rio de Janeiro (I)

abril 22, 2011

Uma turma de Primeira

A formatura dos bacharelandos de 1937 foi muito festejada em Bebedouro.  Logo alguns daqueles rapazes oriundos da elite da região viriam para o Rio de Janeiro a fim de continuar seus estudos. Os que eram apenas um rosto no quadro do Ginásio Municipal de Bebebedouro  se formariam médicos, advogados ou seguiriam bem sucedidas carreiras militares. 

Não foi o caso do Edgar Baroni. Ele estava no grupo que se aventurou ao Rio embora estudar não fosse o que pretendia.  Na verdade ele não sabia bem o que queria. Criado na fazenda dos pais, Baroni era exímio cavaleiro e atirador.  Com o cavalo Prata e sua fiel carabina, presente do seu avô quando fez 13 anos, era imbatível nas competições de tiro:
“Onde ponho o olho ponho a bala”, gabava-se ele com justa imodéstia.

Sujeito simpático, suas outras paixões eram o futebol e a sinuca. As pernas fortalecidas pelos exercícios físicos e as intermináveis cavalgadas no campo compensavam a pequena estatura e eram muito úteis para o centro-avante Baroni. Por outro lado a mira de atirador e o espírito boêmio ajudavam no salão de sinuca.

Foi este espírito boêmio que o desviou das salas de aula e o levou para as atrações das noites cariocas.  A habilidade com o taco ajudou-o muito em seus primeiros tempos na Capital Federal.  Foi em um salão da Lapa que Baroni aprendeu uma  lição fundamental para a sua vida.  Sim, porque ele não gostava de estudar mas aprendia muito rápido as lições da vida.

Edgar Baroni percebeu que a turma apostava muito mas jogava menos do que acreditava.  Percebeu que ali estava sua chance de ter um pouco mais de dinheiro do que os minguados caraminguás que lhe mandava o pai desde Bebedouro.
Não por coincidência, subtrair algum do novato com cara de interior seria uma tarefa simples para o malandro local, pensava o “parceiro” que Baroni conhecera naquela noite. 

Feitas as apostas, Baroni controlou o jogo sobre o adversário para que este não percebesse a disparidade de habilidade.  A noite foi seguindo neste ritmo até que o prejuízo do jogador local chegou a muitos dinheiros.

Na forma simples que sempre pontuou a sua vida, Baroni contava que foi nesta hora que o parceiro disse que ia “pedir uns pastéis” e escafedeu-se dali.  Além de não levar a grana da aposta, Baroni ainda teve que pagar as horas da mesa de sinuca.

A vida não foi fácil naquele Rio de Janeiro de 1938. O tal episódio demorou a ser digerido mas ele aprendeu a lição e nunca mais pensou em ganhar dinheiro jogando sinuca.  Por toda sua vida Edgar Baroni foi agradecido ao “parceiro”. Não sem deixar de referir-se a ele com os piores adjetivos que conhecia.

Polícia Montada do DF, 1940

Polícia Montada do DF, 1940

No próximo capítulo (veja aqui) eu conto como foi a vida do Cabo Edgar Baroni na Polícia Montada da Capital Federal.   

Foto: Bacharelandos de 1937, Ginásio Municipal de Bebedouro; Polícia Montada do Distrito Federal (setembro de 1940)
(Acervo pessoal Cariocadorio.  Não pode ser reproduzida sem autorização prévia)

Carnaval e fantasias

março 5, 2011

Durante muito tempo tempo o carnaval se resumia a “três dias de folia e  brincadeira” como na marchinha de Zé Queti. 

Carnaval de 1946

Carnaval em família, 1945

A  expectativa era grande e a preparação idem. Na família o grande barato era inventar e confeccionar as fantasias, cuidando para não gastar demais.  A preparação era em casa mesmo porque afinal, naquele tempo, toda mulher prendada sabia costurar e máquina de costura era equipamento tão importante como um computrador hoje em dia. E que belas fantasias: ciganas, melindrosas, princesas de alhures e até onde ia a imaginação.

1957, Carnaval da nova geração

O tempo foi passando e carnaval seguia coisa séria na família.  Em Ibicuí a nova geração se incorporou à tradição e foram vários carnvais de alegria pelas ruas e no clube da cidade.  Quantas histórias. 

Quando eu cheguei nas paradas o ritmo já era outro.  Ainda tivemos alguns carnavais em família, alguns bailes no ,na Tijuca. Cheguei a frequentar um destes e registrei no ano passado em “outros carnavais”, aqui

R. Pinheiro Machado, Carnaval de 1966

Fantasias usei poucas. Mas para que os amigos possam se divertir com o tema, aqui está:  coisa de índio também. 

Fotos: Carnaval de 45, 46, 57  e 66 (acervo pessoal Cariocadorio, proibida reprodução sem autorização prévia).

Minha Grande Família III

fevereiro 20, 2011

Nem só de Rio vive o Carioca.  Ainda que um pouco mais distante, São Paulo também é terra da família. 

Tio Horácio

 Minhas lembranças da Cidade de São Paulo começam em 1964 quando lá chegamos pra uma visita a bordo da Vemaguete novinha. As indicações de ruas eram complicadas.  Alguem nos indicou para entrar á direita no farol.   Passamos por três sinais e estamos procurando o farol até hoje.   Foi em um cruzamento destes que deixamos o cano de descarga do carro no chão… ninguem nos avisara das valas para escoamento fluvial.  Ficamos alguns dias com o motor dois tempos da Vemaguete fazendo um barulho infernal.

 

Acho que a história da família começa em Bauru antes de chegar em São Paulo mas deixo pra turma mais velha relembrar, identificar os personagens e contar para os mais novos.   

Uma Menina linda, 1945

Aliás, o pessoal de São Paulo foi o que mais contribuiu para aumentar a família.  Este é um mês de aniversários, uns que passaram há pouco, outros que estão por vir.
Parabéns para todos os aniversariantes.

Guarujá, fevereiro de 1961

 

São Paulo pode ser um ótimo lugar mas de vez em quando é uma boa dar uns passeios por aí. Paulista tem fama de gostar de ir ao litoral e a família não é exceção.  Aqui está a turma passando umas férias no Guarujá. 

 

Mas como há muita riqueza nas cidades no interior, vamos aproiveitar a visita do vovô Abel e da vovó Belmira para um passeio na Gruta da Glória, entre Itu e Pirapora.  Fica o registro nesta foto.  

Estrada Itu - Pirapora, 18/9/1955

As novas gerações devem estar pensando:  ”E nós?”
Bem, isto aqui é para a gente lembrar o passado.  Vocês ainda estão fazendo o presente e preparando o futuro para os que vem por aí.  Quem sabe alguem não tem a idéia de pegar as fotos do finzinho do século passado e einício deste para montar um blog? 
Vai juntando fotos e vídeos.

Fotos do acervo pessoal Cariocadorio.  Proibida a reprodução sem autorização prévia.


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