Arquivo da categoria ‘História’
julho 5, 2011

Fonte da saudade, 1890
No princípio do século XIX, lavadeiras portuguesas cantavam fados e lavavam roupas junto a uma fonte nas margens da lagoa de Sacopenapã, relembrando a terra distante . A fonte ficou então conhecida como a “Fonte da Saudade”,.
Desta fonte se bebia uma água mágica. Diziam que aquele que bebesse sua água, nunca mais esqueceria a pureza do lugar. Já não existe a fonte e muito menos as suas águas puras e mágicas.

Lagoa Rodrigo de Freitas, 2011
A região continua até hoje conhecida como Fonte da Saudade. A lagoa tomou o nome do último proprietário do engenho de cana-de açúcar que ali ficava.
Onde efetivamente ficava a “Fonte da Saudade” retratada na fotografia de fins do século XIX ?
Desde então muito já se roubou do espelho d’água da atual lagoa Rodrigo de Freitas, dificultando precisar o local. Observando a posição das montanhas ao fundo, concluí que a fonte ficava, aproximadamente, onde hoje temos a igreja de Santa Margarida Maria. A foto atual procura retratar a mesma posição relativa da Pedra da Gávea e do morro à sua direita.
Fica aqui a proposta para que alguem indique a localização exata da “Fonte da Saudade”.

Fotos: Fonte da Saudade, 1890 (postal da editora Melhoramentos); Lagoa Rodrigo de Freitas e panorâmica da Lagoa, 2011, by Cariocadorio.
Informações p/ texto: PUC-Rio / Departamento de Artes & Design, Análise Gráfica / 2005.1 Prof. Edna Lúcia Cunha Lima e Aluna Mary Court
Tags: Fonte da Saudade, Fotos Antigas, Lagoa de Sacopenapã, Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio, Rio de Janeiro, século XIX
Publicado em Fotos Antigas, História, Rio de Janeiro | 8 Comentários »
março 6, 2011
O Rio de Janeiro nunca foi afeito a bons governantes. Além disso, desde os tempos da Guanabara, mantinha uma tradição de ter governadores eleitos contrários ao governo federal. Fazia parte do espírito pseudo-contestador do carioca. Com a fusão veio Faria Lima nomeado por Brasília e depois, eleitos, Chagas Freitas e Brizola.
Em 1982 eu achava que era hora de o Rio de Janeiro se alinhar com o governo federal para ver se sobrava alguma verba porque a coisa aqui estava muito ruim. O candidato era casado com a filha do Amaral Peixoto, velho cacique que há anos dominava o combalido estado do Rio. Apesar de sua ligação com o eterno poder estabelecido, votei no tal de Moreira Franco.
Após aquela lambança que foram as eleições (caso Proconsult, roubo de votos etc) o cara foi eleito. Prometeu acabar com a criminalidade, fez desfile de patrulhinhas e parou por aí. Conseguiu até brigar com Brasília e se isolar politicamente. O Rio de Janeiro nunca sofreu tanto no maior desgoverno até então. O Brizola teve uma volta triunfal na eleição seguinte.
Anos depois Moreira Franco se candidatou a prefeito de Niterói e foi para o segundo turno (como se vota mal neste país). Em total falta de respeito com o eleitorado, Moreira Franco desistiu do segundo turno. Nada é mais vergonhoso do que abandonar a eleição e os eleitores no meio do caminho por saber que perderia o segundo turno.
E ainda assim este senhor ocupou cargos nos governos FHC e Lula. Finalmente, agora no governo Dilma ele é guindado ao cargo de ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), seja lá o que se faça por lá. É amigo pessoal do vice Michel Temer que fez questão de nomeá-lo. Terá sido pela sua capacidade administrativa?
Que tipo de força se deposita em certas pessoas para que se mantenham por tanto tempo no poder mesmo que nada do que tenham feito seja proveitoso para a sociedade? O jogo do poder político que mantém os Moreiras e Sarneys da vida no controle há tanto tempo não é mesmo para o cidadão entender.
Quanto mais se sabe menos se entende.
Fotos obtidas na internet: animais.blogmaneiro.com ; caixa.gov.br
Tags: Leonel Brizola, Moreira Franco, política, Rio
Publicado em Brasil, História, Política, Rio de Janeiro | 1 Comentário »
dezembro 31, 2010

A família na casa da rua São Francisco Xavier (1895)
Viajei ao Rio de Janeiro do século XIX para conhecer meu avô. Ou melhor, o avô do meu avô, que com cuidado o levava no colo para a foto da família. Estava lá aquele com quem me diziam ser parecido quando criança: “É o Tio Nonô”, brincavam meus tios quando eu queira ir embora depressa, impaciente com as intermináveis despedidas dos mais velhos.
Nesta viagem reconheci pessoas que não cheguei a conhecer. E vi meu avô criança como jamais pensei pudesse vê-lo um dia e, com ele, seus avós, seus pais e irmãos. Algumas pessoas que em menino conheci maiores e, como soem pensar as crianças, achava haviam sido assim sempre.

Vovô e suas irmãs (1960)
De repente refleti que o mundo não começa e acaba em cada um de nós. Que de filhos passamos a pais, depois a avós e depois a alguma coisa distante que será ninguém, mesmo para aqueles que aqui não chegariam se não fôssemos nós. Até que alguém nos resgate à vida em uma foto de cento e tantos anos atrás.
Seguindo viagem cheguei ao meu tempo e reconheci o vovô como o conheci. Descobrindo bichinhos nas nuvens, ensinando números nos papéis e me contando incontáveis era uma vez. Como a inesquecível história do padre que sabia de tudo (aqui).
Não parei aí. Fui vencendo o tempo e me reconheci num álbum, de um jeito que me vira um dia no agora um passado distante. Me olhando curioso estava um homem maduro, que acabara de me conhecer naquela foto. Ao fazê-lo o homem percebeu que estava diante de alguém que jamais pensara pudesse ver criança um dia. E refletiu que o mundo não acaba nem começa em cada um de nós. E me apresentou ao seu filho, algumas gerações adiante.
Fotos: A famíla (1895); Vovô e suas irmãs (1960) – arquivo pessoal Cariocadorio. Proibida a reprodução sem autorização prévia.
Notas: Vovô é o bebê no colo. As irmãs são a menina em pé à esquerda e a pequena sentada mais abaixo. Tio Nonô é o rapaz à esquerda.
Tags: 1895, família, Fotos Antigas, História, século XIX, viagem, Viagens
Publicado em Contos Cariocadorio, família, Fotos Antigas, História, Viagens | 4 Comentários »
setembro 4, 2010
A campanha eleitoral no Brasil, em vez de esperança, nos escancara a triste realidade política do país. A propaganda de baixo nível em todas as frentes, os mesmos candidatos de sempre muitas vezes seguidos por seus filhos e parentes e uma horda de famosos querendo uma boquinha nos cofres públicos.
Foi neste clima que me lembrei de uma carta do meu amigo Marcello Senna, recebida há muitos anos. Estávamos em lugares distintos ambos longe do Brasil quando ele passou umas férias no Rio. Sem internet e DDI caríssimo, as notícias chegavam devagar, pelo correio. Nesta expectativa abri a carta cheio de curiosidade. Para minha surpresa, no lugar das longas e detalhadas linhas que Marcello costumava enviar, apenas um improvável poema que, na realidade, parecia dizer tudo. Encontrei-a no velho baú e a transcrevo fielmente.
De Passagem
Recebeu-me triste a minha terra.
Como era feio o cinza no céu
E a cinzenta Avenida’sil
Sobre antes cores
Pintaram collors e covas
E da esperança, tanto que antes,
Restava o nada
Nos olhos tristes de toda a gente
Mas ainda há praias
Onde crianças brincam
Avenidas
Onde se pisam os homens
E o Rio continuará lindo,
Sujo,
Cheirando mal
Marcello S. Senna
Do Rio de Janeiro, RJ, Brasil e
Suwanee, Georgia, EUA
Setembro 1989
Foto do site O Globo: Eleições 1989
Tags: 1989, Brasil, Campanha eleitoral, campanha política, política
Publicado em Brasil, Contos Cariocadorio, estórias, Fotos Antigas, História, Passagens, Política | 6 Comentários »
agosto 29, 2010

Praia de Ibicuí, Fev. 2010

Praia de Ibicuí, Fev. 1960

Praia de Ibicuí, Fev. 1985
De volta a Ibicuí, temos oportunidade de ver o que acontece com o passar do tempo. O que faz o aumento da população e as marcas que deixam os homens onde se instalam. O local continua lindo, graças à sua geografia previlegiada e a força da natureza. Além disso, tem mais casas mas também tem mais árvores nos morros.

Castelinho
Mas observam um detalhe. Algumas coisas insistem em vencer o tempo. A casa que desde pequeno conheço como “o castelinho” e a “pedra- rachada” continuam no mesmo lugar da praia.
As fotos de 2010 e 1960 estão praticamente no mesmo enquadramento. A de 85 está um pouco mais à esquerda.
Da primeira à última, apenas 50 anos se passaram.
Fotos: Praia de Ibicuí, Fev.2010 (by cariocadorio), Praia de Ibicuí, Fev.1985 (by cariocadorio), Praia de Ibicuí, Fev.1960 (Acervo pessoal Cariocadorio, proibida a reprodução sem autorização prévia).
Tags: família, Fotos Antigas, Ibicuí, Rio de Janeiro
Publicado em família, História, Ibicuí, Rio de Janeiro, Viagens | 11 Comentários »
agosto 16, 2010

Hotel Guanabara, 2010
Busquei na internet o Hotel Guanabara de São Lourenço. Encontrei-o muito diferente do que ficara na minha memória. Não, eu não queria aquele hotel moderno e sim o da minha infância. Prefiri ir para outro lugar e, uma vez em São Lourenço, buscar o que dele restou. Para minha surpresa o Guanabara moderno era um novo prédio mas o antigo permanecia quase como antes.
Ao registrar imagens parecidas com o passado constatei o inevitável. Mudava o preto e branco da foto, a modernidade do carro ainda que com as mesmas quatro rodas, pneus e o volante para dirigí-lo. O prédio e os paralelepípedos do calçamento eram quase os mesmos.

- Hotel Guanabara 1964
O contraste está nas transformações e nas perspectivas do tempo. Do eterno futuro à certeza de tê-lo muito mais no passado. Resta o previlégio de ter viajado com ele e de seguir por seu caminho enquanto nos couber fazê-lo.
Do Guanabara fui ver o Granada que de memória só tinha as fotos das gerações passadas.

Hotel Granada, 1948

Hotel Granada, 2010
Alguns insistem em mostrar-se sempre da mesma forma. Adaptando-se ao inevitável processo que lhes impõe o tempo, mantêm sua postura de sempre. De que cor seria o verde do Hotel Granada de 1948?
Fotos: Hotel Guanabara, 2010 e Hotel Granada, 2010 (by Cariocadorio); Hotel Guanabara, 1964 e Hotel Granada, 1948 (Acervo Cariocadorio, favor não reproduzir sem autorização prévia).
Tags: Carros Antigos, DKW, Fotos Antigas, Fotos de carros antigos, São Lourenço, tempo, Vemag, Vemaguete, Viagens
Publicado em Carros Antigos, família, Fotos Antigas, História, São Lourenço, Viagens | 16 Comentários »
julho 25, 2010

Pedalinho no Parque e Igreja ao fundo
Em 1948, a Igreja Matriz de São Lourenço reinava absoluta na paisagem urbana. Como se pode ver nestas fotos da época, de qualquer ponto da cidade e de dentro do Parque das Águas era possível avistá-la. Hoje para conseguir uma foto a partir do Parque há que procurar o ângulo apropriado em meio aos espigões contruídos na avenida. Diversas construções, incluindo pequenos hotéis foram demolidos para dar lugar aos edifícios.

Parque das Águas e Igreja ao fundo.
Vê-se, portanto, que não é previlégio do Rio de Janeiro a ocupação impensada da cidade com prédios altos que aumentam a densidade populacional, prejudicam a circulação de ar e tornam caótico o trânsito. Creio que de tanto ver Nova Iorque no cinema as pessoas associam prédios altos a desenvolvimento.

Igreja e fonte Vichi
Apesar disso São Lourenço é uma cidade muito bem cuidada quanto comparada a outras cidades brasileiras. O calçamento de paralelepípedo dá o ar de cidade tranquila, o trânsito é razoavelmente ordenado e uma grande quantidade de árvores foi plantada ao longo dos anos.
O Parque das Águas está muito bem cuidado, pena que para isso tenha que estar entregue a uma empresa multinacional. Esta região tão querida por duas gerações anteriores da minha família continua servindo ao seu propósito de fonte de lazer saudável e relativamente barato para quem quer um pouco de distância da vida atribulada do Rio de Janeiro.

Voltarei a São Lourenço brevemente.
Fotos: Vistas de São Lourenço, Parque das Águas e Igreja Matriz, by Abel Lourenço dos Santos (novembro de 1948); acervo Cariocadorio; proibida a reprodução sem autorização prévia; Edifícios e Igreja Matriz vistos do Parque, by Cariocadorio (15/07/2010)
Tags: Estação de águas, Fotos Antigas, meio-ambiente, Minas Gerais, Parque das Águas, São Lourenço, Viagens
Publicado em família, Fotos Antigas, História, São Lourenço, Viagens | 11 Comentários »
julho 18, 2010

Quando eu não era
Há lugares onde o tempo deveria parar em determinado momento e perpetuar-se daquela forma. Em geral no tempo da nossa infância ou mesmo antes dela. Ibicuí é um destes lugares, que me recuso a reconhecer como parte de Mangaratiba. Ainda que pouco tenha frequentado aquela praia de águas tranquilas e protegidas, Ibicuí é para mim símbolo de um periodo feliz na história da família.
Através deste espaço, pretendo voltar muitas vezes àquela Ibicuí de metade do século passado. Naquele tempo as dificuldades para se chegar até lá eram por conta da precariedade da RJ-14, uma estrada de terra. Mas havia a opção de pegar o trem na Central do Brasil e, uma vez lá chegando, não havia necessidade de ir muito longe. A praia estava a 50 m de de casa e o Armazém do Salino fornecia as provisões necessárias. No mais era a praia, tranquilidade, passeio de lancha, pescaria e muita deversão.
Mas tudo passa como tem mesmo que passar. Hoje a dificuldade é vencer o trânsito caótico da Rio-Santos e uma multidão de pessoas que ali vão em busca do mesmo prazer, como é o direito de todos. Não há mais a opção da via férrea que só é utilizada por enormes composições que levam pedaços do Brasil para o exterior.
Felizmente ficaram algumas fotos que mostram o que foi este local paradisíaco há cerca de cinquenta anos.

Ibicuí
Fotos: Ibicuí, linha férrea (Fevereiro de 1952) e Vista de Ibicuí (circa 1955). Acervo Cariocadorio, proibida reprodução sem autorização prévia.
Tags: 1 Rios de outrora, família, Fotos Antigas, História das Copas do Mundo, Rio de Janeiro, Viagens
Publicado em Brasil, família, Fotos Antigas, História, Ibicuí, Rio de Janeiro, Viagens | 6 Comentários »
junho 28, 2010

Vovó com netinhos
Estamos no mês de junho, o mês nos traz o inverno, as festas juninas e, a cada quatro anos, uma Copa do Mundo. Este ano a copa da África do Sul está roubando a cena mas nem ela pode ofuscar o que de mais importante junho nos trouxe.

Chuta, Moleque!!!

Bate firme, garoto!!
Bem que a gente tentou juntar as duas coisas e até preparou a turma pra jogar futebol. Se desse certo eles poderiam estar nos representando na África do Sul. Mas apesar do estilo não deu. Os caras seguem jogando só nos campos de pelada.
O que importa é que junho é mês de comemorar os aniversários desses primos todos. Dos que quiseram ser econômicos, da que preferiu fazer as coisas direito e daquela que gosta de gente doida.
O importante é a vocação e as pessoas formidáveis que são.

Cuida bem da neném
Nestas datas queridas vai uma mensagem especial para vocês quatro:
Feliz aniversário e muitos anos de vida!

Que vida boa!
Fotos by Cariocadorio: Vovó com netinhos (Rio, Jan 1989); Chuta, Moleque! e Bate Firme, Garoto! (Itaguaí, Maio 1989); Cuida bem da neném (Jun 1987); Que vida boa (São Pedro D’Aldeia, Maio 1989)
Tags: aniversário, família, Fotos Antigas, futebol, Rio, Rio de Janeiro
Publicado em família, Fotos Antigas, História | 9 Comentários »
maio 13, 2010
A primeira copa ao vivo e a cores não nos trás boas lembranças. Fazia frio no Rio de Janeiro e eu não via meios de aprender Cálculo III. A matéria já era difícil e o professor não ajudava. Aquele time meio envelhecido de 70 e mal renovado também não. Rivelino que era o astro parecia um possesso e o PC Caju estava mais preocupado em ir para o Olimpique de Marseille.
Tinha que estudar muito e, com a bola rolando na Alemanha, quem conseguia se concentrar? Era uma partida atrás da outra, derivada pra todo lado, integral de linha, de superfície, de volume de jogo pífio e toda a turma em prova final. Eu até que vinha bem, jogando na retranca do Zagalo, me safei nos testes que deram uma ajudinha. Precisávamos de 3 e foi o que deu, pra mim e pro Brasil com um golzinho do Valdomiro já no fim do jogo contra o Zaire. Eu passava de semestre e o Brasil pra fase seguinte.
É sempre bom ganhar da Argentina mas a Holanda nos deu um passeio memorável. O “Carrossel Holandês” talvez tenha sido a maior novidade de todos os tempos em copas do mundo. Ninguém jogou parecido com aquele time nem antes nem depois. Nós ainda amargaríamos mais uma derrota, agora para o bom time da Polônia, pra ficar em 4º lugar. Triste.

A Laranja Mecânica de 1974
A Holanda de Cruiffy e Neskens assombrou o mundo mas o título ficou com a Alemanha, firme e persistente como sempre, sob o comando do grande Beckenbauer. No pódio só países daquela região da Europa.
Começava um período sombrio na história do futebol brasileiro. Só nos restava torcer pelo segundo título mundial do Emerson Fittipaldi e para que Cálculo IV não fosse tão difícil.
Felizmente, assim foi. E 1974 até que deu algumas alegrias.
A história das copas por Cariocadorio:
http://cariocadorio.wordpress.com/category/copas-do-mundo/
Fotos: fotos obtidas da internet.
Tags: Carrossel Holandês, Copa da Alemanha, Copa de 74, Copa do Mundo, Esporte, futebol, História das Copas do Mundo, Laranja Mecânica
Publicado em Brasil, Copas do Mundo, Esportes, História | 3 Comentários »