Arquivo da categoria ‘Olimpíadas’
março 23, 2012
Junto à rua Sacadura Cabral, no alto de uma escadaria de pedra que sobe o Morro da Conceição, encontra-se a capela de São Francisco da Prainha. O templo foi erguido em princípios do século XVIII, época em que o mar banhava as proximidades das faldas do morro.

A Igreja e as obras na Sacadura Cabral
As recentes obras de modernização da zona portuária, o projeto Porto Maravilha, expuseram o cais de pedra construído no século XIX.

As pedras do antigo cais
Junto com ela foram encontrados canhões de origem inglesa e outras peças da época. Falamos, portanto, de descobertas interessantíssimas para a arqueologia tão pouco explorada do Rio de Janeiro. Um acervo riquíssimo, ali mesmo, discponível para ilustrar a história da Cidade.
Ao mesmo tempo reformas são feitas no Palacete D.João VI e no prédio da antiga Rodoviária na Praça Mauá. Em conjunto, os prédios formarão o Museu de Artes do Rio (MAR). Na mesma região, no Pier Mauá, constrói-se o Museu do Amanhã, projeto do arquiteto da moda, o espanhol Calatrava.
A igreja, os dois museus e o terminal de cruzeiros encontram-se em um raio de cem metros da Praça Mauá. São cinco minutos de caminhada entre eles. A região, apenas uma pequena parte do formidável projeto do Porto Maravilha, tem um enorme potencial turístico.

Obras do MAR e do Museu do Amanhã
Findadas as Olimpíadas de 2016, teremos aí um formidável legado para o Rio de Janeiro. O que acontecerá com tudo isso alguns anos depois, porém, é o que me preocupa. Somos muito bons em investir fortunas para construir prédios e monumentos mas muito ruins quando se trata de cuidar deles. As diversas arenas esportivas dos fatídicos Jogos Panamericanos e a sinfonia inacabada da Cidade da Música estão aí para provar. 
O exemplo deste momento, entretanto, é a situação da igreja de quase trezentos anos que dá título a este artigo. Museu algum poderá rivalizar em importância histórica com esta construção que hoje está em ruínas. As fotos ilustram melhor do que qualquer descrição. Triste.

Igreja de São Francisco da Prainha
Fotos by Cariocadorio, Março de 2012.
Tags: Igreja de São Francisco da Prainha, Olimpíadas, Palácio D.João VI, pier Mauá, Porto do Rio, porto maravilha, Praça Mauá, revitalização do porto, Rio de Janeiro, zona portuária
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junho 26, 2011
Quando anunciaram o nome de Henrique Meireles para ser o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), senti aquela vã esperança de que a gastança olímpica poderia ser controlada. Esta semana a presidente Dilma indicou o ex-ministro das Cidades para ser o responsável pela APO. Diferente da austeridade do ex-presidente do Banco Central, Marcio Fortes é apenas um político cuja participação no governo Lula resumiu-se a ocupar um cargo político.

Márcio Fortes
Suas primeiras declarações dão bem conta do que ele entende da posição que vai exercer.
“Tem um negócio que ninguém fala. As perguntas são sempre sobre obras. Eu quero ganhar as medalhas. O Brasil está se preparando pra isso também. Eu vejo uma oportunidade de a gente se afirmar no esporte. Vamos ganhar o máximo de medalhas. Estamos esquecendo disso. O objetivo da olimpíada qual é? A vitória. Claro que pelo espírito olímpico o importante é participar. Mas é muito melhor participar vencendo.”
Vamos e venhamos, isto nada tem a haver com a sua responsabilidade na APO que é controlar recursos e cronogramas físico e financeiro das obras. Além disso, Fortes teria dito que “o Rio de Janeiro tem uma experiência muito boa quanto à realização dos eventos esportivos. Os Jogos Pan-Americanos não foram uma prévia das Olimpíadas? E qual foi a avaliação desse evento? O melhor Pan-Americano que já houve.”
Isso demonstra que o ex-Ministro das Cidades não tem a menor idéia do que foram os malditos Pan-Americanos para o Rio de Janeiro. Não sobrou nada que prestasse para a cidade e a utilização política dos ingressos para os eventos foi uma vergonha digna da administração do Pan e desta cidade, nas mãos de Cesar Maia na época. Só o Maracanã está sendo totalmente reformado para a Copa de 2014 ao custo de R$1 bilhão após ter sido, por duas vezes, reformado nos governos Garotinho e Garotinha para os tais Pan-Americanos.
É bem verdade que Fortes também declarou que seguirá com cuidado o cronograma das obras e rechaçou as comparações com a organização da Copa do Mundo de 2014, que preocupa pelas reiteradas demoras.
A APO estará subordinada a outro novo órgão público, o Conselho Público Olímpico (CPO). Henrique Meireles foi indicado por Dilma para ser o representante da União neste órgão. Junto com ele o governador do estado e o prefeito do Rio de Janeiro. Os arranjos políticos mais uma vez venceram a austeridade gerencial da Presidente.
O CPO é mais um órgão público para gastar dinheiro do nosso bolso com um sem número de empregos para acomodar indicações políticas. Não creio que Meireles tenha a menor chance de exercer sua capacidade técnica e administrativa neste meio. É provável que saia do circuito muito antes de 2016.
Assim como já está claro que o mau uso do dinheiro público (leia-se “roubalheira”) será a tônica da organização da Copa do Mundo de 2014, são poucas as esperanças de uma Olimpíada no Rio de Janeiro que não nos leve à falência.
Como se isso fosse pouco, o governo põe em campo suas novas damas (Ideli Salvatti e Gleise Hoffmann) para manter o Regime Diferenciado de Contratações (RDC), aprovado na Câmara, que determina o sigilo de orçamentos para obras da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Se com o sistema de licitações transparentes acontecem as maiores falcatruas imagina a farra que será este sigiloso RDC.
Pelo Brasil afora vamos continuar vendo bilhões gastos com estádios super faturados que servirão para manter os mesmos que há tanto tempo controlam o mercado do futebol no Brasil.
Posso debulhar lágrimas de tristeza ou de raiva sobre o teclado mas isto não fará a menor diferença . Colocar este texto na rede tampouco ajudará a resolver o problema. Talvez algumas gerações adiante se a propaganda da coca-cola estiver certa…
Fontes: reportagem de Claudia Andrade no Terra.com e do Globo.com de 21 de junho de 2011. Fotos obtidas na internet.
Tags: APO, COB, Copa de 2014, Copa do Mundo, CPO, Henrique Meireles, Jogos Olímpicos, Marcio Fortes, Olimpíadas, política, prefeitura, RDC, Rio, Rio de Janeiro
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fevereiro 2, 2011
![9939CF41EC1640B7944F38A02B79AAFC[1]](http://cariocadorio.files.wordpress.com/2011/02/9939cf41ec1640b7944f38a02b79aafc1.jpg?w=181&h=240)
Henrique Meirelles
Em meio ao noticiário de esportes escuto uma boa notícia: a presidente Dilma indicou o ex-Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para comandar a APO – Autoridade Pública Olímpica -, seja lá o que isso for.
Pesquiso daqui e dali e aprendo que a tal APO será responsável por monitorar os compromissos do Brasil junto ao COI. A APO cuidará das obras das Olimpíadas, atuando para garantir as entregas das obras com qualidade, nos prazos e dentro dos custos orçados.
Trocando em miúdos, a APO tem entre suas obrigações evitar que metam a mão no nosso dinheiro para a realização dos jogos, gastando muito mais do que o orçamento para que, no final, seja nula a herança do evento para a cidade. Ou seja, que não se repita em escala muito maior o “mal uso dos recursos públicos” que aconteceu com o Pan 2007.
Para exercer dignamente sua função, este órgão federal deverá ser independente dos governos estadual e municipal, do ministério dos esportes e do Comitê Olímpico Brasileiro.
A coerência no comando do Banco Central por oito anos faz de Henrique Meirelles uma pessoa que parece ter a credibilidade e a independência necessárias para assumir cargo de tal relevância para a saúde financeira da cidade do Rio de Janeiro. Sua indicação mostra a preocupação da nova presidente com o evento e suas consequências, o que por si só também me parece uma boa notícia.
Por outro lado, criado em maio de 2010, o órgão poderá gerar um enorme cabide de empregos (cerca de 500) para gerir os R$30 bi de investimentos das Olimpíadas. A corrida por cargos já começou a agitar os partidos políticos. Portanto, cuidar da própria APO é um desafio. Espero que seja dada ao Sr. Henrique Meirelles a oportunidade de escolher boa parte dos seus colaboradores com base em critérios de ética e competência. Que a APO seja um órgão efetivamente fiscalizador.
Foto de Denis Balibouse / Reuters
Referências: Site do Estado de São Paulo (1/2/11);
Tags: APO, Autoridade Pública Olímpica, COB, Jogos Olímpicos, Olimpíadas, Rio, Rio de Janeiro
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setembro 18, 2010

Na segunda-feira passada uma grossa coluna de fumaça se ergueu na baía de Guanabara. Foi um incêndio em uma lancha da Marinha que felizmente, apesar das mais de 100 pessoas a bordo , não causou vítimas.
Além da passagem do belo porta-container compondo a foto, o que mais me chamou a atenção foi o Pier Mauá. As obras continuam na estaca zero. Há cerca de um ano, a prefeitura anunciou a urbanização do pier com um grande jardim aberto ao público. Colocaram placas enormes, fizeram um estardalhaço danado para alguns meses depois desistirem da idéia em prol de um museu no pier. Tal qual o Gugenhein do ex-prefeito, aquele que fez as obras que o povo não queria.
E veio o projeto do espanhol Santiago Calatrava, figura da hora nos modismos arquitetônicos. Um prédio moderníssimo, com teto que se move para se ajustar aos raios solares e o escambau. A apresentação artística chega a emocionar. Não dá para não achar maravilhoso e que vai muito bem com o Porto maravilha.

Mas também não dá pra não ficar preocupado. As obras, que começarão em 2011, estão orçadas em R$130 milhões. Pode multiplicar por 2, como soe acontecer nestas obras. Como a realização é da Fundação Roberto Marinho, é provável que saia mesmo. Na tímida pesquisa que fiz na internet não conssegui ter certeza de onde sairão as verbas para a obra. Tampouco encontrei quanto custou este projeto do Calatrava e quem o pagou.

Mas minha maior preocupação é como será mantido este museu com teto móvel de grandes proporções, sistemas de filtragem de água etc. Não há de ser com a arrecadação da entrada dos visitantes. Patrocinadores, então? O provável é que seja da mesma forma que os demais, ou seja, muito mal e porcamente.
Teremos mais uma Cidade da Sinfonia Inacabada? Aliás, não deveiram gastar um centavo em museus e afins enquanto não terminassem as obras daquela vergonha carioca. Já que está quase pronta, acaba logo para que tenha alguma utilidade.
Sou totalamente a favor da cultura em suas várias vertentes mas é muito fácil desperdiçar dinheiro em nome dela. Se gastar mal com viadutos e escolas fosse tão fácil como com obras ditas culturais, esta cidade estaria cheia de coisas úteis.
A proposta do museu é criar uma experiência da passagem do hoje para o amanhã, de modo que o presente opere como um portal. Um dos eixos ao longo dos quais se estrutura a construção é o da polaridade entre as ciências cósmicas e as terrestres. (do site PINIweb)
Foto: Incêndio na Lancha (13/09/10) by Cristina Ribeiro;
Museu do Amanhá (junho de 2010 divlugação)
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março 15, 2010
A semana que passou foi particularmente pródiga em provocar desconforto no cidadão minimamente atento à rotina a sua volta. De uma só vez chegaram as notícias de novos tremores no Chile, assassinato de um cartunista e seu filho em Osasco e confrontos do tipo polícia e bandido que deixaram um saldo de uns tantos mortos no Rio de Janeiro.

Macaé, nascer do sol e sonda de petróleo
Para o nosso estado, a aprovação da emenda “vamos meter a mão no dinheiro do Rio de Janeiro” foi a bomba da semana. Os estados produtores têm, legitimamente, direito a esta parcela dos recursos gerados pela produção de petróleo para cuidar principalmente da infra-estrutura e meio-ambiente locais. Interessante que a emenda Ibsen não altera a distribuição dos royalties da produção em terra, só no offshore. A razão é simples, é no mar que existe muito petróleo, muito dinheiro. Azar do Rio de Janeiro.
Chama a atenção o pífio desempenho do governo e da bancada estadual em defender os direitos do Rio de Janeiro. É inacreditável que o importante deputado Rodrigo Maia, presidente do seu partido, tenha preferido viajar para a Alemanha em uma obscura missão a participar da votação em Brasília. Era sua obrigação levantar a voz em nome daqueles que representa, mesmo que a derrota fosse inevitável.
Por outro lado o governador Sergio Cabral chiou, esperneou e se indignou depois da derrota. Dizem que quase enfartou. Estranho, porque o resultado era mais do que certo. Depois do leite derramado o governador resolveu promover impróprios minutos de silêncio em jogos de futebol e outras medidas de pura demagogia improdutiva. Mas que tipo de trabalho político foi feito para evitar este desastre? Houve erro de estratégia ou era mesmo inevitável que ocorresse?
Pior é a declaração do governador de que a emenda inviabiliza a realização da Copa de 2014 e das olimpíadas de 2016. Quer dizer que o dinheiro que deve ser aplicado em investimentos que tragam benefícios perenes será maciçamente destinado a eventos esportivos cujo retorno para o cidadão é mais do que duvidoso? Se esta é a grande preocupação do governador quanto ao destino destes recursos talvez seja melhor mesmo redistribuí-los.

Nuvens sobre Macaé
Não, melhor não…para quaisquer outras mãos que o dinheiro possa ir a aplicação não será nem um pouco mais nobre. Triste.
Fotos: Sol Nascente, Macaé e Sonda (6/2/2010, Flickr, Creative Commons, by Gladstone P. Moraes); Panorâmica de Macaé, Nuvens (23/1/2010, Flickr, Creative Commons, by Gladstone P. Moraes) (Link para galeria de Gladstone P. Moraes)
Tags: Copa de 2014, governo, Jogos Olímpicos, Macaé, meio-ambiente, Olimpíadas, petróleo, política, políticos, responsabilidade, Rio, Rio de Janeiro, Rodrigo Maia, royalties, Sergio Cabral
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fevereiro 22, 2010
Após décadas de contínua degradação, o Rio de Janeiro tem uma real oportunidade de desenvolvimento. O essencial alinhamento de interesses políticos nas esferas municipal, estadual e federal assegura o apoio de todas estas forças. A estabilidade econômica permite esperar que estejam disponíveis os recursos necessários para este desenvolvimento. Cabe ainda defender os direitos sobre os royalties do petróleo para que os recursos do estado sejam mantidos.

Praça Mauá vista do píer
Por outro lado, os eventos internacionais da Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 nos obrigam a firmar compromissos com a comunidade internacional. Estes eventos, entretanto, não devem ser vistos como garantia de que os recursos que serão aportados à cidade serão gastos em benefício do Rio de Janeiro. Muito menos são garantias de que serão aplicados com o necessário cuidado com o bem público. O retumbante fracasso dos Jogos Pan-americanos de 2007 em deixar para a cidade um legado mínimo de obras de infra-estrutura que poderiam trazer benefícios para o cidadão carioca não nos deixa ter perspectivas elevadas.
Infelizmente este processo está começando francamente mal. As notícias sobre as formas de financiamento dos estádios da copa do mundo indicam que a conta para o nosso bolso será muito mais alta do que havia sido prometido. A captação de recursos privados esbarra na fragilidade das análises de viabilidade econômica e acabam não acontecendo. Em suma, estes eventos em vez de contribuir para o desenvolvimento das nossas cidades, particularmente o Rio, já prometem ser mais um dreno dos cofres das mesmas o que impactará negativamente na capacidade de realização de obras realmente úteis para o cidadão.
Em outra frente, os planos megalômanos de construção do Porto Maravilha, realmente uma maravilha mesmo que o índice de materialização seja da ordem de 50%, já dá sinais de muita retórica e pouca obra. Anunciadas pomposamente em setembro passado, a primeira fase está custando a decolar. A belíssima placa com mais de 40 m colocada na praça Mauá é tudo o que se vê da obra no píer até o momento, passados 4 meses.
Mas independente disso temos que seguir discutindo o que será melhor para o Rio de Janeiro. Mal ou bem alguma coisa acabará acontecendo.
- Qual deverá ser a prioridade do Rio de Janeiro?
- Onde deverão ser empregados estes recursos?
- Quem se incumbirá de cuidar para que o nosso dinheiro tenha o destino de melhorar o Rio de Janeiro para as futuras gerações e não apenas alguns e suas futuras gerações?
Por enquanto ficam as perguntas mas breve voltarei com pontos mais específicos sobre o futuro do Rio de Janeiro.
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Porto Maravilha – A Perimetral
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Olimpíadas 2016 – esperanças e preocupações
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Foto by Cariocadorio: Paredes do Rio, a Praça Mauá desde o Píer (fevereiro de 2010)
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fevereiro 2, 2010

Veleiros no Píer Mauá
A presença dos veleiros das armadas sul-americanas no Píer Mauá bem como os navios de cruzeiro atracados no cais dão a exata dimensão do potencial turístico e econômico da região do Porto do Rio de Janeiro. Esta visão nos permite imaginar como ficará o porto do Rio de Janeiro após a implantação projeto do Porto Maravilha. Píers perpendiculares ao cais permitirão a atracação simultânea de navios espetaculares que poderão ser vistos desde os jardins do reformado Píer Mauá. Este parque estaria livre da presença dos carros graças ao estacionamento subterrâneo projetado para a Praça Mauá. (link do projeto da Porto Maravilha)
As confortáveis instalações do terminal marítimo, permitindo o desembarque, imigração e alfândega em vias suspensas facilitarão a vida do turista. Lojas e restaurantes em áreas do porto providas de segurança e conforto incentivam o aumento dos gastos destes turistas no Rio de Janeiro. Tornando-se uma atração por si mesmo, o terminal marítimo incentivará a procura do turismo por via marítima no Rio de Janeiro iniciando assim um círculo virtuoso que durará enquanto a economia mundial o permitir.

Costa Mágica
Entre outros benefícios, o projeto do Porto Maravilha parece uma combinação perfeita entre a atração turística para estrangeiros e brasileiros associada ao lazer com custo mínimo para os cariocas.
Mas de repente a gente acorda destas divagações sonhadoras e encara uma realidade menos promissora. Observa que a beleza dos veleiros no píer Mauá só é possível porque a obra da primeira fase do projeto Porto Maravilha, anunciada em outubro passado, ainda não começou (link para “Praça Mauá – o renarcer” ). Passados quatro meses a única coisa que se vê ainda é aquela enorme placa de 40 metros anunciando a obra em frente ao píer. No final faz-se tudo correndo, a toque de caixa, materializando apenas uma pequena parte do que foi prometido e gastando cinco vezes mais do que o orçado. E que se dane a qualidade. Mas a inauguração será na data certa para que os políticos possam subir ao palanque.

A Placa
Não estamos aqui para jogar a toalha. Este projeto é importantíssimo para o futuro do Rio de Janeiro. Vamos acompanhá-lo buscando contribuir no que seja possível para que sua realização venha a beneficiar a cidade.
Fotos by Cariocadorio: Veleiros no Píer Mauá (Fev. 2010); Costa Mágica (Fev.2010); A Placa (Out.2009)
Tags: 1 Rios de outrora, cruzeiros, Jogos Olímpicos, Olimpíadas, pier Mauá, políticos, Porto do Rio, porto maravilha, Praça Mauá, responsabilidade, Rio, Sacadura Cabral, Veleiros, zona portuária
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dezembro 26, 2009

3 horas de Velocidade - Julho 1969
O antigo Autódromo Internacional do Rio de Janeiro (AIR), construído no mesmo lugar do atual “Nelson Piquet” que hoje agoniza, foi palco de corridas memoráveis. Eram tempos em que o automobilismo de autódromo era pouco mais que uma extensão das corridas nas ruas da Barra. O público tinha acesso a locais perigosos, aos boxes e era praticamente impossível controlar. No final dos anos 60 víamos passar pertinho os famosos da época. O belíssimo protótipo Fitti-Porsche, que era rápido mas não terminava a corrida, os Mark I e Mark II (o famoso Bino) da Willys, Alfas Giullia e GTA, BMWs, diversos fuscas, reminiscentes DKW, o Patinho-Feio, berlinetas Interlagos e tantos outros eram os heróicos protagonistas. No Rio de Janeiro eram famosos o Malzoni do Norman Casari e a Alfa vermelha do Mario Olivetti. Houve até uma rara aparição da antiga carretera do Camilo Christófaro.

F.Ford, Fev 69; Emerson lidera, Allen, Luizinho e Ashley
Eram tempos de leitura obrigatória das AUTOESPORTE (a revista que acelera as emoções). Não importava de que mês/ano. Elas nos levavam à fórmula 1 distante, ao campeonato de marcas (Ferraris 512, Porsches 908 e os imbatíveis 917) e a série Can-Am. Emerson Fittipaldi era apenas um jovem piloto que corria junto com Wilson, Luis Pereira Bueno, José Carlos Pace, Alex Dias Ribeiro e vários outros.

F.Ford, Fev.69; Valentino Museti
A gente achava que Dennis Hulme, Jim Clark, Jack Brabham e Graham Hill eram mitos sobre-humanos. Não sabíamos que muito em breve aquela trupe tupiniquim provaria que não tinha nada a dever aos gringos. Melhor dizendo, faltava grana, coisa que eles tiveram que superar para chegar onde todos sabem.
Em 1969, Emerson, recém-chegado de uma vistoriosa temporada na Inglaterra, participou da temporada brasileira de fórmula Ford. Aqueles pequenos monopostos foram o início do caminho de vários pilotos brasileiros para a fórmula 1 e do própiro GP do Brasil da categoria.

José Carlos Pace na Alfa P-33
Pouco depois o Rio de Janeiro viu as 3 horas de velocidade. Uma Alfa Romeu P-33, uma Lola T-70, um protótipo nacional AC-1 que depois faria história, fizeram a primeira fila do grid. Carros inacreditáveis no Rio de Janeiro. Fiquei preocupado. Poderão brasileiros pilotar estes carros? Tolo coplexo de vira-lata…Ninguem menos que o saudoso José Carlos Pace levou a Alfa P 33 à vitória com facilidade.
A construção do novo autódromo foi esperada com ansiedade pelo grupo de amigos aficcionados em automobilismo. Este mesmo autódromo que o prefeito César Maia começou a destruir quando decidiu que a fórmula 1 não interessava ao Rio em 1990 e decretou sua morte ao construir arenas do Pan no espaço do Autódromo (clique aqui para ver Barra da Tijuca 2017).
Este artigo saudosista nas últimas voltas de 2009 procura lembrar que centenas de jovens cariocas, como meus amigos nos tempos pré-Emerson Fittipaldi, em breve estarão órfãos de autódromo no Rio de Janeiro. Espero que se cumpram as promessas de um novo autódromo em Deodoro ou onde seja. Não precisa ser o melhor do mundo, nada de megalomania, apenas algum lugar decente e seguro para a prática do esporte no Rio de Janeiro.
Fotos by Cariocadorio: Fórmula Ford no Rio de Janeiro, Fev. 69; Três Horas de Velocidade, AIR, Jun 69.
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novembro 15, 2009
O plano de revitalização da zona portuária está mostrado na página do Porto Maravilha. No formato de apresentação oficial da Prefeitura do Rio, tem informações históricas da região, os detalhes do projeto, orçamentos etc. É muito interessante e vale a pena visitar.
Manterei um link na seção Blogroll na coluna da direita.
Além da apresentação acima, há diversos videos e animações promocionais do projeto de revitalização da zona portuária. Estão disponíveis no Youtube. Alguns links estão copiados abaixo:
Porto maravilha, Rio de Janeiro (este é oficial da prefeitura do Rio. É o mais recente, 8/10/2009, e o mais completo):
http://www.youtube.com/watch?v=P5FVL9vfWm8&feature=related
Porto Maravilha:
http://www.youtube.com/watch?v=hsjscFO3JTM&feature=related
Túnel da Providência:
http://www.youtube.com/watch?v=hkeuE7WzsVA&feature=related
Novo cais, novos Piers
http://www.youtube.com/watch?v=yeuh3C02LmM&NR=1
Nova Praça Mauá, garagem subterrânea e veículo leve
http://www.youtube.com/watch?v=G1r41crtJqg -
AquaRio
http://www.youtube.com/watch?v=u5GjwFwEsEQ&feature=related
Reportagem do UOL: Região portuária do Rio começa a ver a luz no fim do túnel
http://www.youtube.com/watch?v=8XVC2e24wiE&feature=related
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novembro 11, 2009

Maracanã (junho de 1950)

Verso da Foto
O Maracanã, Estádio Municipal do Rio de Janeiro, começou a ser construído em 1948 com o objetivo de ser o palco maior da Copa do Mundo de 1950. E foi, pena que deu no que deu. No triste dia do Maracanazo, todos os cariocas daquele tempo, vivos ou mortos, estiveram no estádio.
A inauguração deu-se um pouco antes da Copa, em 16 de junho de 1950 com uma partida entre Cariocas (1) e Paulistas (3). Didi foi o autor do primeiro gol no estádio. Tendo em vista a presença do madeirame de construção da cobertura, concluí que as fotos foram tiradas neste dia. Imagino que já não estivessem ali para a primeira partida da Copa logo depois. Além disso, no verso diz que a foto foi recebida em 12/7/1950, provavelmente em S.Paulo por correio. Também do verso da foto notei que o nome “Maracanã” deve ter vindo um pouco depois. O estádio tornou-se oficialmente “Mario Filho” anos mais tarde em homenagem ao jornalista, grande incentivador da obra. Não pesquisei para verificar detalhes destas informações. Se alguem conhece a história e a cronologia das obras e do nome do estádio ou identifica a partida da foto, por favor ajude com comentários.
Só muito depois de conhecer o Maracanã vim a saber que o nome oficial é Estádio Jornalista Mário Filho, atavés do Nelson Rodrigues. Na midia dos anos 60 e 70 ele era o único cronista que insistia em chamar o estádio pelo nome oficial em homenagem ao seu irmão. Faz sentido.

Ainda em Construção
A construção só ficou pronta mesmo em 1965. Nesta foto podemos ver o cuidado com a segurança. Tem gente por cima do madeirame e até no teto da cobertura.
Foram feitas diversas reformas no Maracanã. De 2005 a 2007, o estádio ficou fechado por diversos períodos para as obras do Pan. Destas eu me lembro bem. Nunca explicaram direito os estouros de orçamento e atraso nas obras. Agora, com a copa de 2014, teremos mais um longo período de fechamento para mais obras e mais gastos do dinheiro público. Sou capaz de apostar que para as Olimpíadas será necessária mais uma reformazinha. Isto faz parte das minhas preocupações com estes super eventos.
Nota: algumas informações foram tiradas da Wikipedia.
Fotos: Acervo pessoal, Cariocadorio – proibida a reprodução sem autorização prévia.
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