Posts Tagged ‘Fotos de carros antigos’

Rio – Brasília, 1960

11 de janeiro de 2014
Aluisio e o Palácio da Alvorada

Aluisio e o Palácio da Alvorada

Inaugurada em 21 de abril de 1960, Brasília era o símbolo do progresso da nação brasileira.  Junto com a nova capital, o presidente Juscelino Kubitscheck  construiu estradas e viabilizou a emergente indústria automobilística brasileira.

Aluisio e Chico no Senado

Aluisio e Chico no Senado

Neste novo cenário econômico e social do país teriam participação relevante três amigos, parceiros de aventuras e empreendimentos:
Aluizio Lemos, Chico Brentar e Roberto Rombauer.

Os três fizeram uma épica viagem para participar da inauguração de Brasília.  A estrela do companhia não era um dos modernos VW ou DKW construídos no Brasil mas sim um belo Mercedes 170S, 1950, que pertencia ao Chico Brentar.

Consertando a Mercedes

Consertando a Mercedes

Apesar da marca famosa, não foram poucas as dificuldades encontradas pelo carrinho e pelos intrépidos aventureiros para chegar em Brasília.  A novíssima BR-3 (atual B4-040) não tinha postos de gasolina suficientes para cobrir longos percursos particularmente para atender à autonomia do carro que era pequena.

Aluisio Lemos no posto com o Mercedes

Aluisio Lemos no posto com o Mercedes

Pane seca na BR-3

Pane seca na BR-3

1507982_708559752501509_1347497822_n

Apreciando o cerrado

Fotos e história pertencentes a Gustavo Lemos, filho do Aluisio Lemos, a quem agradecemos a gentiliza de autorizar a publicação deste post.   Brasília (1960).

Petrópolis Golf Clube, em 2 tempos

28 de dezembro de 2013

Fundado em 1938, o Petrópolis Golf Clube está localizado em Nogueira, a 25 Km do centro de Petrópolis e a 90 Km da Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro.  A beleza natural e o clima ameno da região fazem do clube um paraíso para jogadores de golfe e uma ótima opção para aqueles que pretendem começar no esporte.

Este belíssimo clube serve de plataforma para mostrar os contrastes que o tempo traz.

PGC, Estacionamento em 2013

Petrópolis Golf Clube – 2013

Petrópolis Golf Clube - circa 1950

Petrópolis Golf Clube – 1953

Sede do PGC, 2013

Sede do PGC, 2013

Sede do Clube, 1953

Sede do Clube, 1953

Fotos antigas obtidas no site do clube (aqui):  
Fotos atuais by Cariocadorio.

Autódromo do Rio, últimos suspiros

15 de julho de 2012

No final da década de 70, após muita politicagem e enganação, foi inaugurado o novo Autódromo do Rio do Janeiro, em Jacarepaguá, no mesmo lugar do antigo AIR.  A vitória da Alan Khodair na Stock Car de hoje marca o último suspiro do Autódromo Nelson Piquet. 

F1, Largada em 1987

Copersucar F5A, Rio 1978

César Maia, o Prefeito da Obras Mal-vindas, assinou sua sentença de morte em sua primeira administração quando deixou que a Fórmula 1 fosse para São Paulo.  Na segunda, mutilou o autódromo com algumas mal acabadas arenas de esporte.    
Curiosamente, as últimas administrações da cidade têm o estranho prazer de destruir o que está feito. O autódromo, o recente velódromo, o Maracanã (onde se gastou fortunas em reformas nas administrações Garotinho e Garotinha) e a Perimetral são bons exemplos.

Em vez de criar infra-estrutura para horizontalizar a cidade por novas áreas, com as óbvias vantagens que isto oferece, os governos preferem a opção pelas áreas mais valorizadas.  Sabe-se lá qual o critério.
O espaço do autódromo permite que a cidade respire um pouco sem a opressão de prédios e shoppings.  No projeto para a região haverá um adensamento após a realização das Olimpíadas. Já imaginou a zona sul sem Jardim Botânico, Parque Lage e Jóquei Club?

Fitti-Porsche, um ícone no AIR

O prometido novo autódromo do Rio, em Deodoro, continua derrapando nas ensaboadas curvas do circuito político-ambiental.  A primeira localização anunciada pela prefeitura parou no pit-stop do INEA.  Assim como nos carros da equipe do Andrea Matheis na corrida de hoje, os fiscais identificaram irregularidades e os mandaram pro fim da fila. Só que nos trâmites ambientais isto significa zerar o relógio do prazo de aprovação que o próprio órgão gestor se outorga.

Como o que interessa mesmo são as Olimpíadas, pouco  importa às autoridades se haverá ou não um autódromo no Rio de Janeiro. Autódromo não rende voto nem ajuda na especulação imobiliária.  Exceto quando se trata de destruí-lo, é claro.

Fotos: Fitti-Porsche no AIR circa 1969 (obtida no site obvio), F1 no Rio, 1978 e 1987 (acervo Cariocadorio).   

Teresópolis, 1962

29 de julho de 2011
Nas tardes de sábado ou domingo a família fazia passeios até a longínqua Barra da Tijuca ou pelo Alto da Boa Vista. Às vezes o pessoal arriscava um passeio mais longo. Mais raros, estes eram os meus favoritos.

DKW Vemag na Av. Brasil

Nestas ocasiões marcava-se encontro no início da Av. Brasil.  Era um local adequado para todos os que saíam do Rio de Janeiro vindos da zona norte ou da zona sul.  Naturalmente, uma coisa pouco recomendável para se fazer atualmente.

Vovô, grande incentivador destes passeios, era invariavelmente o primeiro a chegar.  

A Vemaguete 58 do Horácio em frente ao Bife Grande

Desta vez o destino era Teresópolis.  O que nunca saiu da minha memória deste passeio foi o restaurante no centro de Teresópolis: Bife Grande.  Ficava na avenida principal, a Feliciano Sodré, acho eu. Não creio que ainda exista.

Cariocadorio e o relevo típico de Teresópolis ao fundo

 

Dauphine, fuscas, aero e charangas

No início dos anos sessenta, com o progresso dos anos JK, as famílias de classe média podiam ter um carro e uma casa com os eletro-domésticos básicos sem problemas.  A educação não era exemplar mas o acesso à escola pública assegurava uma instrução razoável.  As escolas particulares tampouco eram a preço de universidade americana como são hoje.  Tipicamente, bastava o homem ter um emprego enquanto a mulher cuidava da casa para que a vida fosse razoavelmente tranquila para a família.   Passeios como este eram bem acessíveis para a classe média.

Águas limpas

 O passeio incluiu esta incursão a um rio de Teresópolis que, se estiver como os que conheço atualmente, não seria tão atrativo hoje em dia.   A poluição tomou conta dos rios da serra do estado que passam por dentro das cidades.

Embora precárias, as estradas tinham pouco trânsito o que diminuía os riscos. 
Era fácil o ir e vir sem o perigo de um grande engarrafamento na Av. Brasil, por exemplo, e muito menos um arrastão por aí.

Pelo álbum de fotos, concluo que voltamos por Petrópolis.  A estrada que liga Teresópolis a Petrópolis era famosa então pela beleza do visual e das hortências ao longo da via. Após 50 anos,  a estrada não mudou para melhor. Tradicionalmente mal cuidada, ficou ainda pior com o temporal do início do ano.   

Estrada Petrópolis-Teresópolis

Espero que Teresópolis, Friburgo e partes de Petrópolis afetadas pela calamidade do início do ano se recuperem logo.  Apesar de os nossos “homens públicos” roubarem até merenda de criancinha carente.

Fotos: Viagem a Teresópolis, 1962 (acervo pessoal Cariocadorio; proibida a reprodução sem autrorização)

Fórmula 1, GP da Espanha 1990

19 de março de 2011

Chegada ao Circuito de Jerez

Na Espanha pouco se falava de fórmula 1 naquela época.  Pesquisei como faria para chegar em Jerez e alguém me contou que um brasileiro, dono de uma agência de viagens em Madrid, vendia entradas para o GP da Espanha.  Como eu, outros foram até ele e assim formou-se aquele heterogêneo grupo de brazucas. 

O eficiente agente de viagens preparou um ótimo pacote para irmos até Jerez de la Frontera.    De Madrid a Sevilha fomos de trem e lá alugamos um Citroen BX, versão esportiva. Dividi a direção com a Mércia, uma publicitária que conhecia fórmula 1 a fundo, fã incondicional do Senna.  Eu preferia o Piquet, de quem era fã desde os tempos de Super Vê nos anos 70. 

Citroen BX no posto CEPSA

O Citroen, muito rápido e silencioso, era novidade para quem estava acostumado com as carroças brasileiras e com um ultrapassado, ainda que muito confortável, Peugeot 505.

Rubens lidera no europeu de F3

Torcida brasileira

A turma era tão versada em automobilismo que, terminada a preliminar de F3, o arquiteto baiano perguntou um tanto surpreso e decepcionado: 

   “Só isso? Já acabou?…”

O vencedor desta prova foi um brasileiro que, para o bem e para o mau, viria a ser muito conhecido e até hoje detem uma vaga na Fórmula 1.  Terceiro colocado nesta prova, outro brasileiro foi posteriormente parar em terras norte americanas.  Rubens Barrichedlo e Gil de Ferran representam bastante bem o automobilismo brasileiro.  Há controvérsias, é bem verdade.  

Senna lidera Prost e Mansel

Com Senna na pole position a corrida começou bem do nosso jeito.  Com a famosa McLaren ele saltou na ponta e liderou as Ferraris de Prost e Mansel nas primeiras voltas.  Um problema no radiador o fez perder posições e abandonar mais tarde.  

Senna, frustração

Na hora dos pit stops, ainda vimos uma liderança efêmera do Piquet.

No final tive que aturar o Alan Prost vencendo novamente assim como fizera na última vez que estive em um autódromo vendo a fórmula 1 no Rio em 87. Depois dele, Mansel e Nannini, de Beneton, completaram o pódio.  

Ao contrário das tantas idas a Interlagos e ao autódromo do Rio para ver a fórmula 1 de perto, esta foi uma viagem muito tranquila. Nada do tumulto e dos problemas tradicionais em solo brasileiro. O trânsito insuportável, o achaque dos flanelinhas para estacionar, a briga para arranjar um bom lugar na arquibancada e outras mazelas conhecidas.
A Espanha ainda não tinha um ídolo como o asturiano da Ferrari que leva multidões de espanhóis aos autódromos.  Aliás, a Espanha passou de mero coadjuvante a um país de ponta em vários esportes.  Até futebol, quem diria? 

Em 1990 a Espanha se preparava para ser uma nação européia de verdade.  As obras de infra-estrutura culminaram com a Olimpíada de Barcelona em 92 e a exposição de Sevilha. As gerações seguintes são fruto de um trabalho incansável por todos os esportes, uma paixão espanhola.  

Se o Brasil e o Rio de Janeiro conseguirem tirar da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016 50%  do proveito que teve Espanha  em seu desenvolvimento teremos progredido enormemente após estes eventos.   

O passeio a Jerez de La Frontera e Sevilla, cidade formidável com uma história riquíssima,  foi muito divertido. 

Sevilha e sua herança árabe

Fotos by Cariocadorio (29 e 30 de setembro de 1990); exceto “Senna, frustação” que saiu de alguma reportagem em uma revista da época.

Ken Tyrrell, Rio 1978

12 de março de 2011

Ken Tyrrell no Autódromo do Rio

Este é um nome que não se ouve mais no noticiário da Fórmula 1.
Ken Tyrrell não tinha o carisma de um Colin Chapman nem sua equipe o poder midiático da Ferrari ou mesmo da Lotus com quem competiu e venceu várias vezes no início da sua carreira na fórmula 1. Uma característica que o distinguia era a de considerar sua palavra como o mais contundente dos contratos. 
Fato pouco comum nos homens da categoria.

Para mim a Tyrrell marcou uma época na Fórmula 1. No final dos anos sessenta comecei a me interessar por automobilismo e lá estavam Jackie Stewart e Ken Tyrrell.  

Esta parceria foi tão emblemática quanto a de Jim Clark com a Lotus pouco antes.  Em 1968 Ken Tyrrel levou a Matra para a fórmula 1 e em 1969 Stewart ganhou com um Matra-Ford o seu primeiro campeonato. Em 1971, no primeiro ano do Tyrrel-Ford, nova vitória de Stewart. 

Aquela que foi a melhor temporada da Tyrrel foi também a de maior tristeza.  Jackie Stewart conquistava seu terceiro título em 1973 quando François Cevert, o segundo piloto da equipe, faleceu no GP dos EUA.

Depois do tão bem sucedido início, seu momento de maior projeção na mídia foi em 1976 quando lançou o revolucionário carro de 6 rodas, o Tyrrel P34, projeto de Derek Gardner, que chegou a vencer uma corrida.

Jody Scheckter no Tyrel-Ford P34 de 6 rodas

No ano da foto no  Rio de Janeiro, 1978, Ken tyrrel trouxe dois carros para Patrick Depailer e Didier Pironi, que chegou em sexto neste GP do Brasil.  A Tyrrel não voltaria a conquistar um campeonato e, apesar de diversas fases difíceis, ainda teve bons momentos com Jody Scheckter, Michele Alboreto e Jean Alesi. Em 1997 Ken Tyrrel vendeu a equipe e abandonou a categoria. Mais um sinal do fim dos tempos românticos da Fórmula 1.  

Em agosto de 2001 Ken Tyrrel juntou-se a Colin Chapman e, de algum lugar improvável, vê a McLaren, cujo fundador Bruce Mclaren começou junto com ele na F1,  brigar com as eternas Ferraris e alguns novos entrantes pela supremacia da categoria máxima do automobilismo.    De vez em quando se pergunta o que outro contemporâneo seu, Frank Williams, ainda está fazendo ali.  

Fotos: Ken Tyrrell no autódromo do Rio (28/01/78 ) by Cariocadorio; Jody Schekter no Tyrrel-Ford P34 (31/07/1976), Wikimedia Commons. 

Luizinho, más Bueno que Pereira

11 de fevereiro de 2011

Com esta manchete, a revista argentina Parabrisas Corsa reverenciava um dos maiores pilotos brasileiros de todos os tempos:
Luiz Pereira Bueno.

Luizinho a bordo do Berta da Equipe Hollywood, 1975

Ao volante de um Porsche 908, Luizinho protagonizou uma série de três corridas eletrizantes na Argentina juntamente com o ídolo local, Luiz di Palma.  Disputando cada curva, os dois Luiz levaram ao climax a rivalidade entre os dois países no início dos anos 70. Nesta curta temporada reinaram a competência, a admiração e o respeito nunca vistos em disputas esportivas envolvendo Brasil e Argentina.  Entre tantas conquistas, o laureado Di Palma elegeu justamente a corrida que perdeu para o rival como a mais memorável da sua carreira, tal a importância daquela série. 

No Porsche 908/2, 1971

Esta semana o jornal “O Globo” anunciou o falecimento de “Luiz Pereira Bueno, Piloto de Fórmula 1“.  Apesar de  ter até pilotado carros de fórmula 1, destacá-lo como tal é um equívoco. Pilotos brasileiros com passagens na categoria máxima do automobilismo contam-se aos montes. Luizinho foi muito mais do que isso.

Luizinho foi o grande campeão das pistas brasileiras. Venceu as mais importantes provas do automobilismo nacional na época em que começavam a aparecer nomes como José Carlos Pace, Wilson e Emerson Fittipaldi que logo se destacariam na Europa. Um pouco mais velho, Luizinho não teve a mesma oportunidade de  sucesso internacional.  Ainda assim obteve 9 vitórias que lhe renderam um vice-campenato na F-Ford inglesa disputando apenas parte da temporada.

Luizinho no Bino Mark II, Rio 1968

Começou sua carreira em 1957 e conduziu com maestria os carros da equipe Willys nos anos 60, destacando-se o Mark II, o Bino, protótipo que levou a inúmeras vitórias.  Foi também com o Bino que viveu o mais triste momento de sua carreira em uma corrida nas ruas de Petrópolis.  Com sua condução rápida e segura, Luizinho foi vencedor tanto com carros de baixa cilindrada como em potentes protótipos como o Porsche 908 e o Berta Hollywood.. 

Não era somente dentro das pistas que Luiz Pereira Bueno se destacava. Em 1975, no acesso aos boxes de Interlagos, uma pseudo autoridade insistia em entrar de qualquer jeito. De repente o comissário aponta para uma pessoa na fila de entrada e diz:
“Olha só, até ele tem credencial para entrar nos boxes.”

Luizinho

Lá estava Luizinho, estrela maior de uma competição que reunia os melhores do país, credencial em punho aguardando pacientemente para entrar na sua área de trabalho.  

Neste dia vi de perto o piloto que conheci nas revistas e aprendi a admirar nos autódromos. Um brasileiro que, por sua competência profissional, carater e vitórias,  merecia ter sido admirado por um público muito maior do que os aficciondos pelo automobilismo em sua época.

Site oficial, Luiz Pereira Bueno: http://www.luizpereirabueno.com.br/
Mais sobre Luizinho no site Obvio: http://www.obvio.ind.br/Luis%20Pereira%20Bueno.htm

Fotos: Luizinho no Berta Hollywood em 1975 (by Cariocadorio);  demais fotos obtidas no site Obvio.

Amigos em Interlagos, 1975

8 de janeiro de 2011

Avalone-Chrysler de Pedro Mufato

Amigos não se encontram em cada esquina.  Não adianta procurar, amigos apenas acontecem. E só percebemos  depois de algum tempo.  O mesmo tempo que, junto com os caminhos da vida, nos afasta depois. 

Maverick (Div. 1)

Aquela amizade foi irrigada pela paixão pelo automobilismo.  Não havia muita gente por perto com real interesse pelo esporte a motor.  Para a  maioria o automobilismo se limitava ao Emerson Fitipaldi. A gente reverenciava o ídolo mas queria ver corridas acontecendo no Brasil, com carros feitos aqui e pilotos brasileiros.  Neste cenário, imagina o prazer de estar perto de um potente Maverick V-8 e de dar uma empurradinha em um protótipo Avalone-Chrysler.

Acompanhávamos juntos o automobilismo brasileiro desde os tempos do antigo Autódromo Internacional do Rio de Janeiro (aqui).  Tinhamos ido a todas as corridas de F1 em Interlagos mas aquele festival de velocidade, entre fórmulas, carros de turismo  e protótipos nacionais, era muito especial.   

Amigo em Interlagos, 1975

Mesclavam-se gerações de grandes pilotos.  A bordo do protótipo Berta, ninguém menos que o ótimo Luiz Pereira Bueno.  A fórmula Super Vê era a grande atração trazendo nomes como Alfredo Guaraná Meneses, Chiquinho Lameirão, Marcos Troncon, José Pedro Chateubriand e outros.   Tinha até mecânico de F1 na Super Vê.  Como se não bastasse tanta gente competente, ao volante de um Polar,  começava a se destacar um jovem Nelson Piquet Souto Maior, iniciando sua caminhada rumo ao topo do automobilsmo mundial. 

Até onde iria esse cara?

Naquele fim de semana em Interlagos celebrávamos, sem saber, o auge de uma amizade que segue até hoje,  embora à distância.  Celebrávamos também um dos maiores momentos do automobilismo brasileiro. 

Fotos : Avalone Chrysler de Pedro Mufato, Amigo em Interlagos e  Nelson Piquet no Polar fórmula Super Vê  (by Cariocadorio);  Maverick V8 da equipe Mercantil Finasa Motorcraft (by Geraldo).  Interlgos 1975.  

Cariocadorio, Ano I

3 de outubro de 2010

“Por que você não faz um blog?”,  perguntou-me  Aventoe

Celebremos

Celebremos

Eu tinha todas as razões do mundo para não fazer um blog.  A primeira delas era não saber exatamente o que era um blog e muito menos como começar um.  E tinha ainda aquela má vontade por conta de um tal político que gastava mais tempo factoideando em um blog do que cuidando do Rio de Janeiro. 

Um dia depois eu já tinha um blog com nome e tudo:
Cariocadorio - cheguei ao nome após um toró de palpites pessoal.  Não sei bem como foi.  Gostei e ficou.

O primeiro post foi Olimpíadas 2016, Esperanças e Preocupações . Importante por ser a primeira aventura de escrever alguma coisa que poderia ser lida por qualquer pessoa. O importante  era escrever. A vontade de que alguém lesse veio depois. E, depois ainda, querer saber quantos leram cada artigo, se comentaram etc.

E assim, 86 artigos publicados e mais de 27.000 acessos depois,  passou este primeiro ano de Cariocadorio. Quisera poder me concentrar mais no tema Rio de Janeiro, com mais críticas e análises sobre a cidade.  Mas isso é  difícil, coisa para profissionais.  A política nacional e local  não ajudam. Quem pode manter a esperança com tanta desordem e corrupção? 
Se não quero ficar calado também já estou muito rodado para ficar malhando em ferro frio.

Enseada da Botafogo

Ao mesmo tempo virei freguês dos fotologs do Rio antigo que me incentivaram a buscar inspiração nos baús de fotos da família.  E a família virou tema. O automóvel e o esporte foram inevitáveis na sequencia.   Alguns temas incidentais apareceram mas o acorde principal se manteve.

O mais importante:
As velhas fotos trouxeram o artigo mais importante: Trampolim do Diabo, com uma foto inédita tirada pelo meu avô em 1935.  Mostra o trágico acidente que vitimou Irineu Correa no tradicional circuito da Gávea no Rio de Janeiro.

Meus favoritos:

Vemag em Ibicuí, 1959

Alguns deram muito trabalho, outros mais satisfação e tem aqueles que eu não precisava ter escrito que felizmente são poucos.  Alguns, por algum que outro motivo, são os que eu gosto mais.
O Guarda Livros, sobre uma foto de 1910.
Barra da Tijuca 2017, uma preocupação que começa a ficar menor.
O Homem e sua Próstata, uma preocupação de tantos.
A Cigana Rica, muito especial.
Copa de 82, Espanha, baseado em um fato quase real.
A Porta do Elevador, pra quem sabe o que é isso.
Ibicuí, pelo que representa e pela foto.
Autódromo do Rio, uma paixão de longa data.

Campeões de audiência: 

Veleiros no Píer Mauá

Em fevereiro os veleiros das armadas nacionais atracaram no Pier Mauá.  Com mais de 840 acessos,  este foi o artigo mais acessado.  Grandes Veleiros no Pier Mauá foi ponto fora da curva nos gráficos das estatísticas.

Outras fotos, estas de 1950, mostram o Estádio do Maracanã ainda incompleto.  Representante maior do esporte favorito do Brasil, o Maracanã não poderia deixar de ser dos mais acessados no blog.  Com mais de 830 hits, logo chegará ao topo. 

Uma série de artigos sobre as copas do mundo de 1950 a 1986 (faltou tempo para continuar) aumentaram a audiência. Para minha surpresa a copa de 62 superou as de 58 e 70 nos acessos.  A série acaba com Maradunga, triste conclusão da copa deste ano.

O Estádio do Fluminense, mostra a abertura da Pinheiro Machado para atender ao Túnel Sta. Bárbara.  A procura tem crescido com a ascensão do Fluminense.  

Acidente em Ipanema e Aeroporto do Galeão completam a lista de mais votados com mais de 370 acessos.

Enfim, um balanço positivo que me anima a continuar este passatempo com o qual espero, de carona,  contribuir um pouco com o Rio de Janeiro e manter próximos relacionamentos distantes.

Aos que por aqui apreceram e contribuiram, obrigado pela visita e pelos comentários, mesmo os que discordam do Cariocadorio.  Voltem sempre.  

Parque das Águas de São Lourenço

Fotos by Cariocadorio:  Celebremos (Fev 2010); Enseada de Botafogo (Out 2009); Veleiros no Píer mauá (Fev 2010); Parque das Águas de São Lourenço (Jul 2010); Vemag em Ibicuí, 1959 (Acervo Cariocadorio, proibida a reprodução sem autorização prévia)

Rio – São Lourenço, 1949

19 de setembro de 2010

Resende, parada para o almoço

O ônibus era um Mack, americano, uma marca até hoje importante em terras do Tio Sam mas que não teve muito sucesso por aqui.  Surpreendeu-me vê-lo pela primeira vez no Brasil. Primeira e última.  Depois disso, não vi mais um Mack por aqui.  

A viagem era longa até São Lourenço.  Paramos pela primeira vez em Resende, para o almoço.  Seguimos pela estreita rodovia Rio-São Paulo e depois partimos para terras mineiras.  Difícil a subida pela estrada cheia de curvas.  Chegando no alto da serra, e que serra, tivemos que dar uma paradinha para recuperar o fôlego.  

Alto da serra

Achei interessantísssima esta bomba de gasolina, parecia que estávamos no século passado.  Tomamos um cafezinho bem mineiro e seguimos  para São Lourenço.  Parecia um nunca chegar.  Mas, quem se importava?  A viagem estava ótima e tempo não era problema.   

São Lourenço foi uma grande surpresa, o Parque das Águas muito melhor do que se esperava.  
Saindo da Capital, a gente não imagina um lugar tão bonito e bem cuidado neste interior de Brasil. 

A patroa resolveu fazer pose.  
Poxa, não é que ela ficou muito bem na foto, com esse jeitão Hollywoodiano.  

Estes dias de novembro de 1949 ficarão para sempre na nossa memória.  Voltaremos certamente.  Quem sabe poderemos trazer as crianças na próxima vez. 

Fotos: Viagem a São Lourenço, Novembro de 1949 (Acervo pessoal Cariocadorio.  Proibida a reprodução sem autorização prévia.)


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 32 outros seguidores