Um dia, um gato

Se ir ao cinema não é alguma coisa que eu faça com freqüência, este definitivamente não é o programa favorito do meu irmão.  Ainda assim, como quase todo mundo,  temos os nossos filmes preferidos.  Ele sempre menciona um filme dos anos 60 de cujo nome tomo emprestado o título deste post. O tal gato tinha o terrível poder de mudar a cor da pessoa que ele olhava, deixando de alguma forma exposto o seu caráter.  Imagina soltar o tal bichano no congresso nacional… 

O gato desta história é diferente.  Nem mesmo é um gato e sim uma gata que atendia pelo nome de Tigue.  Atendia é maneira de se dizer  porque, como é usual nestes bichos, a Tigue só atendia quando era do interesse dela.  

Picture 026Após alguns anos de resistência eu cedi aos demais membros da família e permiti que adquirissem um gato. Não sem antes estabelecer os limites para a vida do bichano, onde ele poderia ir ou não, a que horas etc.   Além disso, me garantiram que gato só faz suas necessidades no local apropriado o que provou ser verdade.  Mas ilusão minha achar que alguém impõe limites  a um gato.  A Tigue sempre freqüentou os lugares da casa que ela queria.  Miava pra entrar ou pra sair e algum humano dela acabava abrindo a porta.  Fomos muito bem ensinados.

Na primeira vez que ela entrou no cio o pessoal estava fora e eu passei uma noite em claro agüentando altíssimos e roucos miados. No cio seguinte decidimos arranjar um gato pra ela.  Não deu certo, eles não se entrosaram.   Do alto dos seus 12 anos de idade minha filha concluiu que precisávamos de um gato mais experiente. Funcionou.  Vários meses depois a Tigue deu a luz a cinco gatinhos que, uma vez amamentados e crescidinhos, foram sendo distribuídos. 

Ela tinha uma relação particular com cada um, este interessante animal que gera ódios e paixões.  Aprendi várias coisas com este convívio.  Sobre pessoas e animais.  Tenho certeza de que ela foi importante para a formação das crianças.  Não esperava sentir tanto como aconteceu quando a Tigue se foi.  De qualquer forma continuo não sendo favorável a ter animais dentro de um apartamento.  Apesar da saudável experiência, decidi que não teríamos outro bicho. 

Não atende pelo nome de Tai a nova gata da casa

Não atende pelo nome de Tai a nova gata da casa

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16 Respostas to “Um dia, um gato”

  1. Aventoe Says:

    Manda quem pode, obedece quem tem juízo…

    Na casa de meus pais chegamos a ter 13 gatos de uma vez, quando Ourinho (que nós achávamos que era macho) e Mimosa tiveram seus filhotes na mesma noite. Da farta distribuição sobrou um, e então eram três.

  2. cariocadorio Says:

    A Tigue também veio pra casa como gato.
    Só depois de uma análise mais profunda do veterinário soubemos que era uma gata.
    Não nos arrependemos. Ela foi formidável.

  3. Claudio Carvalho Says:

    Üm Dia, Um Gato” (“Az Prijde Kocour”) é uma fábula original de 1963 da Tchecoslováquia com uma lição de moral sensacional sobre o comportamento dos seres humanos. Através de um gato mágico, os sentimentos das pessoas são mostrados através de cores: vermelho para aqueles apaixonados; roxo para os hipócritas; amarelo para os infiéis; cinza para os desonestos.

    Infelizmente este filme só foi lançado no Brasil no desprezado VHS e conseqüentemente é muito difícil de ser encontrado.

    Para maiores informações sobre este filme, ver:

    http://www.imdb.com/title/tt0056844/

  4. Lucia de Castro Says:

    Sou absolutamente suspeita para tecer qualquer comentário contra animais, pois, sou apaixonada por eles. Minha “long line” se gatos segue desde 1968. Nosso 1º bichano, inicialmente do sexo masculino (mais terde foi castrado), obteve o pomposo nome de Romeo graças ao filme do Zeffirelli, e nesta sequência, o irmão deste, Petruchio. Petruchio acabou sendo dado a alguém e Romeo participou de nosso convívio por 11 anos. Ficamos muitos consternados com sua morte por ter sido acidental.
    Após 5 anos sem Romeo, minha mãe foi presenteada com Nina, uma siamesa linda e “fresca” que também nos deixou aos 11 anos devido a uma doença. Depois de Nina veio o Nick, típico SRD, estiloso, que nos deixou aos 7 anos devido a problemas respiratórios, e agora, temos o Nick “2”, nos mesmo moldes de seu antecessor – um autêntico SRD.
    Amo essas criaturas e acho que não conseguiria viver sem eles.

    • cariocadorio Says:

      Lucia,
      Levando em conta a sua experiência, acho que nunca mais vou me livrar de gatos. Pra ser honesto, acabo gostando muito deles também. Os bichanos fazem um monte de besteira mas é legal. É vida!
      Mas o que é mesmo SRD?

  5. Cristina Coelho Says:

    Olá Baby!
    Seu enfeitiçamento pelos gatos está me fazendo quase ceder as vontades da Fabiana…..e com isso tenho me inteirado mais sobre o assunto rsrs
    SRD … é “S em R aça D efinida

    Além deste filme “Um dia, um Gato” , tinha um outro MARAVILHOSO TB

    (vale a pena ver!).Assisti com a “Mrs Baby” há alguns anos e não esqueci Chama-se :
    Chacun Cherche Son Chat ( O gato sumiu – 1996 ) – O filme é uma leve comédia que faz um retrato de um bairro tipicamente francês, seus moradores, os vários mundos que se misturam ou se opõem naquela região. O diretor Cédric Klapisch conseguiu transformar o projeto, que a princípio era fazer curta-metragem, num longa que conta um pouco do universo parisiense.

    Aproveitando para enriquecer seu blog , aí vai um pouco Origem e História dos gatos

    O convívio entre o homem e o gato existe desde 4 mil anos antes de Cristo. Foram encontrados afrescos e pinturas funerárias de gatos caseiros das primeiras dinastias egípcias. Encontrou-se no Egito uma grande variedade de múmias de gatos. Algumas são envolvidas em tiras de pano entrecruzadas formando um desenho bicolor. Discos redondos representam as narinas e os olhos, sendo as orelhas imitadas com folhas de palmeira. Outras são encerradas em sarcófagos de madeira, de bronze ou de barro. Alguns exemplares podem ser vistos no Museu Nacional do Rio de Janeiro.

    Os egípcios apreciavam de tal maneira seus gatos que sua exportação era expressamente proibida; mas os mercadores jônicos entregaram-se a um lucrativo contrabando que permitiu ao gato-caseiro alcançar primeiro a Ásia Menor e depois a Europa. Na Índia o gato foi, aproximadamente, amansado na mesma época que no Egito. A China já conhecia o gato-caseiro mil anos antes de nossa era, o Japão um pouco mais tarde.

    Os romanos se interessaram mais pelo gatos do que os gregos. A legião de César contribuiu muito para sua distribuição por toda a Europa e, em particular a Inglaterra. Portanto, foi somente ao ano de 1400 que o gato-caseiro substituiu definitivamente em Roma a fuinha, que era utilizada até então para o controle de ratos. Na Idade Média foi, de um modo geral, hostil aos gatos, que eram associados às feitiçarias e considerados criaturas diabólicas. É desta época que parte a maioria das superstições, das quais algumas chegaram aos nossos dias.

    • cariocadorio Says:

      Show de bola, Baby.
      Agora além de saber tudo sobre gatos fiquei com vontade de ver esse Chacun Cherche Son Chat ( O gato sumiu – 1996 ). E vê se dá logo um gato pra Fabiana antes que a gente faça uma vaquinha e dê um furão pra ela. Apareça sempre e traga os seus comentários.

  6. Roberto Says:

    HEhehe! Nosso “filme” aqui Nenhum dia, um Cão (chupando manga!) que por si só daria uma trilogia, um seriado completo mais dois ou três documentários.
    “Goldinho”, um golden retriever chegou na nossa casa ai no Rio, com 6 meses abandonado por uma familia abastada (depois descobrimos porque) recomendado por uma veterinária amiga nossa para ser o “bichinho” do meu filho por ser de características mais tranqüilas do que um labrador, dócil porém destruidor. Se assim for verdade tenho MUITA pena de quem tem Labradores…
    Pouco tempo depois de sua chegada, engravidou a anciã de nossa pastora alemã, de dez anos (70 na contagem dos cães), nascendo 6 goldinhos pretos retintos.
    Algumas semanas depois, na sua farra no nosso quintal, creio tê-lo visto comendo vidro moído junto com veneno de rato acompanhado de um drinque de ácido muriático (???????)
    Meu filho convenceu-nos de trazê-lo para Houston (ai, ai, crianças).
    No inverno faz um friozinho razoavel aqui, assim compramos aquecedores portateis para aquecer as noites frias dele – ele dorme fora de casa que não somos bobos, muito menos ricos! – mas acho que ele gosta mesmo é de sentir frio: já roeu o fio de 3 aquecedores (Ligados!), fora ter destruído outro tanto de cobertores, almofadas, tapetinhos. Hoje dorme no chão mesmo…
    O prato preferido dele é bouganvilias, aquela trepadeira de flores lindas. Já comeu umas 3 aqui, dando-nos tempo de vê-lo palitar os dentes com os espinhos que sobraram…

  7. cariocadorio Says:

    Roberto, isso é que é história. Os gatos são muito fáceis de controlar. Agora eu também tenho um cachorro, a Meg. Qualquer dia conto a história dela também. Forte abraço.
    PS. Espero que sobre alguma coisa da casa quando eu aparecer por aí…

  8. Um dia, um cão « Cariocadorio's Blog Says:

    […] lá estava eu com um segundo animal doméstico.  Uma gata (Tai, de “Um dia, um gato“) e o novo cão.  Para não fugir da regra o cão é uma cadela, que atende pelo nome de […]

  9. Tassiana Ghorayeb Resende Says:

    Olha que legal. Eu tinha vindo aqui, depois que você comentou no meu blog, mas o trabalho apertou e eu não consegui ler tudo. Então agradeço sua visita e digo mais: adorei seu texto!

    Se eu fosse te contar as histórias dos meus 3 cachorros, você ia precisar de uma vida pra escutar (e garanto que não seria muito “obediente” ahahaha)

    Beijos

    • cariocadorio Says:

      Acho que o blog é pra divertir e discutir. Fico stisfeito de vc ter gostado. Aparece que de vez em quando tem algo novo, quem sabe um até bicho novo.
      Se não de pra contar a hitória dos cachorros, conta uma passagem, algo divertido ou coloca uma foto deles que é legal.
      Saudações Cariocas.

  10. Cid Lavrador Says:

    Muito bom: os gatos sempre entram na nossa vida, aos poucos com muito tato. Depois de algum tempo, mandam. O mais estranho é que adoramos essa situação.

  11. A gata Tai, vivendo perigosamente « Cariocadorio's Blog Says:

    […] Por mim não teríamos um segundo gato, ou uma segunda gata. Mas a Tai acabou ficando.  Expliquei isso quando falei da Tigue, em “Um dia um gato”. […]

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