Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Tributo a Poliana Okimoto

27 de julho de 2013

Criticada pela atuação em Londres, Poliana Okimoto emergiu como a maior atleta brasileira da atualidade neste mundial de esportes aquáticos. Ouro nos 10.000m, prata nos 5.000m e bronze no revezamento, Poliana conquistou medalha em todas as provas que disputou no mar de Barcelona.

Poliana e suas medalhas

Poliana e suas medalhas

Poliana, Ana Marcela (prata e bronze), Samuel e Alan (bronze com Poliana no revezamento) colecionaram um total de 5 medalhas além de outras colocações entre os dez primeiros. Foi o melhor desempenho entre todos os países neste mundial.

A maratona aquática não é só uma prova de resistência e velocidade.  Diferente das piscinas onda cada um tem sua raia privativa, a prova em águas abertas exige uma luta constante pela posição.  Pequena e sem a acentuada musculatura que define o corpo dos nadadores, Poliana não é o estereótipo de uma fortaleza nadadora.  Não sei como se vira naquela barafunda de braços e pernas em que se transforma o momento de contornar uma boia, coisa que acontece várias vezes na prova.  Apesar daquele marzão imenso todos querem fazer a curva pelo trajeto mais curto. 

O conjunto de resultados demonstra o bom trabalho que está sendo feito nesta modalidade. Além disso, o abraço das meninas após as provas que disputaram braçada a braçada demonstra a harmonia da equipe.  

Que tenhamos mais oportunidades de ver a singular beleza e as declarações emocionadas desta pequena e formidável Poliana dos mares brasileiros. E junto com ela estes nomes que fizeram o Brasil se sagrar campeão mundial de maratonas aquáticas. 

Foto de Satiro Sodre obtida no site ahebrasil.

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Os números do Cariocadorio em 2012

2 de janeiro de 2013

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

DSC02168Aqui está um resumo:

19,000 people fit into the new Barclays Center to see Jay-Z perform. This blog was viewed about 77.000 times in 2012. If it were a concert at the Barclays Center, it would take about 4 sold-out performances for that many people to see it.

Clique aqui para ver o relatório completo

Geraldo Gargalhada

26 de agosto de 2012

Geraldo Gargalhada, Geraldo Colombo… Meu grande amigo Geraldo.

Naquele dia em que nos encontramos em uma exposição de carros de corrida no Estádio de Remo e depois caminhamos até o pequeno parquinho em frente à hípica na Lagoa, a minha vida começou a mudar. O mundo começava a tornar-se maior que a família, a escola, o edifício e o clube.  Havia uma intensa alegria nos seus olhos quando brincávamos inocentemente no auto-pista, o carrinho de bater.  Não sei como se estabelece a passagem da infância para a adolescência nem mesmo se é desta passagem que eu estou falando.  Mas foi definitivamente, uma passagem.

A paixão pelo automobilismo era coisa rara naqueles tempos em que o Chico Landi já não fazia sucesso e um desconhecido Emerson Fittipaldi ainda dava suas primeiras entortadas nas precaríssimas pistas brasileiras.  Essa paixão catalisou nossa amizade por anos a fio. Juntos freqüentamos o clube, a praia, as festas, passamos tantos carnavais em Cabo Frio, fizemos vestibular e jogamos fora incontáveis longas conversas pelas esquinas de Laranjeiras.  Mas mais do que tudo respirávamos automobilismo. 

Na minha casa, Natal de 1974

Geraldo virou família.  Assistíamos aos GPs lá em casa, o meu pai junto. Papai abria uma cerveja que bebíamos acompanhada de sardinha na rodela de pão francês.  O Geraldo passou a chamar o Velho de pick-up quando soube que um dia seu apelido fora João Vitrola.  De vitrola para pick-up foi um passo.  O apelido que só ele usava era sua forma de mostrar que a pessoa era especial para ele. Em algum momento eu mesmo virei Jotacê.  Geraldo tinha também um caminho diferente de todo mundo para cada destino. Literal e literariamente falando.

Viramos ratos de autódromo no Rio e em Interlagos. Fomos ajudantes de mecânico, torcedores de arquibancada, comissários de box na Fórmula 1, bandeirinha de pista  tudo mais.  Graças ao Geraldo conheci de perto os ídolos nacionais da época.  Sentávamos para almoçar com eles após as corridas na Barra, ouvíamos histórias de automobilismo e até contávamos as nossas.  Seu carisma e sua inconfundível gargalhada abriam todas as portas.  E eu ia junto.  Éramos felizes e sabíamos muito bem disso.

 A vida de engenheiro não foi fácil a partir da década perdida de 80.  Geraldo buscou a sorte em São Paulo e por lá ficou. Era janeiro de 1990 quando tocou muito cedo o telefone lá em casa.  Acordamos meio assustados naquele frio danado que fazia em Madrid.  Era o Geraldo, para que eu não me esquecesse do meu aniversário de casamento, como fazia ano após ano.   

A distância e o tempo têm o implacável efeito que os mais rodados já aprenderam.  As notícias ficaram escassas até sumirem de vez.  Mas há uns cinco anos decidi procurá-lo.  Quando nos falamos parecia que tudo havia sido ontem.  Seguimos trocando emails, fotos e finalmente nos encontramos e jantamos com as respectivas em uma noite memorável.  Resumimos os últimos quinze anos naquelas poucas horas. Este blog, com as coisas do automobilismo, ajudou a manter o contato à distância. 

 Não me dei muita conta quando ele deixou de responder a um email. Este mês no dia do meu aniversário, vim a saber por caminhos que só o Geraldo poderia traçar, por que ele não havia respondido. Há pouco mais de um ano e meio, em algum ponto da estrada entre o Rio e São Paulo, os improváveis caminhos do meu amigo o levaram inexoravelmente para longe nosso convívio.    

Como disse, não sei muito bem como se estabelecem as passagens de uma fase a outra da vida. Sinto apenas que eu estou vivendo mais uma e, mais uma vez, o meu querido Geraldo está novamente presente.

Acidentes recorrentes na Rio-Petrópolis

1 de julho de 2012

Acidente na Rio-Petrópolis

O licenciamento da nova BR-40 apodrece nos arquivos da ANTT, do INEA ou outra destas siglas que representam lentidão nas análises do progresso nacional. Enquanto isso a concessionária da rodovia parece não perceber que não basta avisar que a curva é perigosa.

Ali no Km 95,5 os caminhões tombam a cada semana. Sempre na mesma curva causando engarrafamentos quilométricos na estreita pista da subida para Petrópolis.  Junto com eles desperdício de tempo e combustível, excesso de CO2  na atmosfera do Rio e outros contratempos.  Nada, porém, comparável ao que acontece com o infeliz motorista quando a mureta da pista invade a frágil cabine do caminhão.

Se não modificarem o traçado da tal curva, continuaremos a encontrar os caminhões tragicamente tombados ali.

Foto by Cariocadorio (30 de junho de 2012)

Flamengo, humilhado novamente

24 de maio de 2012

Ontem, os times cariocas foram eliminados da Taça Libertadores da América sofrendo gols no finalzinho das partidas.  Humilhação, entretanto, sofreu o Flamengo.  

Mais uma vez fomos humilhados pelos irmãos Gaúcho que deixaram o clube refém de seus interesses e da sua falta de interesse.  Ronaldo continua sem jogar futebol, contagiando o elenco, e Assis não perde a oportunidade de bradar aos quatro ventos que o Flamengo deve ao seu irmão e agenciado.  Estes caras são fruto da pouca educação e da típica arrogância dos novos ricos.  São dignos de pena.  A vida sempre pune este tipo de gente que não percebe que logo a fonte há de secar. E secará antes que dêem conta.

A pergunta que fica é até quando esta diretoria do Flamengo ficará por lá para nos fazer passar por essa humilhação;  até quando um empresário (?) vai entrar na sede da Gávea e pegar produtos com a marca FLAMENGO na mão grande sob a alegação de que lhe devem dinheiro? Até quando essa diretoria vai desvalorizar a marca que deveriam saber explorar pelo bem do clube?   Até quando…

No sábado começamos a disputa para não cair no brasileirão.  Estamos longe do fundo do poço com essa diretoria.   

Este não é assunto para o Cariocadorio, mas para jornalista sério e, muito provavelmente, para detetive e justiça.

Cariocadorio, os números de 2011

1 de janeiro de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 39.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 14 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Rio Reveillon 2012: não há vagas

29 de dezembro de 2011

A celebração da passagem de ano é também chamada réveillon, termo oriundo do verbo francês réveiller, que em português significa “despertar”.

Pois bem, o Rio de Janeiro vai despertar em 2012 com menos vagas que em 2011.  Esta foi uma das medidas que a Prefeitura tomou para melhorar o trânsito em Copacabana.  Em datas como o Reveillon talvez não haja outra saída.

Mas o problema de estacionamento no Rio não se limita aos dias de festas.  É uma constante.    Tente ir à praia ou  jantar num restaurante de Botafogo mesmo numa terça-feira . Qualquer programa esbarra na dificuldade para estacionar.   A situação é muito pior para as pessoas que dependem do carro para se deslocar a trabalho diariamente.  Metro e ônibus não suprem as necessidades e táxis são muito caros.

Obviamente, o transporte coletivo tem que ser a prioridade. Mas isto não deve significar impedir a circulação dos carros na cidade. Um transporte coletivo eficiente, abrangente e seguro está longe de ser uma realidade.   Mesmo que o tenhamos algum dia, haverá situações onde o transporte individual será necessário.  Os BRTs, BRSs  (malditas siglas em inglês), VLTs eoutras medidas favorecerão certos bairros mas não são suficientes.  

É preciso aumentar o número de vagas disponíveis. A saída são  estacionamentos subterrâneos. Junto com estes, ou até mesmo antes destes, passagens subterrâneas para melhorar o fluxo de veículos, como em outras  grandes cidades.  Nos bairros estes estacionamentos devem beneficiar primeiro aos moradores, que teriam prioridade em adquirir ou alugar as vagas.  

O que não é inteligente é construir um estacionamento sem as respectivas passagens subterrâneas como foi feito na Av. Pres. Antonio Carlos, por exemplo.  Seria óbvio fazer a passagem subterrânea no cruzamento desta com a Alm. Barroso e Pres. Wilson.  Algo semelhante poderia ser feito no cruzamento da Rio Branco com a Pres. Vargas. 

Acesso ao estacionamento: Pres. Antônio Carlos x Alm. Barroso

Os grandes vilões do trânsito e da ordem são os estacionamentos irregulares que infestam o centro da cidade tornando intransitáveis ruas como São Bento, Acre e outras na região.  O mesmo se aplica a Copacabana, Ipanema e qualquer bairro onde os flanelinhas e agora os “Valets” se apossaram das ruas.

Construir estacionamentos associados a passagens subterrâneas e coibir  abusos permitiria ordenar o trânsito, servir ao cidadão e, junto com um razoável sistema de transporte coletivo, dar uma cara de primeiro mundo ao Rio de Janeiro. 

Foto obtida no site skyscrapercity.com.