Archive for the ‘Viagens’ Category

Montevidéu, uma viagem no tempo

25 de novembro de 2014
A Uruguay 019

Arquitetura no centro

Montevidéu é uma cidade de outro tempo, onde parou de passar o tempo.

Parece haver tempo para tudo,  porque lá não se perde tempo.

Sair, chegar, estacionar, sem problema de lugar a qualquer tempo.

 

El Puerto

Parrilla

Umbu uruguaio; a erva.

Umbu uruguaio; a erva.

Pressa…Por que a pressa…? Não se preocupe…Dá tempo.

Mesmo que às vezes nos pregue uma peça o tempo … Fica feio, chove forte.

 

Del Rei; de outro tempo

Del Rey; de outro tempo

Comparada ao Rio, impensável tranquilidade. Digo o de Janeiro, não o de la Plata, a praia de lá…
A qualquer hora a água fervendo na térmica, a bombilha, a erva, o mate…

Dá vontade de voltar logo, sem esperar muito tempo.
Para ver uma vida, umas coisas, que há muito pareciam perdidas no tempo.

Montevidéu - panorâmica

Montevidéu – panorâmica

Fotos by Cariocadorio: Montevidéu





L’Ermitage, flores e cores

22 de outubro de 2014

Em Paraíba do Sul, a conversa girava em torno da seca e dos incêndios, criminosos ou não.  Vi muitas áreas queimadas desde Itaipava, na região serrana do Rio, até Werneck.
“Tem clima de chuva mas não chove”, resumiu um jardineiro local.
Não obstante é primavera. Nos jardins do L’Ermitage, preferi retratar os pequenos sinais da estação das flores.

Diana

Paula

Paula

Fernanda

Camila

Camila

Branca

Branca

Rosa

Rosa

Camila

Liana

Gisele

Raíra

Luz

Luz

 

Mas voltando ao assunto, falta chuva, é bem verdade.
Mas por que não pensamos nas consequencias quando  devastamos impiedosamente a Mata Atlântica?

 

Nota: desculpem, eu sempre quis usar este “não obstante” que só vi na escola, há uns 50 anos…

Fotos by Cariocdorio; flores e cores no Spa L’Ermitage (outubro de 2014)

Nas asas do Electra II, da VARIG

27 de setembro de 2014
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Saleta na cauda do Electra

Ameaçava chover e, antes que ficasse sem teto,  corri para Congonhas. Não queria perder a noite de sexta-feira no Rio.  Cheguei a tempo do voo das 17:00 horas. Fui um dos últimos a entrar no Electra e sentei no banco lateral da “sala de estar”, na cauda do avião.  Logo caiu um toró indescritível.

Decolamos após mais de uma hora de espera na pista. A comissária veio dar um aviso mas não terminou de falar.  Um forte solavanco jogou a moça no chão, lá no meio da aeronave. Daí por diante sentimos o Electra tremer, mergulhar e subir violentamente inúmeras vezes. Raios pareciam acender a fuselagem do avião dando um susto atrás do outro.

O pior ainda estava por vir. Acabou o estoque de saquinhos de enjoo. Um odor azedo insuportável tomou conta da cabine. Quem ainda estava inteiro não resistiu…

Cheguei a ver as luzes do Rio de Janeiro lá em baixo mas por pouco tempo. O piloto deu meia volta e retornou a São Paulo. Continuou o violento e interminável sobe-e-desce. Sem teto para descer em Congonhas seguimos para Vira-copos. Com um motor a menos, o bravo turbo-hélice finalmente aterrizou em Campinas. Aliviados, passageiros se davam as mãos, sorriam, choravam,  alguns se prometiam amar até o fim dos tempos.

Às 4 da manhã de sábado, a bordo de outro Electra que saiu do Rio para nos buscar em Campinas, pousávamos tranquilamente no Santos Dumont. Umas poucas horas de sono e eu já estava pronto para o fim de semana. Eram outros tempos.

Apesar do sufoco, em momento algum pensei no pior. Afinal, em 1978 nada podia causar dano àquele jovem engenheiro.

Nem imagino como me sentiria se acontecesse hoje. Aprendi muito desde então, principalmente que não sou imortal.

Electra II da VARIG

Electra II da VARIG

Fotos obtidas na internet.

INFRAERO, voadoras e o suplício de viajar

11 de dezembro de 2013

É impressionante a capacidade que a INFRAERO tem de reinventar a sua própria incompetência. Cada vez que se vai a um aeroporto a situação está pior. O desconforto e as intermináveis obras do Galeão e do Santos Dumont, aliados ao desprezo que as voadoras têm pelos passageiros, fazem de uma simples viagem de ponte-aérea um imenso desprazer.

Avião do Voo 1012 que não foi

Avião do Voo 1012 que não foi

O ar condicionado não funciona, os banheiros são fétidos e a organização inexiste. Enquanto isto as voadoras transferem seus passageiros de um voo para o outro sem maiores explicações.  Mas se o passageiro quiser mudar um voo, mesmo com antecedência, tem que pagar por isso.
Eles podem mudar sem aviso prévio mas os passageiros têm que pagar previamente por qualquer mudança.

Neste sábado mais uma vez aconteceu no voo 1012 da Gol, de Congonhas para o Rio:
“Estamos sem tripulação para o voo”, é a desculpa usual.  E nós com isso?

Coincidência ou não, a transferência foi para um voo onde cabiam todos os passageiros de dois outros voos.
A principal característica destas situações é a tática de guerra utilizada pela voadora:  desinformar para dispersar e evitar que o inimigo (os passageiros) se agrupe.  O painel mostra uma informação errada e os “colaboradores” da voadora nada sabem informar.

O painel que desinforma

O painel que desinforma

E as pessoas ainda se preocupam com o que vai acontecer na copa do mundo e nas olimpíadas.   Não dá pra gente se procupar com turistas quando somos nós que temos  esta rotina de conviver com o caos.  Minha indignação é com o que acontece conosco, brasileiros de todos os dias.

Fotos by Cariocadorio:  Congonhas (7/12/13)

Inhotim, um Brasil que deu certo

3 de agosto de 2013

Se você está vivo esta é sua oportunidade. Não morra sem visitar o Inhotim.

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Galerias Mata e True Rouge

O instituto Inhotim de Arte Contemporânea não pode ser descrito com palavras.  É um espaço de desenho singular que só conhece a linguagem das artes, da beleza cênica, do entendimento da natureza e do desafio à curiosidade e à criatividade. 

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Jarbas Lopes

Este museu a céu aberto é um oásis de perfeição cravado no centro do Brasil, em Minas Gerais.  Trata-se de um imenso jardim, onde a intervenção do homem se harmoniza com a força da natureza contrastando com a agressividade da indústria de mineração e a devastação das florestas da região.  

 

Não fosse a personalidade tão brasileira deste centro de artes e jardim botânico, ter-se-ia a  impressão de estar em outro país. 

 A ousadia de disponibilizar enormes espaços para obras contemporâneas e instalações permanentes, muitas delas polêmicas e de difícil assimilação, é a característica mais distinta do Inhotim.  

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Amilcar de Castro

Há um cuidado especial com cada metro quadrado da imensa área acessível ao público. Do refinado paisagismo ao gigantismo das obras passando pela beleza arquitetetônica dos prédios que as contêm, tudo é feito com esmero e capricho.

Mesmo que você não seja apreciador de artes, particularmente a arte contemporânea, desfrute da arquitetura dos prédios ou simplesmente caminhe pelas alamedas do parque e contemple as magníficas espécies de plantas do acervo do Inhotim. Reserve pelo menos dois dias para esta formidável experiência.

Algum defeito? Sim, a pizza.  O buffet do restaurante é ótimo mas a pizza … 

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Lago e recepção

 

Fotos by Cariocadorio: Espaços do Inhotim (julho de 2013)
Clique aqui para ver o post sobre Brumadinho, a cidade do Inhotim com a origem do nome do parque museu.  

Brumadinho, MG; a cidade do Inhotim

1 de agosto de 2013
Brumas de Brumadinho

Brumas de Brumadinho

Brumadinho é um município próximo a Belo Horizonte.  Apesar da intensa atividade de mineração e uma das mais seletas produções de cachaça de Minas Gerais, Brumadinho começou a aparecer no mapa do Brasil depois da criação do Instituto Inhotim de Arte Contemporânea. 

Chegar lá é fácil, apesar das estreitas estradas que cortam o município. Tem mais de um caminho desde BH, um deles pela rodovia BR-40, que serve para quem vem do Rio de Janeiro também.  Sem ser bonita, a pequena  Brumadinho é limpa e bem cuidada.   

Mas por que Brumadinho?  A gente descobre ao acordar pela manhã.  A bruma cobre a extensa região e leva bastante tempo para se dissipar.  Com um pouco de sorte, descortina-se um ensolarado dia de inverno.  Um  café da manhã com direito a pão de queijo e você está pronto para visitar o formidável Inhotim. 

Vista do Inhotim

Vista do Inhotim

Inhotim? De onde vem este estranho nome? Consta que, no século XIX, o lugar onde hoje se encontra um dos maiores museus de arte contemporânea e botânica do mundo era uma fazenda que pertencia ao gerente de uma mina, um inglês chamado Timothy.
O Mr. Tim ou Sr.Tim, que alguns chamavam Nhô Tim.  Inhô Tim, para os íntimos. Daí …     

Não importa se isto é verdade ou apenas folclore.  O que vale é que o  Instituto Inhotim é uma realidade indescritível e Brumadinho tem a enorme responsabilidade de abrigar esta jóia.  E o faz com simplicidade e simpatia.

Fotos by Cariocadorio: Brumas de Brumadinho, vista do hotel Horizonte Belo  e Inhotim, recepção e lago (julho 2013).

São Lourenço, 1948

29 de dezembro de 2012
A igreja, o lago do parque e a fonte Vichy

A igreja, o lago do parque e a fonte Vichy

A primeira visita da minha família à paradisíaca cidade do sul de Minas, São Lourenço, data de 1948. Graças às lentes da câmera do vovô Abel, temos um interessante registro fotográfico. Destacavam-se a igreja e o belíssimo parque das águas, o grande catalizador do desenvolvimento da região. 

Desde o início do século XIX se tem notícia das nascentes de águas minerais da região.  O início da comercialização data de 1890. Somente bem mais tarde, em 1927, foi criado o município de São Lourenço.  Quando da construção do balneário, em 1935, o parque começou a tomar a configuração atual.  Passaram-se apenas 13 anos, portanto, até que estas imagens fossem captadas.  Já havia pedalinhos no lago, a igreja, muitos hotéis para os turistas mas ainda estávamos longe da cidade grande que se tornou São Lourenço.

Panorama do centro de São Lourenço

Panorama do centro de São Lourenço

Já naquela época, porém, os arranha-céus, ícones da modernidade, começavam a interferir na paisagem quase rural da cidade.  Atualmente, a cidade sofre do mesmo mal que tantas outras, com edifícios obstruindo o horizonte e adensando as ruas. Mas São Lourenço continua sendo um ótimo lugar para se visitar e, segundo relatos dos moradores, para se viver também.  

Hotel Brasil

Hotel Brasil

Fotos by Abel Lourenço dos Santos; São Lourenço, 1948. (acervo pessoal Cariocadorio, proibida a reprodução sem autorização prévia).
Fonte de informações históricas, site do Parque da Águas (clique aqui)
Posts Cariocadorio com mais fotos de São Lourenço (clique aqui)

De São Lourenço a Soledade de Minas

11 de novembro de 2012
O trem  de São Lourenço a Soledade de Minas

O trem de São Lourenço a Soledade de Minas

O sul de Minas Gerais é uma região que me exerce um certo fascínio. Há algo de místico em cidades como São Lourenço, Caxambu e mesmo na Pouso Alto do hotel Serra Verde ou na pequena Pedralva da minha amiga Ana Maria. 

Na estação de São Lourenço

Na estação de São Lourenço

Talvez seja alguma coisa que me leve aos primeiros passos fora do Rio.  A começar pela lenta e inesquecível subida da serra no ônibus Mercedes da EVANIL nos idos de 64 e nas muitas porém espaçadas vezes que estive por ali, sempre com boas recordações. 

Procuro me manter afastado de possíveis interpretações de misticismos que envolvem a região.  Tampouco me permitirei escrever que há uma energia diferente e muito boa por ali. Até porque eu também não acredito em bruxas. 

Em Soledade de Minas

Em Soledade de Minas

Da última vez fizemos o passeio turístico de trem de São Lourenço a Soledade de Minas onde pouco pudemos ver além do pequeníssimo museu ferroviário que pouco tinha a mostrar. A grande atração era mesmo o próprio trem, que espero possa se manter por muitos anos como mais uma atração de São Lourenço.

Estranho que nas descrições das gerações anteriores nunca ouvi falar deste trem de São Lourenço nem encontrei fotos a respeito. Exceto pelo trenzinho auxiliar dentro do parque das águas onde aparecem vovó e tia Wanda em 1948. 

Trenzinho no Parque das Águas.

Fotos by Cariocadorio, julho de 2010 e o Trenzinho no Parque das Águas (1948) – acervo Cariocadorio, proibida a reprodução sem autorização prévia.

Cores de Curaçao

1 de agosto de 2012

Fotos by Cariocadorio (Curaçao, julho de 2012)

Curaçao, a Ilha da Curação

27 de julho de 2012

As Cores de Curaçao

No final do século XV, os navegantes portugueses chegavam à América doentes e cansados.  A escassez de alimentos a bordo levava à morte boa parte das tripulações.  Com este cenário desolador, esta ilha do Caribe parecia uma dádiva de Deus, o próprio paraíso.  Bem alimentados com as frutas e legumes colhidos na ilha, os portugueses curavam-se do escorbuto e recuperavam as forças.  Por isso deram-lhe o nome de Ilha da Curação

O mar nem sempre é de almirante

A ilha passou para as mãos de espanhóis e depois para os holandeses da Companhia das Índias Ocidentais.  O nome ficou mas como pronunciar “ão” não é pra qualquer um, a ilha acabou sendo conhecida como Curaçao, mantendo-se pelo menos o “ç” do português.   

Natureza exuberante

Curaçao é hoje um país independente onde se falam vários idiomas, inclusive o local papiamento, mistura das diversas culturas citadas anteriormente.  Mas o povo fala o que for necessário para se comunicar, o que dá um toque de latinidade à sua mais recente formação holandesa.  

Nas ruas de casas coloridas, nas praias de águas verdes caribenhas e nos cassinos cheios de luzes de Curaçao, se vêem desde os branquíssimos europeus do norte até os mais negros descendentes da África, passando por uns tantos latinos de origem ibérica. 

Enfim, um belíssimo lugar, como soem ser sempre aqueles que visitamos quando estamos de férias.

Fotos by Cariocadorio: Curaçao, julho de 2012.
Nota: o barco que aparece singrando as águas pouco tranquilas de Curaçao é o mesmo que está no cais do tranquilo canal da entrada do porto na primeira foto.