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Nas asas do Electra II, da VARIG

27 de setembro de 2014
130920 saleta do electra

Saleta na cauda do Electra

Ameaçava chover e, antes que ficasse sem teto,  corri para Congonhas. Não queria perder a noite de sexta-feira no Rio.  Cheguei a tempo do voo das 17:00 horas. Fui um dos últimos a entrar no Electra e sentei no banco lateral da “sala de estar”, na cauda do avião.  Logo caiu um toró indescritível.

Decolamos após mais de uma hora de espera na pista. A comissária veio dar um aviso mas não terminou de falar.  Um forte solavanco jogou a moça no chão, lá no meio da aeronave. Daí por diante sentimos o Electra tremer, mergulhar e subir violentamente inúmeras vezes. Raios pareciam acender a fuselagem do avião dando um susto atrás do outro.

O pior ainda estava por vir. Acabou o estoque de saquinhos de enjoo. Um odor azedo insuportável tomou conta da cabine. Quem ainda estava inteiro não resistiu…

Cheguei a ver as luzes do Rio de Janeiro lá em baixo mas por pouco tempo. O piloto deu meia volta e retornou a São Paulo. Continuou o violento e interminável sobe-e-desce. Sem teto para descer em Congonhas seguimos para Vira-copos. Com um motor a menos, o bravo turbo-hélice finalmente aterrizou em Campinas. Aliviados, passageiros se davam as mãos, sorriam, choravam,  alguns se prometiam amar até o fim dos tempos.

Às 4 da manhã de sábado, a bordo de outro Electra que saiu do Rio para nos buscar em Campinas, pousávamos tranquilamente no Santos Dumont. Umas poucas horas de sono e eu já estava pronto para o fim de semana. Eram outros tempos.

Apesar do sufoco, em momento algum pensei no pior. Afinal, em 1978 nada podia causar dano àquele jovem engenheiro.

Nem imagino como me sentiria se acontecesse hoje. Aprendi muito desde então, principalmente que não sou imortal.

Electra II da VARIG

Electra II da VARIG

Fotos obtidas na internet.

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Redescobrindo o Rio de Janeiro

2 de junho de 2012
Pão de Açúcar, 1955

Pão de Açúcar, 1955

A natureza do Rio é tão deslumbrante que consegue sobreviver a anos de maltratos e ocupações descabidas.  A massiva verticalização do espaço urbano, particularmente de Copacabana, a favelização dos morros e a conseqüente  fragilidade da infra-estrutura são exemplos do que a ganância e a nossa ineficiência político-administrativa fizeram com a cidade em tantos anos.

Palmeiras no Canal do mangue, 1925

Palmeiras no Canal do mangue, 1925

Esta tendência, porém, parece estar mudando lentamente. Cada vez mais se vêem iniciativas pelo Rio de Janeiro. Discussões políticas a parte, houve uma evolução da segurança na gestão do Secretário Beltrame e as obras públicas voltaram na esteira dos eventos internacionais que estão por vir.

Praia de Ipanema, (que ano?)

Praia de Ipanema, (que ano?)

Ainda tímidas, ficam cada vez mais evidentes as iniciativas da população em prol da cidade.  Movimentos conhecidos como “Rio Eu Amo Eu Cuido” e outros, sem nenhuma estrutura ou ambição de ser um movimento, como os “FRA” (fotologs do Rio Antigo) despertam nosso sentido cívico.  Nos FRA os fotologeiros trazem fotos antigas e textos interessantíssimos que são comentados com humor, crítica e, muitas vezes, profundos conhecimentos sobre a arquitetura, a infra-estrutura e os habitantes da cidade.

As escavações para as obras do Porto Maravilha e recentemente no Leblon, se aliam aos FRA no redescobrimento da Cidade. Fala-se hoje em arqueologia no Rio de Janeiro, trazendo de volta um passado que já começa a se tornar distante.  A valorização da história e das tradições é importante para sedimentar o amor por essa casa tão maltradada pelos seus próprios habitantes. 

Praia de Botafogo (anos 60)

Praia de Botafogo (anos 60)

Tenho convicção de que, se a história do Rio se tornar parte dos currículos escolares, teremos em breve gerações mais comprometidas com toda a sociedade e um pouco menos com seu próprio umbigo.  

Praça Mauá, iníciodo século XX

Praça Mauá, iníciodo século XX

O Cariocadorio pretende ser um espaço de crítica e apoio ao desenvolvimento da Cidade bem como de celebração do nosso passado e antepassados.  Todos pelo Rio de Janeiro, por redescobrir e reinventar a terra do verão, da Bossa Nova, do Maracanã e de cariocas de todas as origens.

Fotos: Pão de Açúcar (acervo Cariocadorio) – As demais são roubadas dos FRA.
Links para os FRA em  Rios de Outrora, na página inicial deste blog.

Carnaval e fantasias

5 de março de 2011

Durante muito tempo tempo o carnaval se resumia a “três dias de folia e  brincadeira” como na marchinha de Zé Queti. 

Carnaval de 1946

Carnaval em família, 1945

A  expectativa era grande e a preparação idem. Na família o grande barato era inventar e confeccionar as fantasias, cuidando para não gastar demais.  A preparação era em casa mesmo porque afinal, naquele tempo, toda mulher prendada sabia costurar e máquina de costura era equipamento tão importante como um computrador hoje em dia. E que belas fantasias: ciganas, melindrosas, princesas de alhures e até onde ia a imaginação.

1957, Carnaval da nova geração

O tempo foi passando e carnaval seguia coisa séria na família.  Em Ibicuí a nova geração se incorporou à tradição e foram vários carnvais de alegria pelas ruas e no clube da cidade.  Quantas histórias. 

Quando eu cheguei nas paradas o ritmo já era outro.  Ainda tivemos alguns carnavais em família, alguns bailes no ,na Tijuca. Cheguei a frequentar um destes e registrei no ano passado em “outros carnavais”, aqui

R. Pinheiro Machado, Carnaval de 1966

Fantasias usei poucas. Mas para que os amigos possam se divertir com o tema, aqui está:  coisa de índio também. 

Fotos: Carnaval de 45, 46, 57  e 66 (acervo pessoal Cariocadorio, proibida reprodução sem autorização prévia).

Museu do Amanhã no Pier Mauá

18 de setembro de 2010

Na segunda-feira passada uma grossa coluna de fumaça se ergueu na baía de Guanabara. Foi um incêndio em uma lancha da Marinha que felizmente, apesar das mais de 100 pessoas a bordo , não causou vítimas. 

Além da passagem do belo porta-container compondo a foto, o que mais me chamou a atenção foi o Pier Mauá. As obras continuam na estaca zero.  Há cerca de um ano, a prefeitura anunciou a urbanização do pier com um grande jardim aberto ao público.  Colocaram placas enormes, fizeram um  estardalhaço danado para alguns meses depois desistirem da idéia em prol de um museu no pier.  Tal qual o Gugenhein do ex-prefeito, aquele que fez as obras que o povo não queria.     

E veio o projeto do espanhol Santiago Calatrava, figura da hora nos modismos arquitetônicos.   Um prédio moderníssimo, com teto que se move para se ajustar aos raios solares e o escambau.  A apresentação artística chega a emocionar.  Não dá para não achar maravilhoso e que vai muito bem com o Porto maravilha.
 

Mas também não dá pra não ficar preocupado.  As obras, que começarão em 2011, estão orçadas em R$130 milhões.  Pode multiplicar por 2, como soe acontecer nestas obras. Como a realização é da Fundação Roberto Marinho, é provável que saia mesmo.   Na tímida pesquisa que fiz na internet não conssegui ter certeza de onde sairão as verbas para a obra.  Tampouco encontrei quanto custou este projeto do Calatrava e quem o pagou. 
 
Mas minha maior preocupação é como será mantido este museu com teto móvel de grandes proporções, sistemas de filtragem de água etc.  Não há de ser com a arrecadação da entrada dos visitantes.  Patrocinadores, então? O provável é que seja da mesma forma que os demais, ou seja, muito mal e porcamente.

Teremos mais uma Cidade da Sinfonia Inacabada? Aliás, não deveiram gastar um centavo em museus e afins enquanto não terminassem as obras daquela vergonha carioca.  Já que está quase pronta,  acaba logo para que tenha alguma utilidade. 

Sou totalamente a favor da cultura em suas várias vertentes mas é muito fácil desperdiçar dinheiro em nome dela.  Se gastar mal com viadutos e escolas fosse tão fácil como com obras ditas culturais, esta cidade estaria cheia de coisas úteis.

A proposta do museu é criar uma experiência da passagem do hoje para o amanhã, de modo que o presente opere como um portal. Um dos eixos ao longo dos quais se estrutura a construção é o da polaridade entre as ciências cósmicas e as terrestres. (do site PINIweb)

Foto: Incêndio na Lancha (13/09/10) by Cristina Ribeiro;
Museu do Amanhá (junho de 2010 divlugação)

Ibicuí, RJ

18 de julho de 2010

Quando eu não era

Há lugares onde o tempo deveria parar em determinado momento e  perpetuar-se daquela forma.  Em geral no tempo da nossa infância ou mesmo antes dela. Ibicuí é um destes lugares, que me recuso a reconhecer como parte de Mangaratiba.  Ainda que pouco tenha frequentado aquela praia de águas tranquilas e protegidas, Ibicuí é para mim símbolo de um periodo feliz na história da família.  

Através deste espaço, pretendo voltar muitas vezes àquela Ibicuí de metade do século passado.  Naquele tempo as dificuldades para se chegar até lá eram por conta da precariedade da RJ-14, uma estrada de terra.  Mas havia a opção de pegar o trem na Central do Brasil e, uma vez lá chegando, não havia necessidade de ir muito longe.  A praia estava a 50 m de de casa e o Armazém do Salino fornecia as provisões necessárias.  No mais era a praia, tranquilidade, passeio de lancha, pescaria e muita deversão.   

Mas tudo passa como tem mesmo que passar.  Hoje a dificuldade é vencer o trânsito caótico da Rio-Santos e uma multidão de pessoas que ali vão em busca do mesmo prazer, como é o direito de todos.  Não há mais a opção da via férrea que só é utilizada por enormes composições que levam pedaços do Brasil para o exterior.

Felizmente ficaram algumas fotos que mostram o que foi este local paradisíaco há cerca de cinquenta anos.   

Ibicuí

Fotos: Ibicuí, linha férrea (Fevereiro de 1952) e Vista de Ibicuí (circa 1955).  Acervo Cariocadorio, proibida reprodução sem autorização prévia.

Carnaval em outros tempos

13 de fevereiro de 2010

Marina no Carnaval de 44

Este ano, como há muitos anos, fico longe do carnaval carioca.  Eu nunca fui mesmo muito animado, ao contrário dos meus pais, que se conheceram no carnaval de 45, e da maioria dos cariocas ao longo do século passado. Era comum ver o pessoal fantasiado nas ruas e o baú de fotos da família está cheio de exemplos desta alegre prática.   

Até lá pelos anos sessenta e início dos setenta os pais ainda vestiam as cirianças com fantasias pelo menos para celebrar o carnaval.  Eu já não me lembro de ter vestido meus filhos com fantasias.  Antigamente, nesta época, as rádios só tocavam marchinhas e músicas de carnaval.  Minha mãe conta que não se ouviam outras músicas nas rádios.    

Myrthes, a Cigana Rica de 49

Cariocadorio no Carnaval de 66

O mundo mudou muito e os carnavais também.   No carnaval de 1965 (ou 66 ou por aí), meu pai e eu acordamos muito cedo e fomos para a Av. Presidente Vargas na esperança de ver um pouco do desfile das escolas de samba.   E vimos muito muito bem. Ficamos por ali olhando pelas aberturas entre uma arquibancada e outra. De repente o guarda deixou que um grupo de pessoas subisse na arqubancada de madeira.  Dali assistimos tranquilamente uma belíssima Vila Isabel que homenageou a Disney e, se não me engano,  perdeu pontos por isso.  Logo depois a Mangueira com o inesquecível samba da homenagem a Monteiro Lobato.  Jamais esqueci este carnaval e durante muito tempo cantava inteiro o samba de Mangueira:  “e assim, neste cenário de real valor, fez-se o mundo encantado, que Monteiro Lobato criou” ….  

Carnaval em Família, 1970

 Com o incentivo do Tio Iro que não perdia um carnaval, brincamos diversos carnavais formando um grupo em família.  A fantasia era a mesma pra todo mundo.  Um desses foi no ano de 1970, no clube Trasmontano na Tijuca.  Depois disso, apenas pequenas incursões no “Escravos da Mauá”, mesmo asim só nos ensaios das  sextas-feiras.  

Carnaval de 2007

Durante algum tempo assisti ao desfile pela televisão. Até dormir em frente da tela, é claro.  Recentemente senti vontade de voltar à Avenida para ver as Escolas de Samba.  Gostei, mas agora acho que já vi o suficiente.  O carnaval de hoje me atrapalha mais a vida do que me diverte.  Coisas da idade…

Fotos: Carnavais de 45, 49, 66 e 70 (acervo pessoal Cariocadorio, proibida a reprodução sem autorização prévia); Carnaval de 2007, by Cariocadorio.  

Estádio do Fluminense

9 de fevereiro de 2010

Estádio do Fluminense - Jan 1969

A seção das arquibancadas do estádio do Fluminense F.C. que ficava atrás do gol foi eliminada em 1962 para permitir o alargamento da Rua Pinheiro Machado.  Mais adiante, na continuação da mesma rua logo após o Palácio Guanabara, foi aumentado o corte no morro que se ve na foto para facilitar o acesso a Botafogo com o mesmo objetivo:

Rua Pinheiro Machado, Jan 1969

A ligação entre as zonas Norte e Sul da cidade, entre Catumbi e Laranjeiras, através do túnel Santa Bárbara, inaugurado em 1963. Nesta época ainda não havia o Túnel Rebouças e 0 percurso entre as zonas norte e sul era feito passando pelo centro ou através do túnel da Rua Alice, em Sta. Teresa.

As obras na Pinheiro Machado levaram muito tempo. Na minha memória, durante o período das obras de 58 a 62, podíamos brincar e jogar futebol em plena  rua Pinheiro Machado.  Não dá pra imaginar  algo semelhante nos dias de hoje.

Observam-se na primeira foto o prédio administrativo do Palácio GB (junto ao morro) e a arquibancada das piscinas do Fluminense após o estádio.  Estas obras foram feitas entre 1962 e 1969, uma vez que não aparecem na sequencia de fotos da derrubada das arquibancadas do estádio anteriores a 1962.

Estádio do FFC, 1962

É curioso que, além das obras mencionadas acima, apenas a colocação da cobertura do posto de gasolina que aparece na foto da rua modificaria de forma significante a imagem de 1969.

Estádio do FFC, 1962

Na foto menor, ao lado,  vemos o momento anterior à demolição da aequibancada para dar lugar às novas pistas da rua.  Já haviam sido demolidas as casas que ficavam na frente do estádio.

A última foto, provavelmente de 1958, mostra o estádio  completo, antes do início do alargamento da Pinheiro Machado.    O pequeno prédio no canto esquerdo da foto ainda está lá.  A fotografia  mostra uma parada no campo do Fluminense que foi usado para muitos eventos além do futebol.  Creio que foi aí que Villa Lobos comandou um imenso coro formado por alunos das escolas do Rio de Janeiro.

Estádio do Fluminense, 1958 (?)

Complementando as informações, clique aqui para ver a belíssima foto aérea da região, de 1936,  que foi recentemente postada no FotoLog “Tempo Antigo”.  O prédio de onde foram tiradas as fotos acima ainda não existia na época.

Mais detalhes nos FotoLogs “Arqueologia do Rio de Janeiro” e “Antiquus” nos links abaixo, com foto de 1962 e mapas de 1960 e 1968.

http://fotolog.terra.com.br/bfg1:606
http://fotolog.terra.com.br/bfg1:605

Grandes Veleiros no Píer Mauá

5 de fevereiro de 2010

Grandes Veleiros no Píer Mauá

Um programa “imperdível” e só até este sábado.  Você pode ver estas jóias das armadas de vários países de pertinho,  por dentro e por fora.  Melhor ainda, é de graça.  Não deixe de ir e leve as crianças porque este espetáculo tem a frequencia do cometa Halley.  

Não deixe de dar uma olhada no site oficial do evento para obter informações completas, inclusive o horário de visitação:   http://www.grandesveleiros.com.br/

Tudo Pela Pátria

O estacionamento é fácil e tem lugar pra pequenas refeições e refrescos.  Mais uma sugestão, é melhor ir o mais cedo possível ou no final da tarde porque o calor não está fácil.

Mastro central do "Libertad"

O artigo “Píer Mauá”
(https://cariocadorio.wordpress.com/2010/02/02/pier-maua/ ), tinha a intenção de falar sobre a importância da revitalização do Porto do Rio de Janeiro para o desenvolvimento da cidade.  Mas depois que visitei a exposição, mesmo que  às carreiras na hora do almoço, concluí que esta exposição é ainda mais importante por si mesma.    Eventos como este são raríssimos e talvez não tenha tido a devida divulgação. 

"NVe Cisne Branco"

Eu ia escrever um texto cheio de informações e impressões sobre o evento mas prefiro poder publicar este artigo o mais rápido possível para incentivar a visita ao Píer Mauá. 

Fora do foco

Pra não dizer que falei de flores, sempre tem aquele que não perde a oportunidade para fazer propaganda política.  É uma pena mas isso não chega a arranhar a beleza do espetáulo.

Enfim, quem tiver a oportunidade de ir até lá não deve perdê-la.

Fotos: Grandes veleiros no píer Mauá, Mastro central do “Libertad” , NVe “Cisne Branco” e Fora do Foco (05/02/10, by Cariocadorio); Tudo pela pátria (05/02/10, by André Diniz)

PS: Mais fotos no link abaixo:
http://www.flickr.com/photos/cariocadorio1955/sets/72157623236663033/

Píer Mauá

2 de fevereiro de 2010

Veleiros no Píer Mauá

A presença dos veleiros das armadas sul-americanas no Píer Mauá bem como os navios de  cruzeiro atracados no cais dão a exata dimensão do potencial turístico e econômico da região do Porto do Rio de Janeiro.  Esta visão nos permite imaginar como ficará o porto do Rio de Janeiro após a implantação projeto do Porto Maravilha. Píers  perpendiculares ao cais permitirão a atracação simultânea de navios espetaculares que poderão ser vistos desde os jardins do reformado Píer Mauá. Este parque estaria livre da presença dos carros graças ao estacionamento subterrâneo projetado para a Praça Mauá.  (link do projeto da Porto Maravilha)

As confortáveis instalações do terminal marítimo, permitindo o desembarque, imigração e alfândega em vias suspensas facilitarão a vida do turista.  Lojas e restaurantes em áreas do porto providas de segurança e conforto incentivam o aumento dos gastos destes turistas no Rio de Janeiro.  Tornando-se uma atração por si mesmo, o terminal marítimo incentivará a procura do turismo por via marítima no Rio de Janeiro iniciando  assim um círculo virtuoso que durará enquanto a economia mundial o permitir.

 

Costa Mágica

Entre outros benefícios, o projeto do Porto Maravilha parece uma combinação perfeita entre a atração turística para estrangeiros e brasileiros associada ao lazer com custo mínimo para os cariocas.  

Mas de repente a gente acorda destas divagações sonhadoras e encara uma realidade menos promissora.  Observa que a beleza dos veleiros no píer Mauá só é possível porque a obra da primeira fase do projeto Porto Maravilha, anunciada em outubro passado, ainda não começou (link para “Praça Mauá – o renarcer” ).  Passados quatro meses a única coisa que se vê ainda é aquela enorme placa de 40 metros anunciando a obra em frente ao píer.  No final faz-se tudo correndo, a toque de caixa, materializando apenas uma pequena parte do que foi prometido e gastando cinco vezes mais do que o orçado.  E que se dane a qualidade.  Mas a inauguração será na data certa para que os políticos possam subir ao palanque.

A Placa

Não estamos aqui para jogar a toalha.  Este projeto é importantíssimo para o futuro do Rio de Janeiro.  Vamos acompanhá-lo buscando contribuir no que seja possível para que sua realização venha a beneficiar a cidade.

Fotos by CariocadorioVeleiros no Píer Mauá (Fev. 2010); Costa Mágica (Fev.2010); A Placa (Out.2009)  

Acidente em Ipanema

29 de janeiro de 2010
Top Top

O sucedido data de outubro de 1976, conforme indicado na moldura dos slides.  Voltava da faculdade com meus amigos Jaime e Dauro e, não sei por que cargas d’água, estava com uma câmera fotográfica. De repente demos de cara com o salseiro.  Pela quantidade de gente era provavelmente um sábado. A  irreverência da foto já mostra que isso não é coisa destes dias. Com o Dois Irmãos ao fundo e a saudosa carrocinha do Geneal à espreita, resolvemos registrar o fato gestualmente. Gesto esse que saiu de moda faz algum tempo. Hoje em dia, diante do quadro, com certeza nossa reação seria outra.

Opala no canteiro central

 Descemos do Opalão azul do Jaime (quem sabe do Corcel do Dauro ou ainda do Passat do meu pai) e fomos assuntar.  Felizmente não havia feridos com gravidade apesar da batida ter sido forte.  Não me lembro como aconteceu o acidente mas envolvia dois Passats, um Opala e uma moto. 

O Opala estava em cima do canteiro central de uma  Av. Vieira Souto novinha. Junto a ele, uma moto que estava estacionada jazia meio troncha. O Passat marrom bateu na traseira do outro que girou na direção da contra-mão e pegou fogo.  

Enquanto passa o Alfa Romeu 2300 ...

Os bombeiros não demoraram a chegar mas já não havia muito o que apagar.  Então aproveitaram para refrescar a rapaziada.     

Água pra refrescar

Como era típico naquela época,  levaram o “TKR” do Passat acidentado.  Se não foi logo depois do acidente já haviam levado antes.  Dá pra notar na foto o buraco no painel onde deveria estar o toca-fitas.     

Interior do Passat

 Há muitos detalhes interessantes nestas fotos. Os carros da época, as motos e as placas amarelas com duas letras e quatro números. As roupas dos banhistas, os penteados e  o uniforme do guarda. Vê-se ainda uma  paisagem da Av. Vieira Souto com poucas árvores e os sinais de trânsito sem a luz amarela. Tá bem, não mostra de frente mas dá pra notar que são duas luzes.  Pra quem não se lembra, o amarelo era substituído pelas luzes verde e vermelha acesas simultaneamente o que funcinava bem, na minha opinião.  Bom mesmo eram as placas atrás dos sinais para evitar que o sol ofuscasse a visão das luzes. 

Essa é uma pequena recordação da Av. Vieira Souto de trinta e poucos anos atrás.  Pelas fotos, não muito diferente de hoje.     Pra quem quiser se divertir desafiando a memória, ficam as perguntas:  

  • Em que esquina aconteceu o acidente? 
  • Qual o ano e o modelo dos carros que aparecem nas fotos?          

Passat marrom, cor típica na época

    Fotos by Cariocadorio: Acidente em Ipanema (1976)