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Minha história das Copas do Mundo

14 de maio de 2014

A cada quatro anos, nesta época, os canais de esporte se fartam de apresentar a história das copas do mundo. Filmes oficiais, clássicos das Copas, reportagens e por aí vai.  Tudo bem ver pela enésima vez o gol que o Pelé não  fez contra o Uruguai em 70, os dribles do Garrincha em 58 e o pênalti que o Baggio bateu pra fora em 94.  Mas o que dizer da fatídica final na França e dos gols do Paolo Rossi em 82?

Cada um tem suas preferências e sua própria história das copas do mundo.  Qual é a sua história? Onde é que você estava na final da Copa de 70?  Essa é fácil, mas na final de 86 fica mais difícil lembrar.  Aqui vai a versão do Cariocadorio.

Comecemos pela Copa de 50.  Para mim é aí que começa a história das copas apesar de que em 50 eu não fosse nem um lampejo de luxúria nos olhos dos meus pais. Mas não dá pra deixar de falar da grande catástrofe nacional: o Maracanazo.  Parece que foi ontem.

Maracanã, Jun/50

O palco foi este que aparece na foto, quase pronto para maltratar os brasileiros, vivos ou mortos, que contavam celebrar uma grande vitória.  A formidável campanha que nos iludiu com esta certeza teria sido a causa da derrota para o Uruguai na final.  Meu pai conta como foi a goleada sobre a poderosa Espanha da época, com o povo cantando nas ruas “eu fui às touradas de Madri” (clique para escutar com Carmen Miranda).

O goleiro Barbosa, injustamente lembrado como o símbolo desta derrota, sofreu por toda a sua vida.  Criminosos cumprem a suas penas (ou parte, ou apelam para a OEA como alguns mensaleiros) e depois ficam livres.  Barbosa não, sua pena foi perpétua e ele carregou até o túmulo nossa catástrofe nacional.

Copa de 54, Suiça

Em 1954, na Suíça, o Brasil ainda sofria as conseqüências da derrota anterior e caiu diante do (quase) invencível esquadrão húngaro.  Este, o grande favorito, foi derrotado na final pelos alemães, que conquistaram o seu primeiro titulo na base da tecnologia, perseverança e do cansaço dos adversários.

Faltavam então apenas quatro anos para o Brasil se livrar do complexo de cachorro vira-lata.

Pensamento de quem está ficando velho:  “Por que será que antigamente levava tanto tempo entre copas e hoje mal acaba uma e já começa a outra?”

A história das copas por Cariocadorio:
https://cariocadorio.wordpress.com/category/copas-do-mundo/

Fotos: Maracanã, Jun/50, (by Kléber, acervo pessoal Cariocadorio; proibida reprodução sem autorização prévia); Bandeira da Suiça (internet, open 4 group, downloads)
Nota: post reeditado com pequenas alterações. 

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Praia de Copacabana em 3 tempos

27 de maio de 2011

A imagem do entardecer na Praia de Copacabana é do dia 30 de maio.  O Brasil havia vencido a Costa do Marfim mantendo vivas as vãs esperanças na Copa de 2010.  Destacam-se as luzes que se acendiam, as camisetas amarelas e o telão FIFA instalado na praia.   

A Praia de Copacabana em 2002, vendo-se ao fundo a Praia do Leme e o Pão de Açúcar. À esquerda, a torre do Rio Sul.  Interessante que o Pão de Açúcar só se vê neste ângulo, não aparecendo nas outras duas fotos.

A foto em preto e branco é da década de 50. Pode-se ver a Av. Atlântica ainda estreita, antes do grande aterro hidráulico do início da década de 70 que aumentou a praia e permitiu alargar as pistas da Avenida.  O calçamento em pedras portuguesas que a fez famosa em todo o mundo data da década de 20.

Clique nas fotos para vê-las ampliadas. Para quem se interessar, qualquer busca na internet resultará em milhares de fotos de Copacabana. 

Fotos: Praia de Copacabana ao entardecer (30/05/10) by Cariocadorio; Copacabana em 2002, by Odervan Santiago e Copacabana na década de 50 são postais da Editora Melhoramentos.

2 de novembro de 2010

Vó … vem cá
Vem cá … vó

Corro, abro portas e janelas
Deixo que entre toda a primavera
Num aroma perfumado que se exala
Ei-la que surge, a criaturinha amada
Me desfaço do pranto,
Já não me sinto só
Quão sublime é ouvir
O nome de vó

Vó … vem cá
Vem cá … vó

Num alheio, dentro deste anseio
Afago seus cabelos, revoltos e desfeitos
Suas mãozinhas, as minhas entrelaçam
Vem ao meu encontro, num fervoroso abraço
Me desfaço do pranto,
Já não me sinto só
Quão sublime é ouvir
O nome de vó

Vó … vem cá
Vem cá … vó

Por Jenny,
dedicado aos netos

Jenny sobre a pedra rachada, Ibicuí, 1950

Foto: Jenny em Ibicuí (1950); acervo pessoal Cariocadorio, proibida a reprodução sem autorização prévia. 

História das Copas do Mundo

17 de abril de 2010

A cada quatro anos, nesta época, os canais de esporte se fartam de apresentar a história das copas do mundo. Filmes oficiais, grandes clássicos, reportagens com jogadores e por aí vai.  Tudo bem ver pela enésima vez o gol que o Pelé não  fez contra o Uruguai em 70, os dribles do Garrincha em 58 e o pênalti que o Baggio bateu pra fora em 94.  Mas o que dizer da fatídica final na França, dos gols do Paolo Rossi em 82 e do Argentina x Peru de 78?

Aqui e acolá cada um tem suas preferências e sua própria história das copas do mundo.  E você? Onde é que você estava na final da Copa de 70?  Essa é fácil, mas na final de 66 fica mais difícil lembrar.  Pegando uma carona nessa história, o Cariocadorio vai contar a sua versão. Comecemos de imediato pela Copa do Brasil. Para mim é aí que começa a história das copas apesar de que em 50 eu não fosse nem um lampejo de luxúria nos olhos dos meus pais. Mas não dá pra deixar de falar da grande catástrofe nacional: o Maracanazo.  Parece que foi ontem.

Maracanã, Jun/50

O palco foi este que aparece na foto, quase pronto para maltratar os brasileiros, vivos ou mortos, que lá estiveram pensando em celebrar nossa grande vitória.  A formidável campanha que nos iludiu com esta certeza teria sido a causa da derrota na final.  Meu pai conta como foi a goleada sobre a poderosa Espanha, com o povo cantando “eu fui às touradas de Madrid”.  A catástrofe se traduz no que sentiu o goleiro  Barbosa, provavelmente o homem que mais sofreu esta derrota. Todo criminoso cumpre a sua pena e depois fica livre mas ele não, sua pena foi perpétua e ele nunca se livrou dela.

Copa de 54, Suiça

Em 1954, na Suíça, o Brasil ainda sofria as conseqüências da derrota anterior e caiu diante do (quase) invencível esquadrão húngaro.  Este, o grande favorito, foi derrotado na final pelos alemães, que conquistaram o seu primeiro titulo na base da tecnologia, perseverança e do cansaço dos adversários.

Faltavam então apenas quatro anos para o Brasil se livrar do complexo de cachorro vira-lata.

Por que será que antigamente levava tanto tempo entre copas e hoje mal acaba uma e já começa a outra?

A história das copas por Cariocadorio:
https://cariocadorio.wordpress.com/category/copas-do-mundo/

Fotos: Maracanã, Jun/50, (by Kléber, acervo pessoal Cariocadorio; proibida reprodução sem autorização prévia); Bandeira da Suiça (internet, open 4 group, downloads)