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Rio de Janeiro, anos 60…mas onde?

11 de março de 2012

No baú de fotos da família há algumas preciosidades.  Algumas herdadas de gerações que já não estão aqui para explicar o que, onde ou quem.  Outras são relativamente recentes… Estas duas fotos são, provavelmente,  de algum lugar de Laranjeiras no início da década de 60.  Não me conformo em não identificar exatamente a localização.

  
Conto com os visitantes para saber a rua ou as ruas do Rio de Janeiro retratadas nestas fotos.  Qualquer dica é importante para ajudar na localização.  Por exemplo, que morro é aquele na primeira foto?

Fotos do acervo Cariocadorio, início dos anos 60.  Permitida a reprodução.

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Nova Friburgo, 1962

13 de agosto de 2011

Praça Dr. Derval Alberto Moreira e Av. Alberto Braune

Quando penso em Friburgo me lembro do lugar na serra que visitei quando criança e outras poucas vezes desde então… do clima frio que a faz especialmente diferente do Rio de Janeiro… da sua origem germânica…

Ao fundo os prédios de 1962

…da forma afetuosa como a ela se referem os que frequentam a cidade e, principalmente, das boas pessoas que de lá vieram e com quem convivi na escola e no trabalho aqui no Rio.  Um carinho especial pela família Cardinali com quem por tanto tempo tive o prazer de estar próximo.

(Nas fotos acima: o colégio São José no canto da esquerda se tornou um shopping)

Caledonia Valley

Do passeio em 1962 pouco me lembro mas não  esqueço do almoço no Caledonia Valley, um clube no meio da mata Atlântica.  Creio que ainda exista.

Nas últimas vezes que Friburgo apareceu nos noticiários foi para retratar a tragédia dos deslizamentos ocorridos em janeiro passado. A esta tragédia natural seguiram-se as patrocinadas pelos homens, com o já comum mal uso das verbas enviadas para a recuperação da cidade. Documentos foram forjados para beneficiar empresas, serviços foram pagos e não concluídos e por aí vai. 

Nada muito diferente das outras cidades serranas na mesma situação (veja aqui). Uma tragédia moral que se repete por todo o Brasil. Triste.

Av. Alberto Brasão

Ainda assim Nova Friburgo segue em frente como todo o país.

É interessante comparar as fotos de então com a cidade hoje para ver que alguns dos prédios seguem por lá.  A foto de 1962 retrata uma banda militar e, à direita, a loja “O Dragão” que, na foto atual, tem um nome bem menos interessante. 

Os mesmos prédios na esquina, 48 anos depois

Na internet a cidade está muito bem retratada no trabalho de Osmar de Castro que postou centenas de fotos da região. Quem quiser conhecer Nova Friburgo sem ir até lá basta clicar nos links abaixo:
Acervo Nova Friburgo
Nova Friburgo no Panoramio

Fotos de Nova Friburgo em 1962 do arquivo pessoal Cariocadorio; Fotos atuais de Osmar de Castro.

Teresópolis, 1962

29 de julho de 2011
Nas tardes de sábado ou domingo a família fazia passeios até a longínqua Barra da Tijuca ou pelo Alto da Boa Vista. Às vezes o pessoal arriscava um passeio mais longo. Mais raros, estes eram os meus favoritos.

DKW Vemag na Av. Brasil

Nestas ocasiões marcava-se encontro no início da Av. Brasil.  Era um local adequado para todos os que saíam do Rio de Janeiro vindos da zona norte ou da zona sul.  Naturalmente, uma coisa pouco recomendável para se fazer atualmente.

Vovô, grande incentivador destes passeios, era invariavelmente o primeiro a chegar.  

A Vemaguete 58 do Horácio em frente ao Bife Grande

Desta vez o destino era Teresópolis.  O que nunca saiu da minha memória deste passeio foi o restaurante no centro de Teresópolis: Bife Grande.  Ficava na avenida principal, a Feliciano Sodré, acho eu. Não creio que ainda exista.

Cariocadorio e o relevo típico de Teresópolis ao fundo

 

Dauphine, fuscas, aero e charangas

No início dos anos sessenta, com o progresso dos anos JK, as famílias de classe média podiam ter um carro e uma casa com os eletro-domésticos básicos sem problemas.  A educação não era exemplar mas o acesso à escola pública assegurava uma instrução razoável.  As escolas particulares tampouco eram a preço de universidade americana como são hoje.  Tipicamente, bastava o homem ter um emprego enquanto a mulher cuidava da casa para que a vida fosse razoavelmente tranquila para a família.   Passeios como este eram bem acessíveis para a classe média.

Águas limpas

 O passeio incluiu esta incursão a um rio de Teresópolis que, se estiver como os que conheço atualmente, não seria tão atrativo hoje em dia.   A poluição tomou conta dos rios da serra do estado que passam por dentro das cidades.

Embora precárias, as estradas tinham pouco trânsito o que diminuía os riscos. 
Era fácil o ir e vir sem o perigo de um grande engarrafamento na Av. Brasil, por exemplo, e muito menos um arrastão por aí.

Pelo álbum de fotos, concluo que voltamos por Petrópolis.  A estrada que liga Teresópolis a Petrópolis era famosa então pela beleza do visual e das hortências ao longo da via. Após 50 anos,  a estrada não mudou para melhor. Tradicionalmente mal cuidada, ficou ainda pior com o temporal do início do ano.   

Estrada Petrópolis-Teresópolis

Espero que Teresópolis, Friburgo e partes de Petrópolis afetadas pela calamidade do início do ano se recuperem logo.  Apesar de os nossos “homens públicos” roubarem até merenda de criancinha carente.

Fotos: Viagem a Teresópolis, 1962 (acervo pessoal Cariocadorio; proibida a reprodução sem autrorização)

Tela Redonda

14 de julho de 2010

Relíquias dos anos 50

Estamos em agosto de 1960.  Enquanto minha madrinha faz pose para a foto, o tio Maurício está muito mais preocupado com o jogo do Flamengo.  O radinho de pilha, coisa moderna na época, vai colado ao ouvido.

Na época esta foto foi apenas mais uma do dia do meu aniversário. Hoje ela  nos traz algumas relíquias.  Começando pelo tradicional telefone preto, passando pelo radinho da marca Spika e chegando às estrelas da companhia. 

Uma típica rádio-vitrola em que vagamente me recordo de ter ouvido tocar uns velhos discos de 78 rpm e a formidável televisão Zenith, tela redonda, que não me lembro de ter visto outra igual. Nesta TV desfilaram artistas renomados como o Pica-pau, a Tartaruga Touché, Lippy o leão e a hiena Hard Rá-Rá (Oh céus, oh vida, oh azar!), o Super Homem e o meu favorito National Kid.  Tinha ainda o programa de tia Fernanda que apresentava os flautistas “Bicudo e Bicudinho”. Um deles era o Altamiro Carrilho.    

Esta TV durou bastante. Os tempos eram difíceis e não dava para comprar uma nova.  No final era um sacrifício assistir os programas favoritos.  Primeiro tinha que esperar até que esquentasse.  Enquanto isso dava pra ouvir o Altemar Dutra cantando “o Trovador” no Rio Hit Parade da TV Rio. Ver era mais difícil.  Depois, a toda hora os controles de vertical e horizontal tinham que ser acionados para parar a imagem.  O problema era em um tal de flyback, seja lá o que isso fosse.  

Finalmente a heróica Zenith foi aposentada e em seu lugar chegou uma Telefunken. Totalmente sem graça mas funcionava muito bem.  Junto com a Copa de 74 chegou uma Philco a cores, 24 polegadas se não me engano.   Tempo de milagre brasileiro …

Pesquisando na internet encontrei o modelo da foto, praticamente igual, no site “Television History” que lista diversas TVs em ordem cronológica:
http://www.tvhistory.tv/1950-59-ZENITH.htm

Foto: Relíquias dos anos 50 (agosto de 1960); acervo Cariocadorio, proibida a reprodução sem autorização prévia.