Posts Tagged ‘cães’

Meg, uma doce criatura

24 de maio de 2014
Meg

Meg

Meg era uma destas criaturas que parecem estar fora de seu ambiente na Terra de tão boas que são. Seu porte físico de pastor alemão contrastava com a doçura do seu olhar e a bondade de suas atitudes.  Tenho a impressão de que se humana fosse, Meg seria alguem como a Madre Teresa de Calcutá.

Quando a bebê Ruby chegou, Meg abraçou a pequena intrusa com o carinho de mãe que nunca fora. A agitadíssima boxer alegrou a velhice da Meg.

"Mamãe" Meg e Rubi

“Mamãe” Meg e Ruby

Já bem velhinha sofreu com a fraqueza das pernas traseiras. Ficou rabugenta mas até nisso era boa.  Às vezes latia de ciúmes da outra sem jamais ser agressiva.

Esta semana finalmente se foi.

Megs como esta são criaturas raras na Terra e cada uma que se vai diminui o já carente estoque de bondade do planeta.  Espero que Deus tenha tido o cuidado de colocar outra Meg na Terra.

 

Fotos by Cariocadorio: Meg na piscina; Meg e Rubi (2010)

 

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Ruby

12 de julho de 2010

Ruby

De repente alguem chegou com a novidade:
“Você quer uma cadelinha boxer que a mãe está começando a rejeitar?”
“Claro que não”,  foi uma resposta fácil e rápida.
Como uma imagem vale mais que mil palavras, a conclusão deste diálogo está na foto. 

E assim chegou a Ruby que logo foi levada para conhecer a Meg (aqui), dona da casa há mais tempo que nós.  Recém saída de uma cirurgia a Meg recebeu muito bem a nova companheira.  Pode-se dizer que a adotou como o filhote que nunca teve.

Meg e Ruby

Depois veio uma conversa de que boxer tem que cortar o rabo.  Eles crescem e o rabo fica desproporcional e deselegante.  Felizmente ficou só na conversa. Ninguém pergunta pro bicho se ele está preocupado com a “elegância” ou se prefere ficar inteiro.  Cometem-se atrocidades com animais em nome da estética humana. Cachorros e gatos são os que mais passam por essas alterações que às vezes os agridem funcionalmente. 

O nome dos bichos também é uma questão interessante.  Por que será que tem tanto nome de bicho em inglês?  Certamente tem a ver com ídolos de cinema e uma certa dominação cultural.  O brasileiro tem fascinação por inglês nas coisas mais simples. Os marqueteiros sabem disso e preferem “sale” e “delivery” aos similares nacionais.  Tem até “rebolation”…

Pensei que ela poderia chamar-se como um ídolo brasileiro: Ivete, Vanessa ou Claudia Leite, assim, com nome e sobrenome. Alguém sugeriu Ruby e  pegou rapidinho. 
No further questions…

Fotos by Cariocadorio: Meg e Ruby, junho 2010.

Um dia, um cão

22 de novembro de 2009

Depois de muito pensar decidimos ter uma casa na serra. Tranquilidade, esportes e um clima mais gostoso que o calor do Rio de Janeiro fazem muito bem para recarregar as baterias no fim de semana.  Encontramos uma casa  do jeito que queríamos.  Um pouco mais do que podíamos mas ainda assim fechamos o negócio. 

Meg atenta

Durante as negociações avisei ao proprietário que não poderíamos ficar com o caseiro e muito menos com o cão.   Conversa daqui e dali e ele nos convenceu que o Sr. Daniel  era ótimo e que valia a pena ficar também com o cão. Decidimos, em comum acordo com o Sr.Daniel, fazer uma experiência. 

 E lá estava eu com um segundo animal doméstico.  Uma gata (Tai, de “Um dia, um gato“) e  um cão.  Para não fugir da regra o cão é uma cadela, que atende pelo nome de Meg. Quer dizer, atende quando o Sr. Daniel manda, porque os donos da casa conseguem muito pouco com ela.  

A Meg é um pastor alemão que já vai para os seus 8 anos de idade. Tem sempre um ar um pouco triste, exceto talvez quando late ferozmente para os raros transeuntes daquela rua tranqüila.  Ela impõe respeito mas é extremamente afetuosa e carente da  companhia de humanos.  

Meg Tristonha

Quando o Sr. Daniel não está ela invariavelmente penetra na casa.  No início ainda conseguíamos que nos atendesse um pouco mas a Meg logo aprendeu que não podemos com ela.  Entra rápido e se joga no chão.  Quanto mais a gente tenta tira-la do lugar mais ela se ancora de alguma forma.  Já tentei arrastá-la pela coleira mas o bicho é muito pesado e além disso tem um bocão cheio de dentes.  Não acredito que vá  usar contra mim mas prefiro não abusar da certeza.  Certa vez neste processo de arraste ela simplesmente se agarrou na porta com as partas dianteiras. 

Mas sua maior arma é aquele olhar que pede para deixá-la onde está.  Eu não me deixo impressionar por isso mas acabo concordando que fique.  Só pra não contrariar a esposa, é claro.   A Meg é um ser boníssimo … e já faz parte…

Meg Tranquila

Fotos by Cariocadorio, Meg (novembro de 2009) 

Um dia, um gato

19 de outubro de 2009

Se ir ao cinema não é alguma coisa que eu faça com freqüência, este definitivamente não é o programa favorito do meu irmão.  Ainda assim, como quase todo mundo,  temos os nossos filmes preferidos.  Ele sempre menciona um filme dos anos 60 de cujo nome tomo emprestado o título deste post. O tal gato tinha o terrível poder de mudar a cor da pessoa que ele olhava, deixando de alguma forma exposto o seu caráter.  Imagina soltar o tal bichano no congresso nacional… 

O gato desta história é diferente.  Nem mesmo é um gato e sim uma gata que atendia pelo nome de Tigue.  Atendia é maneira de se dizer  porque, como é usual nestes bichos, a Tigue só atendia quando era do interesse dela.  

Picture 026Após alguns anos de resistência eu cedi aos demais membros da família e permiti que adquirissem um gato. Não sem antes estabelecer os limites para a vida do bichano, onde ele poderia ir ou não, a que horas etc.   Além disso, me garantiram que gato só faz suas necessidades no local apropriado o que provou ser verdade.  Mas ilusão minha achar que alguém impõe limites  a um gato.  A Tigue sempre freqüentou os lugares da casa que ela queria.  Miava pra entrar ou pra sair e algum humano dela acabava abrindo a porta.  Fomos muito bem ensinados.

Na primeira vez que ela entrou no cio o pessoal estava fora e eu passei uma noite em claro agüentando altíssimos e roucos miados. No cio seguinte decidimos arranjar um gato pra ela.  Não deu certo, eles não se entrosaram.   Do alto dos seus 12 anos de idade minha filha concluiu que precisávamos de um gato mais experiente. Funcionou.  Vários meses depois a Tigue deu a luz a cinco gatinhos que, uma vez amamentados e crescidinhos, foram sendo distribuídos. 

Ela tinha uma relação particular com cada um, este interessante animal que gera ódios e paixões.  Aprendi várias coisas com este convívio.  Sobre pessoas e animais.  Tenho certeza de que ela foi importante para a formação das crianças.  Não esperava sentir tanto como aconteceu quando a Tigue se foi.  De qualquer forma continuo não sendo favorável a ter animais dentro de um apartamento.  Apesar da saudável experiência, decidi que não teríamos outro bicho. 

Não atende pelo nome de Tai a nova gata da casa

Não atende pelo nome de Tai a nova gata da casa