Posts Tagged ‘CBF’

Copa da África do Sul, 2010 (Maradunga)

25 de junho de 2014

A Copa de 2010 na África do Sul ficou longe de ter a  sonhada final sul-americana. Brasil e Argentina tinham muitas coisas em comum e chegaram exatamente ao mesmo lugar.  Ambos tinham como técnicos ex-jogadores,  campeões do mundo, mas com experiência zero na função.

Pra que lado agora?

Ambos procuraram fazer crer que estavam no caminho certo.  Dunga apregoava a eficiência do seu “método”. Maradona usava a propaganda ufanista baseada no seu próprio prestígio aliado a ter, sem dúvida, o melhor elenco.  Seus resultados, porém, eram pífios até ali.

Maradona, com seu vedetismo e idolatria argentina, e Dunga, com seus ataques de raiva, agressões e modelitos da filha à beira do campo, estavam mais preocupados com seus egos do que com suas funções.

Ficaram estupefatos diante da adversidade definitiva e, do alto da sua inexperiência, não tiveram resposta quando o adversário lhes impôs um nó tático incapaz de ser superado pela genialidade de seus jogadores, no caso da Argentina, e pelas fracas opções disponíveis no caso do Brasil.

?????????????????????????

Seguem as semelhanças: como auxiliares, Maradona tinha Mancuso, o amigo de todas as horas, das festas e das noitadas. Dunga, na sua obsessão por controle, tinha em Jorginho um capataz religioso. Um e outro tão carentes de experiência quanto seus chefes.

Assim, Brasil e Argentina perderam para europeus nas oitavas-de-final.

Com tantas coisas em comum, por caminhos diversos, Brasil e Argentina perderam exatamente como era de se prever.
A Argentina pela falta de organização do seu elenco de craques e pela sua defesa ruim, frutos da incapacidade do seu treinador.
O Brasil pela previsibilidade de suas ações, pela falta de recursos por ter um bando de cabeças de área e de bagre no banco e pelo nervosismo do time em campo, reflexo do que via no seu comando.

A derrota, entretanto,  começou a ser desenhada muito antes da Copa do Mundo. Culpar jogadores e treinadores é equivocado. O erro está na  condução do futebol, reflexo do que somos como países. Dunga e Maradona foram guindados à posição de treinadores dos selecionados nacionais sem experiência alguma para tal.  O mesmo acontece com administradores de nossas instituições, cidades e estados.

Ricardo Teixeira tem poderes absolutos na condução do futebol no Brasil. Administra as fortunas que passam em suas mãos da mesma forma que determina quem será o próximo treinador da seleção.  Interesse pessoal. O presidente da CBF se perpetua no poder eleito por presidentes de federações que o fazem da mesma forma.  Protege daqui, beneficia dali e “é dando que se recebe” vão se mantendo à frente da maior paixão nacional.

Ninguém deveria ficar mais que oito (4 + 4) anos no comando de qualquer entidade esportiva brasileira.  A perpetuação dos mesmos dá margem para muita coisa ruim, muita roubalheira.

Mas diante da anarquia moral em que vivemos neste país, perder uma copa do mundo é o menos importante.

Quanto aos resultados da Copa de 2010, parabéns para os espanhóis, um povo que vive intensamente o futebol e que finalmente vê sua seleção brilhar internacionalmente. Méritos para o Uruguai, que volta ao cenário internacional depois de tantos anos de ostracismo.  Para os anfitriões, resta saber o que fazer com os estádios que construíram para a grandeza da FIFA.

Artigo de 2010, re-editado para “A história das copas por Cariocadorio”:
https://cariocadorio.wordpress.com/category/copas-do-mundo/

Fotos obtidas na Internet

Anúncios

Flamengo, 2012 promete

8 de janeiro de 2012

Promete ser igual ou pior que o ano passado. 
Enquanto os demais times buscam reforços para as diversas posições, o Flamengo concentra-se em dois jogadores caríssimos que, como já está mais do que provado, não resolvem coisa alguma.  Primeiro porque duas ou três andorinhas não fazem verão e segundo porque não estão jogando nada mesmo.  O Thiago Neves pode até voltar a jogar mas o outro está mais preocupado em ganhar a sua grana e se divertir nas noites, dias e tardes cariocas.  Não o culpo, afinal ele é muito bem pago pra isso.

1955: segundo tri-campeonato carioca do Flamengo

Esta situação é muito conveniente para o teinador estrela decadente que, faz tempo, vive de passado, factóides e frases de filósofo de botequim.  Sem reforços, o que promete é manter o time na Libertadores  e ganhar um título.  Em 2011 foi um desprestigiado Campeonato Carioca.  Este ano deve valer até um quadrangular em Cachoeiras de Macacu, provavelmente numa difícil decisão contra o combinado local (que me perdoem os macacuenses).

Antes de exigir títulos há que exigir uma participação séria e profissional nos campeonatos.  Títulos serão uma consequencia de um trabalho digno do tão querido manto sagrado. 

O que definitivamente não se pode aceitar é esta farsa que só faz sentido para aqueles que se apoderam e tiram proveito de uma marca da grandeza e do valor do Flamengo.   Não é muito diferente do que acontece com os demais clubes brasileiros e, mais ainda, federações estaduais e confederação brasileira. Só que há anos o Flamengo tem sido um exemplo de incompetência e politicagem. 

Depois, a gente aqui na “terra do futebol” fica de boca aberta com o Barcelona.  Antes havia sido o Real Madrid.  Não há mistério para o sucesso espanhol,  só muito trabalho e competência por anos a fio.  Tem mais, lá as torcidas pagam o ingresso que ajuda a sustentar o clube.  Aqui as “organizadas” vivem deles.

O pior é que na hora “H” acabo torcendo como sempre…

Foto: 55, o ano do tri (by Cariocadorio)
Nota: camisa da Liga retro.

Tristeza flamenguista

13 de novembro de 2011

É muito triste torcer para um time que demonstra em campo todo o desacerto de administrações pouco comprometidas com o clube. Tem sido assim há muito tempo com o Flamengo.  Mesmo nas vitórias.

É muito triste ver que contratações de comissão técnica e jogadores seguem critérios nebulosos. O que achar desse   Luxemburgo, misto de vedete ultrapassada e treinador decadente com um histórico de vitórias (há muito tempo atrás) e polêmicas em torno das boas intenções das suas decisões técnicas? 

É muito triste torcer para um time que tem na figura do Sr. Ronaldo de Assis Moreira seu maior ídolo.  Há muitos anos no ocaso da carreira, Ronaldinho Gaúcho é mais preocupado com sua promoção pessoal que com o clube.  Há inúmeros exemplos de sua falta de profissionalismo, demonstrada dentro e fora do campo. 

No campo, além das pífias atuações, demonstra uma falta de caráter imperdoável.  São incontáveis as vezes que atinge covardemente seus adversários para depois, sem um pingo de vergonha na cara, pedir desculpas como se fosse um lance acidental.  Enganam-se aqueles que acreditam que seja reação às faltas que recebe dos adversários.  Não, a agressão é conseqüência da frustração com o seu fraco desempenho, presa fácil de marcadores que, com imperdoável ousadia, impedem que faça suas jogadas de efeito circense e pouca objetividade. 

Enganam-se também os que acreditam que Ronaldinho “joga quando quer”.  Acostumou-se tanto a “não querer” que hoje o jogo não vem nem quando quer.  Não estou falando de uma ou outra jogada de efeito nem mesmo um ou outro gol ou assistência.  Afinal, precisa compensar os momentos em que fica escondido no campo ou quando mata a bola para o adversário, como no gol do Coritiba nesta tarde. Falo de um campeonato bem jogado, algo que justifique seu salário.  

É muito triste torcer para um Flamengo de pequenos escândalos diários, de grandes dívidas impagáveis, de efêmeros ídolos de barro, todo desarrumado em campo, com uma defesa esburacada e sem chutar pra gol.  

Quando teremos novamente ídolos da dimensão profissional de um Adílio, de um Andrade ou de um Zico?

Pior ainda é a seleção brasileira cujos dirigentes não dão a mínima pra futebol, aliás, eles detestam futebol… certamente não estariam nem perto dele se houvesse outra forma de ter tanto poder e dinheiro.

Copa de 2010, África do Sul (Maradunga)

31 de julho de 2010

Tempo para uma reflexão tardia sobre a Copa de 2010 na África do Sul onde ficou longe a final sonhada por argentinos e brasileiros.  É muito interessante como estas coisas acontecem. Brasil e Argentina tinham muitas coisas em comum e chegaram exatamente ao mesmo lugar.

Ambos tinham como técnicos ex-jogadores, campeões do mundo, com experiência zero na função.

Ambos procuraram fazer crer que estávamos no caminho certo.  Dunga apregoava a eficiência do seu “método”, afinal de contas bem sucedido até aquele momento.   Maradona preferia uma propaganda ufanista baseada no seu próprio prestígio e carisma aliado a ter, sem dúvida alguma, o melhor elenco.  Os resultados, porém, eram pífios até ali.

Maradona, com uma enorme ânsia de vedetismo e monopolização das atenções, e Dunga, com suas grosserias contra tudo e contra todos, seus ataques de raiva e excessos nos modelitos à beira do campo, pareciam mais preocupados com seus egos do que com suas funções de treinadores.    

Ambos ficaram estupefatos diante da adversidade definitiva e, do alto da sua inexperiência, não tiveram resposta quando o adversário lhes impôs um nó estratégico incapaz de ser superado pela genialidade de alguns de seus jogadores, no caso da Argentina, e pelas  opções de jogo no caso do Brasil.  

Como auxiliares, Maradona tinha Mancuso, o amigo de todas as horas, do futebol, das festas e das noitadas, enquanto Dunga, na sua obsessão por controle, tinha um capataz na figura de Jorginho.  Um e outro tão carentes de experiência como seus chefes.   

Argentinos e brasileiros pouco podiam esperar de suas equipes antes de começar a copa. Após os primeiros jogos, vendo que não tinha nenhum bicho papão, passaram a acreditar em uma fantástica final sul-americana.

Ambos perderam para europeus nas oitavas-de-final.  Seus grandes destaques, Messi e Kaká, renderam abaixo do esperado.

Com tantas coisas em comum, por caminhos diversos, Brasil e Argentina perderam exatamente como era de se prever.    
A Argentina pela falta de organização do seu elenco de craques e pela sua defesa ruim, frutos da incapacidade do seu treinador.
O Brasil pela previsibilidade de suas ações, pela impossibilidade de tentar alguma coisa diferente ao ter no banco um bando de cabeças de área e de bagre (alguns deles no ocaso das suas carreiras) e pelo nervosismo do time em campo, reflexo do que via no seu comando fora dele.   

Mas pouco importa a atuação de Brasil e Argentina na Copa. Mais importante é discutir como isto nos afeta como país que pretende ser civilizado algum dia. 

A derrota brasileira  (creio que a argentina também) começa a ser desenhada muito antes de uma Copa do Mundo. Culpar jogadores e treinadores é equivocado. O erro está na forma como se conduz o futebol nestes países, reflexo do que somos como países. Disto resultou em treinadores de primeira viagem como Dunga e Maradona serem guindados à posição de treinadores dos selecionados nacionais sem experiência alguma para tal.  Acontece com treinadores, administradores de nossas instituições, cidades e estados.

O responsável pela entidade máxima do futebol brasileiro tem poderes absolutos na condução do futebol no Brasil. Administra fortunas em suas mãos da mesma forma que determina quem será o próximo treinador da seleção.  O presidente da CBF se perpetua no poder eleito por um grupo de federações cujos presidentes o fazem da mesma forma.  E neste jogo de protege daqui beneficia dali e é dando que se recebe vão se mantendo à frente da maior paixão nacional.  Nem o presidente da república nem o congresso nacional têm influência sobre o futebol. 

Deveria ser simples assim: nenhum indivíduo poderia ficar mais de 8 anos no comando da entidade máxima do futebol brasileiro, o mesmo valendo para os presidentes de federação, do Comitê Olímpico Brasileiro e qualquer federação de esporte.

A perpetuação dos mesmos nestes cargos dá margem para muita coisa ruim, muita roubalheira. Mas diante da anarquia moral em que vivemos neste país, perder uma copa do mundo é o menos importante.

No mais, parabéns para os espanhóis, um povo que vive intensamente o futebol e que finalmente ve sua seleção brilhar internacionalmente. Méritos para o Uruguai, que volta ao cenário internacional depois de tantos anos de ostracismo.  Para os anfitriões, resta saber o que fazer com os estádios que construíram para a grandeza da FIFA.  

Incorrigível, ainda quero um “Brasil x Argentina” na final da copa do mundo, quem sabe no Maracanã, com vitória da selação nacional.