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Fair-Play é o cacete, Sr. Blatter

16 de junho de 2013

130615 brasil-2014[1]O Sr. Joseph Blatter ainda não entendeu que a maracutaia entre a FIFA e a raça política brasileira excedeu os limites. Mas que limites? Este senhor está acostumado a todos os tipos de sacanagens internacionais.  A FIFA jamais explica as jogadas ilícitas em que participa no mundo todo.  O Brasil não foi escolhido por acaso para sediar a Copa e as Olimpíadas.  Aqui temos o ambiente perfeito para jogadas campeãs de corrupção. Um esquema infalível para ambos os lados. 

Foi emblemático o episódio no estádio Mané Garrincha na abertura da Copa das Confederações. Diante da sonora vaia para a presidente do país, o Sr. Blatter teve a cara-de-pau de reclamar de quem vaia este conluio:

“Amigos do futebol brasileiro, onde estão o respeito e o fair-play, por favor?”, disse o Sr. Blatter.

130615 Joseph-Blatter-300x199Fair-play é o cacete, Sr. Blatter… Onde está o fair-play quando se constroem estádios pelo dobro do valor razoável? Onde está o fair-play quando se adotam 12 sedes em vez das 8 necessárias só para gastar mais?  Onde está o fair-play nas suas associações com dirigentes de países terceiro mundistas, dirigentes das CBFs da vida e políticos brasileiros? Onde está o fair-play quando tudo isto é feito para que a população que financia as obras superfaturadas veja os jogos nos telões das praças?
E ai de quem precisar de assistência médica porque a grana dos hospitais está metade nas “arenas” e a outra metade em bolsos indevidos.

E antes que eu me esqueça, arena é o cacete.  O nome destes elefantes brancos é estádio de futebol.  

As demonstrações de indignação da população já chegaram tarde.  É hora de dar um basta a esta política de Panis et Circensis. Que o mundo todo saiba o que se passa por aqui, com a conivência e a chancela internacional da “menos transparente” das entidades internacionais, a FIFA.  

Imagens obtidas na internet.

Que se danem as Olimpíadas

18 de janeiro de 2013

Que se danem as Olimpíadas e a Copa do Mundo e junto com eles a FIFA, a CBF, o COB e os políticos de turno. E que se danem os turistas que vêm para estes eventos. 

Chega de ler e ouvir que o Rio não está preparado para a Copa e para as Olimpíadas. Que o aeroporto do Galeão (recuso-me a chamar aquela porcaria com o nome de um dos maiores compositores que a humanidade já conheceu) não vai aguentar, que a segurança é muito ruim, que o trânsito é caótico, que a infraestrutura não suporta tantos turistas e que vai ficar pior nestes eventos.  Pois que se danem os visitantes.  

O problema do Rio de Janeiro é não estar preparado para nós que moramos aqui.  Para nós que precisamos ir para o trabalho todos os dias.  Que saímos e chegamos em casa pelas estradas e aeroportos da nossa cidade. O Rio de Janeiro deveria estar sempre bem, independente de qualquer mega evento.  
Lembram do legado que nos deixou o Pan de 2007?  Pois é, nada.

Partida da raia de remo na Lagoa. Feito para o Pan, hoje destroços boiando.

Partida da raia de remo na Lagoa. Feito para o Pan, hoje destroços boiando.

Hospital São Francisco de Assis...vergonha

Hospital São Francisco de Assis…vergonha

Quero um Rio de Janeiro formidável para nós que vivemos aqui. 

Quero hospitais públicos que funcionem e escolas decentes para nossas crianças.  Paguemos melhor a médicos e professores e menos para políticos e seus assessores nomeados à vontade.  Quero aeroportos minimamente bem administrados.  Não adianta gastar fortunas em obras. Se continuarem administrados assim serão sempre a imagem do caos. 

Caos no Galeão

Caos no Galeão

Quero obras de infraestrutura para todos e não somente para a Barra da Tijuca.  Botafogo é Rio de Janeiro há mais de 300 anos e não vai levar nada.  Vai continuar intransitável antes, durante e após as Olimpíadas. Enquanto a Barra de apenas 40 anos e grandes interesses está recebendo de tudo.  Não se assustem se vier a ser um município independente do Rio após as Olimpíadas.

O que não precisamos são prédios de 50 andares para “viabilizar” projetos de infraestrutura porque eles inviabilizam a cidade. O que não precisamos são obras mal acabadas, Porto Maravilha que tem que ser feito 3 vezes porque o Paes quis inaugurar com a Dilma, teto de túnel que desaba mal comece a operar e elevado quase caindo por falta de manutenção.  Aliás, como é que vão resolver isto “para as Olimpíadas”?

Quero polícia decente nas ruas, nenhum morador em área de risco, drenagem pra não inundar tudo assim que caem uns pinguinhos (em 80% dos casos basta desentupir os bueiros da rede pluvial), transporte decente pra todo mundo e cadeia para quem merece. 

Por falar em cadeia, um recado meio atrasado para aquele Ministro:
As cadeias brasileiras são do mesmo padrão das escolas e dos hospitais.  Se o senhor prefere morrer a ir pra cadeia, então a escolha é sua.  Quem precisa do hospital quer viver. Consertemos primeiro as escolas e haverá menos bandidos nas ruas. Assim vai sobrar espaço para os seus amigos de Brasília ficarem bem acomodados ou, se preferirem, morrerem a vontade.  

Com governos decentes, sem “Deltas”  e sem “Trump Towers”, viveremos bem e poderemos receber turistas o ano inteiro e todos os anos, como é a vocação desta tão mal cuidada Cidade Maravilhosa.  Aí então, que venham os mega eventos.

Igreja da Penha

Igreja da Penha

Fotos: Partida do Remo na Lagoa (outubro 2012), Caos no Galeão (maio 2012) e Igreja da Penha (dezemro 2010) by Cariocadorio; Hospital Sáo Francisco de Assis (março 2011) do site Museologando.

Flamengo, 2012 promete

8 de janeiro de 2012

Promete ser igual ou pior que o ano passado. 
Enquanto os demais times buscam reforços para as diversas posições, o Flamengo concentra-se em dois jogadores caríssimos que, como já está mais do que provado, não resolvem coisa alguma.  Primeiro porque duas ou três andorinhas não fazem verão e segundo porque não estão jogando nada mesmo.  O Thiago Neves pode até voltar a jogar mas o outro está mais preocupado em ganhar a sua grana e se divertir nas noites, dias e tardes cariocas.  Não o culpo, afinal ele é muito bem pago pra isso.

1955: segundo tri-campeonato carioca do Flamengo

Esta situação é muito conveniente para o teinador estrela decadente que, faz tempo, vive de passado, factóides e frases de filósofo de botequim.  Sem reforços, o que promete é manter o time na Libertadores  e ganhar um título.  Em 2011 foi um desprestigiado Campeonato Carioca.  Este ano deve valer até um quadrangular em Cachoeiras de Macacu, provavelmente numa difícil decisão contra o combinado local (que me perdoem os macacuenses).

Antes de exigir títulos há que exigir uma participação séria e profissional nos campeonatos.  Títulos serão uma consequencia de um trabalho digno do tão querido manto sagrado. 

O que definitivamente não se pode aceitar é esta farsa que só faz sentido para aqueles que se apoderam e tiram proveito de uma marca da grandeza e do valor do Flamengo.   Não é muito diferente do que acontece com os demais clubes brasileiros e, mais ainda, federações estaduais e confederação brasileira. Só que há anos o Flamengo tem sido um exemplo de incompetência e politicagem. 

Depois, a gente aqui na “terra do futebol” fica de boca aberta com o Barcelona.  Antes havia sido o Real Madrid.  Não há mistério para o sucesso espanhol,  só muito trabalho e competência por anos a fio.  Tem mais, lá as torcidas pagam o ingresso que ajuda a sustentar o clube.  Aqui as “organizadas” vivem deles.

O pior é que na hora “H” acabo torcendo como sempre…

Foto: 55, o ano do tri (by Cariocadorio)
Nota: camisa da Liga retro.

Tristeza flamenguista

13 de novembro de 2011

É muito triste torcer para um time que demonstra em campo todo o desacerto de administrações pouco comprometidas com o clube. Tem sido assim há muito tempo com o Flamengo.  Mesmo nas vitórias.

É muito triste ver que contratações de comissão técnica e jogadores seguem critérios nebulosos. O que achar desse   Luxemburgo, misto de vedete ultrapassada e treinador decadente com um histórico de vitórias (há muito tempo atrás) e polêmicas em torno das boas intenções das suas decisões técnicas? 

É muito triste torcer para um time que tem na figura do Sr. Ronaldo de Assis Moreira seu maior ídolo.  Há muitos anos no ocaso da carreira, Ronaldinho Gaúcho é mais preocupado com sua promoção pessoal que com o clube.  Há inúmeros exemplos de sua falta de profissionalismo, demonstrada dentro e fora do campo. 

No campo, além das pífias atuações, demonstra uma falta de caráter imperdoável.  São incontáveis as vezes que atinge covardemente seus adversários para depois, sem um pingo de vergonha na cara, pedir desculpas como se fosse um lance acidental.  Enganam-se aqueles que acreditam que seja reação às faltas que recebe dos adversários.  Não, a agressão é conseqüência da frustração com o seu fraco desempenho, presa fácil de marcadores que, com imperdoável ousadia, impedem que faça suas jogadas de efeito circense e pouca objetividade. 

Enganam-se também os que acreditam que Ronaldinho “joga quando quer”.  Acostumou-se tanto a “não querer” que hoje o jogo não vem nem quando quer.  Não estou falando de uma ou outra jogada de efeito nem mesmo um ou outro gol ou assistência.  Afinal, precisa compensar os momentos em que fica escondido no campo ou quando mata a bola para o adversário, como no gol do Coritiba nesta tarde. Falo de um campeonato bem jogado, algo que justifique seu salário.  

É muito triste torcer para um Flamengo de pequenos escândalos diários, de grandes dívidas impagáveis, de efêmeros ídolos de barro, todo desarrumado em campo, com uma defesa esburacada e sem chutar pra gol.  

Quando teremos novamente ídolos da dimensão profissional de um Adílio, de um Andrade ou de um Zico?

Pior ainda é a seleção brasileira cujos dirigentes não dão a mínima pra futebol, aliás, eles detestam futebol… certamente não estariam nem perto dele se houvesse outra forma de ter tanto poder e dinheiro.

Amigos em Interlagos, 1975

8 de janeiro de 2011

Avalone-Chrysler de Pedro Mufato

Amigos não se encontram em cada esquina.  Não adianta procurar, amigos apenas acontecem. E só percebemos  depois de algum tempo.  O mesmo tempo que, junto com os caminhos da vida, nos afasta depois. 

Maverick (Div. 1)

Aquela amizade foi irrigada pela paixão pelo automobilismo.  Não havia muita gente por perto com real interesse pelo esporte a motor.  Para a  maioria o automobilismo se limitava ao Emerson Fitipaldi. A gente reverenciava o ídolo mas queria ver corridas acontecendo no Brasil, com carros feitos aqui e pilotos brasileiros.  Neste cenário, imagina o prazer de estar perto de um potente Maverick V-8 e de dar uma empurradinha em um protótipo Avalone-Chrysler.

Acompanhávamos juntos o automobilismo brasileiro desde os tempos do antigo Autódromo Internacional do Rio de Janeiro (aqui).  Tinhamos ido a todas as corridas de F1 em Interlagos mas aquele festival de velocidade, entre fórmulas, carros de turismo  e protótipos nacionais, era muito especial.   

Amigo em Interlagos, 1975

Mesclavam-se gerações de grandes pilotos.  A bordo do protótipo Berta, ninguém menos que o ótimo Luiz Pereira Bueno.  A fórmula Super Vê era a grande atração trazendo nomes como Alfredo Guaraná Meneses, Chiquinho Lameirão, Marcos Troncon, José Pedro Chateubriand e outros.   Tinha até mecânico de F1 na Super Vê.  Como se não bastasse tanta gente competente, ao volante de um Polar,  começava a se destacar um jovem Nelson Piquet Souto Maior, iniciando sua caminhada rumo ao topo do automobilsmo mundial. 

Até onde iria esse cara?

Naquele fim de semana em Interlagos celebrávamos, sem saber, o auge de uma amizade que segue até hoje,  embora à distância.  Celebrávamos também um dos maiores momentos do automobilismo brasileiro. 

Fotos : Avalone Chrysler de Pedro Mufato, Amigo em Interlagos e  Nelson Piquet no Polar fórmula Super Vê  (by Cariocadorio);  Maverick V8 da equipe Mercantil Finasa Motorcraft (by Geraldo).  Interlgos 1975.  

Copa de 74, Alemanha

13 de maio de 2010

A  primeira copa ao vivo e a cores não nos trás boas lembranças.  Fazia frio no Rio de Janeiro e eu não via  meios de aprender Cálculo III.  A matéria já era difícil e o professor não ajudava.  Aquele time meio envelhecido de 70 e mal renovado também não.  Rivelino que era o astro parecia um possesso e o PC Caju estava mais preocupado em ir para o Olimpique de Marseille.

Tinha que estudar muito e, com a bola rolando na Alemanha, quem conseguia se concentrar?  Era uma partida atrás da outra, derivada pra todo lado, integral de linha, de superfície, de volume de jogo pífio e toda a turma em prova final.  Eu até que vinha bem, jogando na retranca do Zagalo, me safei nos testes que deram uma ajudinha.   Precisávamos de 3 e foi o que deu,  pra mim e pro Brasil com um golzinho do Valdomiro já no fim do jogo contra o Zaire.  Eu passava de semestre e o Brasil pra fase seguinte.

É sempre bom ganhar da Argentina mas a Holanda nos deu um passeio memorável.  O “Carrossel Holandês” talvez tenha sido a maior novidade de todos os tempos em copas do mundo.  Ninguém jogou parecido com aquele time nem antes nem depois.  Nós ainda amargaríamos mais uma derrota, agora para o bom time da Polônia, pra ficar em 4º lugar.  Triste.

A Laranja Mecânica de 1974

A Holanda de Cruiffy e Neskens assombrou o mundo mas o título ficou com a Alemanha, firme e persistente como sempre, sob o  comando do grande Beckenbauer. No pódio só países daquela região da Europa.

Começava um período sombrio na história do futebol brasileiro.  Só nos restava torcer pelo segundo título mundial do Emerson Fittipaldi e para que Cálculo IV não fosse tão difícil.
Felizmente, assim foi.  E 1974 até que deu algumas alegrias.

A história das copas por Cariocadorio:
https://cariocadorio.wordpress.com/category/copas-do-mundo/

Fotos:  fotos obtidas da internet.

Copa de 66, Inglaterra

2 de maio de 2010


Lembro-me vagamente de uma copa do mundo de futebol que aconteceu em 1966. Foi  naquela estranha ilha grande do continente europeu, terra de certos autores teatrais e grupos musicais que chegaram a fazer sucesso internacional. Foi lá também que inventaram o futebol que conhecemos no formato atual.

Recentemente, na mesma Inglaterra,  inventaram como ganhar muito dinheiro com o esporte.  Jogar bola mesmo nunca foi o forte dos caras.  Mas desta vez…

Bastaram duas copas (58 e 62) para que ficássemos mascarados.  Isso é coisa que Papai do Céu não perdoa.  Os dirigentes quiseram agradar todo mundo ou pensaram que podiam disputar a Copa com Brasil A e Brasil B e convocaram 40 e tantos jogadores.  Até jogador errado foi chamado.  Treinaram o Servílio durante meses ao lado do Pelé e nas vésperas da copa cortaram-no do grupo que ia para a Inglaterra. Os disparates não pararam por aí.  Além disso, tinha uma turma que já estava ficando um pouco velha. Alguns jogadores estavam mais preocupados em bater recorde de participações, arrumar o meião, procurar travesti… Pera aí!…  Isso já foi em outra copa.

Deu no que deu.  Perdemos para a Hungria e Portugal e fomos eliminados sem que o time pudesse ser definido.  As imagens da partida contra Portugal mostram Pelé sendo cassado em campo.  Não foi um caso isolado.  A FIFA européia estava cansada das vitórias sul-americanas e decidiu que esta copa não sairia da Europa.  Argentinos e uruguaios também apanharam um bocado antes de serem eliminados. 

A teoria da conspiração pode ser ou não verdade mas, conhecendo a politicagem dentro da FIFA, não é de se estranhar.  
Finda a festa, Inglaterra campeã. 
A Alemanha mais uma vez apareceu na final e Portugal, do grande Eusébio, fez bonito em terceiro. A CCCP, representando a cortina de ferro, completou o domínio europeu de 1966.  

O futebol força parecia se impor no cenário mundial.  Mas eles não perdiam por esperar.

A história das copas por Cariocadorio:
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Fotos: Logo da Copa de 66 e Bob Moore com a Jules Rumet (da Internet)

Copa de 62, Chile

22 de abril de 2010

A copa de 1962 nos lavou de vez a alma.  Após a vitória na Suécia em 58, o Brasil foi campeão mundial de basquete no mesmo Chile que nos veria levar a Taça Jules Rimet pela segunda vez consecutiva. 

Estávamos nos livrando por completo do complexo de cachorro vira-latas.    

Brasília era o símbolo de um novo país, capaz de criar cidades no meio do nada e uma indústria em crescente desenvolvimento.  País da bossa-nova, o Brasil já podia fabricar os seus próprios carros e, pasmem, mamadeiras para alimentar seus futuros jogadores de futebol, artistas e políticos. Se bem que estes últimos prefiram mamar em outras tetas.    

A prova deste momento está aí, nesta tabela patrocinada pelas mamadeiras EVEN, feitas em vidro siliconisado (seja lá o que isso for) e oferecida pela Farmácia Brasil, situada na Rua Dona Romana no Lins de Vasconcelos . Se isso tudo teria a devida continuidade depois é outra história…   

Antes do início do torneio, minha mãe preencheu a lápis o lugar de “campeão do mundo” : Brasil … e deu certo.  Na luta européia os países do Leste levaram a melhor:  4 seleções da cortina de ferro chegaram às oitavas-de-final e duas passaram às finais onde acabaram se dando mal contra os sul-americanos.  O Chile fez bonito em casa, chegando em terceiro.  

Tabela da Copa de 62 - Clique para ampliar

Garrincha no Chile

Sem Pelé, que se machucou no primeiro ou segundo jogo, restou ao Brasil contar com a maestria de Garrincha para desequilibrar a nosso favor. Garrincha foi o dono da Copa de 62. Driblou como nunca e fez até gol de cabeça, coisa que os russos haviam jurado que era coisa que ele não sabia fazer. Nilton Santos foi fundamental ao evitar um penalti conta a Espanha e Zito comandou o meio de campo para que Vavá fosse nosso artilheiro.

A vida pode seguir  tranquila até 1966, quando inexplicavelmente não houve a copa marcada para a a Inglaterra.  Só  nos restou aguardar até a edição seguinte, no México.

A história das copas por Cariocadorio:
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Fotos: tabela da copa, arquivo Cariocadorio; fotos obtidas da internet.

História das Copas do Mundo

17 de abril de 2010

A cada quatro anos, nesta época, os canais de esporte se fartam de apresentar a história das copas do mundo. Filmes oficiais, grandes clássicos, reportagens com jogadores e por aí vai.  Tudo bem ver pela enésima vez o gol que o Pelé não  fez contra o Uruguai em 70, os dribles do Garrincha em 58 e o pênalti que o Baggio bateu pra fora em 94.  Mas o que dizer da fatídica final na França, dos gols do Paolo Rossi em 82 e do Argentina x Peru de 78?

Aqui e acolá cada um tem suas preferências e sua própria história das copas do mundo.  E você? Onde é que você estava na final da Copa de 70?  Essa é fácil, mas na final de 66 fica mais difícil lembrar.  Pegando uma carona nessa história, o Cariocadorio vai contar a sua versão. Comecemos de imediato pela Copa do Brasil. Para mim é aí que começa a história das copas apesar de que em 50 eu não fosse nem um lampejo de luxúria nos olhos dos meus pais. Mas não dá pra deixar de falar da grande catástrofe nacional: o Maracanazo.  Parece que foi ontem.

Maracanã, Jun/50

O palco foi este que aparece na foto, quase pronto para maltratar os brasileiros, vivos ou mortos, que lá estiveram pensando em celebrar nossa grande vitória.  A formidável campanha que nos iludiu com esta certeza teria sido a causa da derrota na final.  Meu pai conta como foi a goleada sobre a poderosa Espanha, com o povo cantando “eu fui às touradas de Madrid”.  A catástrofe se traduz no que sentiu o goleiro  Barbosa, provavelmente o homem que mais sofreu esta derrota. Todo criminoso cumpre a sua pena e depois fica livre mas ele não, sua pena foi perpétua e ele nunca se livrou dela.

Copa de 54, Suiça

Em 1954, na Suíça, o Brasil ainda sofria as conseqüências da derrota anterior e caiu diante do (quase) invencível esquadrão húngaro.  Este, o grande favorito, foi derrotado na final pelos alemães, que conquistaram o seu primeiro titulo na base da tecnologia, perseverança e do cansaço dos adversários.

Faltavam então apenas quatro anos para o Brasil se livrar do complexo de cachorro vira-lata.

Por que será que antigamente levava tanto tempo entre copas e hoje mal acaba uma e já começa a outra?

A história das copas por Cariocadorio:
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Fotos: Maracanã, Jun/50, (by Kléber, acervo pessoal Cariocadorio; proibida reprodução sem autorização prévia); Bandeira da Suiça (internet, open 4 group, downloads)

Alegria Carioca!!!

6 de dezembro de 2009

Há muito tempo o futebol carioca não vivia um dia tão glorioso.

Mas este Cariocadorio, que hoje está feliz por todo o Rio de Janeiro, ainda não pode crer na felicidade maior que proporcionou o Mengão.  Que improvável hexa-campeonato levantou o Flamengo este ano.  Depois de um início titubeante, o  Mengão arrancou no final ao comando da humildade de um Andrade histórico.  Mais que Adriano e Petkovic, este é o nome da conquista. Andrade…o maior campeão da história dos brasileiros chama-se Andrade, o Tromba.  Um sujeito simples, de declarações humildes porém firmes e decisivas.     Sem marra, sem estrelismo, sem vedetismo, Andrade foi só trabalho e competência.  Na reta final, sob o seu comando o Flamengo bateu os adversários diretos e foi mais que merecedor deste título.  Obrigado, Andrade!

Torcedor do América (1956)

Que campanha fez o Fluminense se mantendo na primeira divisão quando há muito tempo já o haviam condenado à segundona.

O Botafogo, um time até então meio frouxo nas horas H, escapou no último jogo ao vencer no Engenhão o Parmera, time do tri-Murici, mantendo-se na primeira pra 2010.

Vasco, campeão da segundona, volta com força total no ano que vem. 

E o América, que ainda conta com muitos torcedores como este  da foto posando de Pompéia, volta à primeira divisão do Carioca. 

Parabéns Cariocas, parabéns Mengão, o  mais carioca dos cariocas!!!!!!

Ano que vem a rivalidade está de volta… hoje vamos comemorar juntos a volta por cima do futebol do Rio de Janeiro.  Que seja um bom presságio para a nossa cidade.

Flamengo, Campeão Brasileiro de 2010

           Mengoooooooooooooooo!!!!!

Foto: Pequeno torcedor do América (1956), acervo pessoal Cariocadorio, proibida a reprodução sem autorização prévia.