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Hora de voltar ao trabalho

22 de junho de 2013

A mensagem está dada.
Embora a presidente tenha fingido não entender direito, ficou claro que estes que ela disse estar chamando para negociar não representam legitimamente aqueles que foram para as ruas nem mesmo os que ficaram em casa.

Espero que a turba política tenha entendido um pouco e comecem a desmontar o circo de deboches que se tornou o congresso.  Quanto mais odiado, mais controverso, mais impróprio para a função, mais certo chegar ao cargo.  É assim que condenados no STF continuam com o mandato, pastor defende os direitos humanos da Igreja dele, Renan se protege de seus crimes e comissão de ética tem gente que foi repudiada por não tê-la.  Muito piores são os que os levam a estes postos. 

Se insistirem neste momento, trabalhadores, estudantes e pessoas comuns em geral, correm o risco de servir de massa de manobra, se é que não já serviram.  

Grupos organizados utilizam as manifestações para seus próprios interesses. Mesmo legítimos, podem não ser exatamente os mesmos dos que estão ali engrossando as manifestações.  Há muito mais do que vinte centavos, PEC 37, cura gay, corrupção e fora Renan sendo colocado em pauta.  Coisas que passam longe do entendimento da maioria, na qual me incluo.

Sem falar na proteção que as manifestações promovem para vândalos, bandidos e ladrões vulgares.

É hora de voltar ao trabalho.

Sem partido!

21 de junho de 2013

Nas manifestações pelo Brasil afora destaca-se, entre tantas mensagens importantes, o repúdio a tudo que corrói as bases da democracia nacional.  O símbolo maior deste repúdio foi a intolerância ao uso do movimento por partidos políticos e sindicatos.  Os gritos de “sem partido”  que escutamos nas ruas mostram que a população considera que os atuais partidos políticos, base da democracia, não nos representa legitimamente. 

SEM PARTIDO !!!

SEM PARTIDO !!!

Estrutura alguma resiste muito tempo quando tem a sua base comprometida.  Que os partidos entendam esta mensagem de que é hora de trabalhar pelo coletivo mais amplo e não apenas para seus interesses mais próximos, muitos destes carentes de um mínimo de moralidade.

Por outro lado, que a triste ação de uma minoria de vândalos e bandidos, sem compromisso  algum com a democracia e o interesse público, não macule a representatividade deste movimento. Para a midia e para o interesse de muitos é fácil chamar a atenção para imagens de depredações e violência.  Vende muito mais que o lado pacífico do movimento. Um movimento popular sem similares na história do país. 

Aos bandidos e vândalos a força e o rigor da lei.

Aos partidos e sindicatos a mensagem de que têm que mudar para se aproximar de quem deveriam representar.

Aos governantes e demais políticos … Bem , o que dizer a maioria deles? 
Por considerarem legítimas suas ações em benefício próprio, por acharem que basta pão e circo para agradar a população, por acharem que é legítimo limitar a justiça e oprimir a imprensa, por acharem que os fins justificam os meios, por viverem uma rotina totalmente descolada da nossa e por tantas outras coisas impróprias, os políticos profissionais talvez nem entendam exatamente porque tanto barulho.   

Foto obtida em http://www.blogdomagno.com.br/