Posts Tagged ‘meio-ambiente’

L’Ermitage, flores e cores

22 de outubro de 2014

Em Paraíba do Sul, a conversa girava em torno da seca e dos incêndios, criminosos ou não.  Vi muitas áreas queimadas desde Itaipava, na região serrana do Rio, até Werneck.
“Tem clima de chuva mas não chove”, resumiu um jardineiro local.
Não obstante é primavera. Nos jardins do L’Ermitage, preferi retratar os pequenos sinais da estação das flores.

Diana

Paula

Paula

Fernanda

Camila

Camila

Branca

Branca

Rosa

Rosa

Camila

Liana

Gisele

Raíra

Luz

Luz

 

Mas voltando ao assunto, falta chuva, é bem verdade.
Mas por que não pensamos nas consequencias quando  devastamos impiedosamente a Mata Atlântica?

 

Nota: desculpem, eu sempre quis usar este “não obstante” que só vi na escola, há uns 50 anos…

Fotos by Cariocdorio; flores e cores no Spa L’Ermitage (outubro de 2014)

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Carro elétrico, cada vez mais perto

3 de fevereiro de 2014
Nissan na tomada

Nissan na tomada

A partir do momento em que a tecnologia viabilizar o armazenamento econômico de energia elétrica, os carros elétricos serão imbatíveis.  São muitas as vantagens: silenciosos, menos danosos ao meio-ambiente etc.  Conjectura-se também que isto só não é possível por conta da pressão das gigantes do petróleo. Questão esta ainda mais interessante para polemizar em torno do tema.

Conexão simples e limpa

Conexão simples e limpa

Tomada de energia

Tomada de energia

É verdade que existem taxis elétricos em teste operando no Rio de Janeiro.  Mas quando a gente chega na garagem do prédio e se depara com veículos sendo reabastecidos na tomada, parece que a realidade dos carros elétricos está mais próxima do que se imagina.  Quando será que cenas como as das fotos serão uma coisa comum por aqui?

Fotos by Cariocadorio, janeiro de 2014.

A pia quadrada e o meio-ambiente

24 de outubro de 2013

Não há um só arquiteto que não ponha pelo menos uma pia quadrada em seus projetos. Pudera, depois de séculos de ditadura das pias arredondadas, as pias quadradas chegaram para dar um alento à criatividade destes profissionais. 
Pena que chegaram justamente quando a sociedade se preocupa tanto com o meio-ambiente.

E o que tem uma pia quadrada com o meio-ambiente? Tudo. 

Retangular de fundo plano

Retangular de fundo plano

Você já percebeu o esforço que a água tem que fazer para descer pelo ralo de uma pia quadrada? Pois é, porque não há hidrodinâmica de escoamento que resista a um fundo plano e cantos em ângulo reto.  Nas pias arredondadas a gente pode até saber em que hemisfério do planeta esta. Basta observar pra que lado gira o redemoinho formado pela água.  Enquanto isso, nas quadradas e retangulares temos que ficar rezando para a água escoar inteiramente. 

E me explica como é que você faz para deixar a pia limpinha após fazer a higiene bucal depois, digamos, de uma boa salada com alface, agrião, espinafre e outros verdes.  Nas pias quadradas é difícil fazer os verdinhos que sobraram correrem para o ralo.  O problema é que a água desce e eles teimam em ficar no fundo da pia.  E cada vez que você abre a torneira mais os verdinhos se afastam do ralo.  E você joga mais água direcionando com as mãos para os cantos.  Mas insistem em ficar ali os resquícios da sua salada. Aí você fica de saco cheio e retira os inconvenientes verdinhos com papel toalha. Você perde um tempão, enxuga a mão três vezes e desperdiça muita água.  Sem contar o papel.

Antes que alguém invente o vaso sanitário quadrado de fundo plano, que voltem à moda as tradicionais pias arredondadas que facilitam o fluxo da água rapidamente para o ralo.  O meio-ambiente agradece.

Foto da pia retangular by Cariocadorio.

Brumadinho, MG; a cidade do Inhotim

1 de agosto de 2013
Brumas de Brumadinho

Brumas de Brumadinho

Brumadinho é um município próximo a Belo Horizonte.  Apesar da intensa atividade de mineração e uma das mais seletas produções de cachaça de Minas Gerais, Brumadinho começou a aparecer no mapa do Brasil depois da criação do Instituto Inhotim de Arte Contemporânea. 

Chegar lá é fácil, apesar das estreitas estradas que cortam o município. Tem mais de um caminho desde BH, um deles pela rodovia BR-40, que serve para quem vem do Rio de Janeiro também.  Sem ser bonita, a pequena  Brumadinho é limpa e bem cuidada.   

Mas por que Brumadinho?  A gente descobre ao acordar pela manhã.  A bruma cobre a extensa região e leva bastante tempo para se dissipar.  Com um pouco de sorte, descortina-se um ensolarado dia de inverno.  Um  café da manhã com direito a pão de queijo e você está pronto para visitar o formidável Inhotim. 

Vista do Inhotim

Vista do Inhotim

Inhotim? De onde vem este estranho nome? Consta que, no século XIX, o lugar onde hoje se encontra um dos maiores museus de arte contemporânea e botânica do mundo era uma fazenda que pertencia ao gerente de uma mina, um inglês chamado Timothy.
O Mr. Tim ou Sr.Tim, que alguns chamavam Nhô Tim.  Inhô Tim, para os íntimos. Daí …     

Não importa se isto é verdade ou apenas folclore.  O que vale é que o  Instituto Inhotim é uma realidade indescritível e Brumadinho tem a enorme responsabilidade de abrigar esta jóia.  E o faz com simplicidade e simpatia.

Fotos by Cariocadorio: Brumas de Brumadinho, vista do hotel Horizonte Belo  e Inhotim, recepção e lago (julho 2013).

Acidentes recorrentes na Rio-Petrópolis

1 de julho de 2012

Acidente na Rio-Petrópolis

O licenciamento da nova BR-40 apodrece nos arquivos da ANTT, do INEA ou outra destas siglas que representam lentidão nas análises do progresso nacional. Enquanto isso a concessionária da rodovia parece não perceber que não basta avisar que a curva é perigosa.

Ali no Km 95,5 os caminhões tombam a cada semana. Sempre na mesma curva causando engarrafamentos quilométricos na estreita pista da subida para Petrópolis.  Junto com eles desperdício de tempo e combustível, excesso de CO2  na atmosfera do Rio e outros contratempos.  Nada, porém, comparável ao que acontece com o infeliz motorista quando a mureta da pista invade a frágil cabine do caminhão.

Se não modificarem o traçado da tal curva, continuaremos a encontrar os caminhões tragicamente tombados ali.

Foto by Cariocadorio (30 de junho de 2012)

Nasceu Maria

7 de junho de 2012

O defeitinho na válvula de mil e poucos reais causou a parada da plataforma e prejuízo de mais de dois milhões de dólares.  Agira rápido para resolver. Talvez por isso a reunião em Macaé, embora duríssima, tenha sido bem sucedida.

Na volta para o Rio, Marcello Senna e o colega conversaram sobre o trabalho e praguejaram contra a ridícula BR-101. Como pode o trecho de estrada no eixo de produção da maior riqueza do país ser tão estreito e perigoso?  Parece que a única obra que fizeram foram as praças de pedágio. A chuva não ajudava em nada.  Passaram por Manilha, o verdadeiro portal do inferno, e pegaram os engarrafamentos do contorno e da saída da Ponte. Vencidos os percalços, finalmente desembocaram na Lagoa. Deixou o colega e seguiu para a maternidade.  Chegaria a tempo de visitar a recém-nascida.

Marcello conhece bem a Casa de Saúde São José.  Ali nasceram seus filhos e sobrinhos.  Foi ali também que, há pouco tempo, fez sua raspagem de próstata. Mas deixa isso pra lá.

Esquecera o número do quarto… À medida que procurava o nome nas portas deixava pra trás o resto do mundo e sentia crescer a emoção. A plaquinha indicava: Maria…Era aquele o quarto.  Abriu cuidadosamente a porta e viu amigos de toda a vida.  Abraçou com entusiasmo a vovó de primeira viagem. Lavou cuidadosamente as mãos e aí sim, beijou com carinho a mamãe e baixou os olhos em sua direção.  Ali estava ela; o pequeníssimo ser humano com o rostinho bem definido, uma penugem morena compondo suavemente a cabecinha e um surpreendente olhar alegremente puro e vivaz.
Naquele instante, como em uma prece, Marcello prometeu cuidar do planeta para tantas Marias e tantos Joãos que precisarão dele por um sem-número de gerações.

Não ousou tocá-la.  Logo veio um choro gentil, rapidinho, como se por dizer alguma coisa.
Seja muito bem-vinda, Maria.    

 Foto by Cariocadorio: Crianças – Rio de Janeiro, 1987

A figueira da Senador Vergueiro

15 de fevereiro de 2012

Na esquina da rua Senador Vergueiro com a Barão do Flamengo, em frente à praça José de Alencar, havia uma figueira.  Uma não, cinco delas iniciamente, plantadas a mando do imperador.  Como soe acontecer com as coisas  da natureza, tudo tem seu tempo e talvez fosse mesmo o tempo de a última delas ir embora.

A imperial figueira

Nestes seus mais de cem anos de vida viveu intensamente a história do lugar.  Ainda jovem, foi testemunha do assassinato de um senador, percebeu tramas sendo arquitetadas no sofisticado Hotel  dos Estrangeiros,  ouviu mentiras na  mesa do bar e casais jurando amor eterno para, tempos depois,  ali mesmo se despedirem.  Viu sumir o rio Carioca, sobreviveu às obras do metrô bem aos seus pés, divertiu-se com José de Alencar tantas vezes mudando de lugar ao sabor do progresso, despediu-se do belo prédio do hotel dos Estrangeiros e lamentou o enorme bloco de concreto que puseram em seu lugar.  

Sob sua frondosa copa, a desordem

Não teve, enfim, uma vida monótona a imperial figueira.  Mas confessava-se muito triste nas últimas décadas, cansada de tanta desordem na sua outrora requintada esquina. A bela árvore se foi mas não a distribuição de jornais em pleno trânsito, não o movimento de carga e descarga sob a placa de proibido estacionar, não a desordem que reina nesta terra de São Sebastião. 
Que descanse em paz! 

Foi-se a figueira, segue a desordem

Fotos by Cariocadorio: R.Senador Vergueiro, a saudosa figueira e a desordem (Dez 2011 e Fev. 2012) 

Mensagem do dia 24/12/11

24 de dezembro de 2011

Já mandei meus cartões de Natal.  Mas queria deixar uma mensagem bem original para quem aparecer aqui neste fim de semana.   Pensei em dizer que é tempo de pensar no próximo, de abraçar os que amamos, de dar um tempo nas inimizades, de tolerar as diferanças, de lembrar com carinho dos que hoje só vivem em nossos corações, de pensar com esperança no futuro, de cuidar de nós mesmos, do nosso lar, da nossa rua, da cidade, do país e dessa tão maltratada Terra para que ela siga sendo nossa casa por muitas gerações.  
Mas fica só a foto mesmo. E vamos à ação…

Foto by Cariocadorio: Feliz Natal com a árvore da Lagoa (dez. 2012)

Feliz Natal e próspero 2012

17 de dezembro de 2011
Para todas as espécies do planeta

Foto by Cariocadorio: Papagaios de Natal (julho, dezembro/2011)

Boa Vista, RR, uma grata surpresa

3 de agosto de 2011

A cidade muito bem arrumada surpreende o carioca recém chegado.  Avenidas larguíssimas de mão única com enormes praças nos canteiros centrais seguem a urbanização planejada.  Não há problema de tráfego para os seus cerca de  250.000 habitantes. 

Orla Taunaman

Cachoeira do Paiva, Tepequem

Nas serras de Tepequem, a 200 Km da capital, encontra-se um clima agradável embora com uma infra-estrutura insípida para o turismo.  Depois de um bom banho em uma das várias cachoeiras admirando o belo cenário que a natureza oferece não há muito que reclamar do pouco que os estabelecimentos locais oferecem.

Infelizmente, não precisa muito tempo para perceber as mazelas típicas do resto do Brasil.  A classe política controla as oportunidades e  as leis são mais iguais para alguns que para maioria.
Nas palavras dos locais um pouco da realidade brasileira: 

  • “O parque Anauá ta abandonado.  O Governador Fulano de Tal fez o parque.  Quando outro entra deixa de lado. Quando ele volta ajeita pro seguinte abandonar de novo.” (sobre um enorme parque que poderia ser formidável).

Praça das Águas

  • “A Praça das Águas só teve água no início, depois roubaram as bombas e as válvulas.  Funciona uma vez ou outra mas roubam tudo de novo.” (a bela praça seria ainda mais bonita se os chafarizes funcionassem).
Boa Vista vista do Rio Branco
  • “O empresário fez uma pesquisa e disse que tinha mercado. Tem uns anos já e ele não vendeu tudo” … “Acho que o limite era de 3 ou 4 andares mas já não se fala nisso”  (sobre o inexplicável edifício residencial de 8 ou 10 andares  que se destaca na foto)

Lá no fim do Brasil não é muito fácil encontrar quem faça turismo. O  barqueiro explicou de forma simples e direta, com a experiência de uma vida inteira em  Boa Vista.

  • “Aqui não vem muito turista não. Só quem tem algum parente e vem visitar ou quem vem a negócios e aproveita pra conhecer é que faz turismo em Boa Vista”, afirmou ele durante o passeio pelo Rio Branco.   

Onça Pintada

Dias depois, finda a visita,  a constatação de que Boa Vista é uma cidade mais limpa, mais humana e com menos problemas sociais que outras capitais brasileiras. 

A cidade, entretanto, é administrativa e vive principalmente do salário pago aos empregados dos governos locais e federal.

Há um grande contingente do exército na região. Policiam as fronteiras, fazem incursões de treinamento na  selva e preparam o pessoal que vai para missões internacionais, como ao Haiti, De quebra ainda cuidam de animais, desde jandaias a onças de todos os tipos, antes de retorná-los à vida selvagem.  

Fotos by Cariocadorio: Orla Taumanan no rio Branco, Boa Vista; Cachoeira do Paiva, Tepequem, RR; Praça das Águas, Boa vista; Boa Vista vista do rio Branco; Onça pintada (julho de 2011)