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Igreja de São Francisco da Prainha

23 de março de 2012

Junto à rua Sacadura Cabral, no alto de uma escadaria de pedra que sobe o Morro da Conceição, encontra-se a capela de São Francisco da Prainha.  O templo foi erguido em princípios do século XVIII, época em que o mar banhava as proximidades das faldas do morro. 

A Igreja e as obras na Sacadura Cabral

A Igreja e as obras na Sacadura Cabral

As recentes obras de modernização da zona portuária, o projeto Porto Maravilha, expuseram o cais de pedra construído no século XIX. 

O antigo cais sob a calçamento da rua

As pedras do antigo cais

Junto com ela foram encontrados canhões de origem inglesa e outras peças da época.  Falamos, portanto, de descobertas interessantíssimas para a arqueologia tão pouco explorada do Rio de Janeiro.  Um acervo riquíssimo, ali mesmo, discponível para ilustrar a história da Cidade.

Ao mesmo tempo reformas são feitas no Palacete D.João VI e no prédio da antiga Rodoviária na Praça Mauá. Em conjunto, os prédios formarão o Museu de Artes do Rio (MAR).  Na mesma região, no Pier Mauá, constrói-se o Museu do Amanhã, projeto do arquiteto da moda, o espanhol Calatrava. 

A igreja, os dois museus e o terminal de cruzeiros encontram-se em um raio de cem metros da Praça Mauá.  São cinco minutos de caminhada entre eles.  A região, apenas uma pequena parte do formidável projeto do Porto Maravilha, tem um enorme potencial turístico. 

Obras do MAR e do Museu do Amanhã

Obras do MAR e do Museu do Amanhã

Findadas as Olimpíadas de 2016, teremos aí um formidável legado para o Rio de Janeiro.  O que acontecerá com tudo isso alguns anos depois, porém, é o que me preocupa. Somos muito bons em investir fortunas para construir prédios e monumentos mas muito ruins quando se trata de cuidar deles. As diversas arenas esportivas dos fatídicos Jogos Panamericanos e a sinfonia inacabada da Cidade da Música estão aí para provar. 

O exemplo deste momento, entretanto, é a situação da igreja de quase trezentos anos que dá título a este artigo.   Museu algum poderá rivalizar em importância histórica com esta construção que hoje está  em ruínas. As fotos ilustram melhor do que qualquer descrição.  Triste.

Igreja de São Francisco da Prainha

Fotos by Cariocadorio, Março de 2012.

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As obras do MAR (museu de arte do Rio)

26 de novembro de 2011

O prédio da Rodoviária, parte do MAR, 21nov11

As obras do Museu de Artes do Rio (MAR) seguem em ritmo acelerado na Praça Mauá, como pode ser visto na sequência de fotos abaixo. Com a quantidade de gente trabalhando é possível mesmo que seja entregue no primeiro semestre de 2012.  O MAR será uma composição entre o Palácio D. João VI e o prédio da antiga rodoviária.  Clique  aqui para ver uma animação de como ficará o MAR.

12 de agosto de 2011

20 de setembro de 2011

8 de novembro de 2011

Pode-se notar ao fundo que as obras de estaqueamento (creio que reforço) do Pier Mauá para as fundações do Museu do Amanhã foram concuídas no período. O Museu do Amanhã será mais uma atração na Praça Mauá que integrará a revitalização da zona portuária. O conjunto completo que se estende até a Francisco Bicalho é conhecido como Porto Maravilha.
Dependendo de como serão administrados, estes museus poderão formar um magnífico quadrilátero cultural se pensarmos no Mosteiro de São Bento e nos centros culturais do Banco do Brasil, dos Correios, da Casa França-Brasil e outros situados entre a Rio Branco e a Praça Pio X.  Sem falar na majestosa igreja da Candelária. 

Em contrapartida, a Praça Mauá continua com o seu caos diário (clique qui). Mendigos se acumulam nas calçadas, o terrível beco (Travessa do liceu) atrás do abandonado edifício “A Noite” que torna-se um lamaçal quando chove e o próprio edifício, há anos em franca decadência, com intermináveis obras que, na verdade, nunca começaram.

Novo "MAR" e velha "Noite"

Inaugurar o MAR com a situação em que se encontra o seu entorno seria muito triste.  É colocar remendo de pano novo em pano velho. Aguardemos.

Fotos by Cariocadorio: Museu de Arte do Rio em construção (agosto a novembro de 2011)
Informações adicionais, clique  aqui.

Museu do Amanhã no Pier Mauá

18 de setembro de 2010

Na segunda-feira passada uma grossa coluna de fumaça se ergueu na baía de Guanabara. Foi um incêndio em uma lancha da Marinha que felizmente, apesar das mais de 100 pessoas a bordo , não causou vítimas. 

Além da passagem do belo porta-container compondo a foto, o que mais me chamou a atenção foi o Pier Mauá. As obras continuam na estaca zero.  Há cerca de um ano, a prefeitura anunciou a urbanização do pier com um grande jardim aberto ao público.  Colocaram placas enormes, fizeram um  estardalhaço danado para alguns meses depois desistirem da idéia em prol de um museu no pier.  Tal qual o Gugenhein do ex-prefeito, aquele que fez as obras que o povo não queria.     

E veio o projeto do espanhol Santiago Calatrava, figura da hora nos modismos arquitetônicos.   Um prédio moderníssimo, com teto que se move para se ajustar aos raios solares e o escambau.  A apresentação artística chega a emocionar.  Não dá para não achar maravilhoso e que vai muito bem com o Porto maravilha.
 

Mas também não dá pra não ficar preocupado.  As obras, que começarão em 2011, estão orçadas em R$130 milhões.  Pode multiplicar por 2, como soe acontecer nestas obras. Como a realização é da Fundação Roberto Marinho, é provável que saia mesmo.   Na tímida pesquisa que fiz na internet não conssegui ter certeza de onde sairão as verbas para a obra.  Tampouco encontrei quanto custou este projeto do Calatrava e quem o pagou. 
 
Mas minha maior preocupação é como será mantido este museu com teto móvel de grandes proporções, sistemas de filtragem de água etc.  Não há de ser com a arrecadação da entrada dos visitantes.  Patrocinadores, então? O provável é que seja da mesma forma que os demais, ou seja, muito mal e porcamente.

Teremos mais uma Cidade da Sinfonia Inacabada? Aliás, não deveiram gastar um centavo em museus e afins enquanto não terminassem as obras daquela vergonha carioca.  Já que está quase pronta,  acaba logo para que tenha alguma utilidade. 

Sou totalamente a favor da cultura em suas várias vertentes mas é muito fácil desperdiçar dinheiro em nome dela.  Se gastar mal com viadutos e escolas fosse tão fácil como com obras ditas culturais, esta cidade estaria cheia de coisas úteis.

A proposta do museu é criar uma experiência da passagem do hoje para o amanhã, de modo que o presente opere como um portal. Um dos eixos ao longo dos quais se estrutura a construção é o da polaridade entre as ciências cósmicas e as terrestres. (do site PINIweb)

Foto: Incêndio na Lancha (13/09/10) by Cristina Ribeiro;
Museu do Amanhá (junho de 2010 divlugação)

Palácio D. João VI, em obras

22 de maio de 2010
Atualizando este artigo, vemos as novas redes de proteção decoradas no Palácio D.João VI na Praça Mauá.  Quando esta tela decorada for retirada, teremos o novo Museu de Artes do Rio (MAR). Segundo anuncia a prefeitura, o prédio será integrado ao prédio que hoje abriga uma delegacia de polícia civil e o terminal intermunicipal de ônibus formando um grande centro cultural.  Agora já tem placa mas também tem obra.

MAR

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Restauração da cúpula do palácio

As obras de restauração do palácio D. João VI começaram há cerca de dois meses e seguem em ritmo frenético.  Rapidamenente o prédio foi cercado de andaimes e telas de proteção e logo já se viam os operários de capacetes amarelos trabalhando na reforma. Tudo parece estar muito bem organizado.  Interessante que não se vê nada de placa descrevendo a obra. 

Operários trabalhando

Enquanto isso, em frente ao pier Mauá, segue a enorme placa.  Atrás dela acontece de tudo:  estacionamento, exposição de veleiros,  jantar em mesa elevada por uma grua, área de apoio para o “air race” e por aí vai.  Do grande parque do pier cujo início das obras foram anunciadas há seis meses atrás, nada ainda.   

Veja como estavam a cúpula do palácio, o pier e a placa em outubro de 2009 aqui: https://cariocadorio.wordpress.com/2009/10/27/praca-maua-o-renascer/

Fotos by Cariocadorio: Palácio D. João VI, Restauração da Cúpula (Maio/2010), Operários trabalhando (Abril/2010)

Rio de Copas e Olimpíadas

22 de fevereiro de 2010

Após décadas de contínua degradação, o Rio de Janeiro tem uma real oportunidade de desenvolvimento. O essencial alinhamento de interesses políticos nas esferas municipal, estadual e federal assegura o apoio de todas estas forças.  A estabilidade econômica permite esperar que estejam disponíveis os recursos necessários para este desenvolvimento. Cabe ainda defender os direitos sobre os royalties do petróleo para que os recursos do estado sejam mantidos. 

Praça Mauá vista do píer

Por outro lado, os eventos internacionais da Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 nos obrigam a firmar compromissos com a comunidade internacional.  Estes eventos, entretanto, não devem ser vistos como garantia de que os recursos que serão aportados à cidade serão gastos em benefício do Rio de Janeiro.  Muito menos são garantias de que serão aplicados com o necessário cuidado com o bem público.  O retumbante fracasso dos Jogos Pan-americanos de 2007 em deixar para a cidade um legado mínimo de obras de infra-estrutura que poderiam trazer benefícios para o cidadão carioca não nos deixa ter perspectivas elevadas.  

Infelizmente este processo está começando francamente mal.  As notícias sobre as formas de financiamento dos estádios da copa do mundo indicam que a conta para o nosso bolso será muito mais alta do que havia sido prometido.  A captação de recursos privados esbarra na fragilidade das análises de viabilidade econômica e acabam não acontecendo. Em suma, estes eventos em vez de contribuir para o desenvolvimento das nossas cidades,  particularmente o Rio, já prometem ser mais um dreno dos cofres das mesmas o que impactará negativamente na capacidade de realização de obras realmente úteis para o cidadão.

Em outra frente, os planos megalômanos de construção do Porto Maravilha, realmente uma maravilha mesmo que o índice de materialização seja da ordem de 50%, já dá sinais de muita retórica e pouca obra.  Anunciadas pomposamente em setembro passado, a primeira fase está custando a decolar.  A belíssima placa com mais de 40 m colocada na praça Mauá é tudo o que se vê da obra no píer até o momento, passados 4 meses.

Mas independente disso temos que seguir discutindo o que será melhor para o Rio de Janeiro.  Mal ou bem alguma coisa acabará acontecendo. 

  • Qual deverá ser a prioridade do Rio de Janeiro?
  • Onde deverão ser empregados estes recursos?
  • Quem se incumbirá de cuidar para que o nosso dinheiro tenha o destino de melhorar o Rio de Janeiro para as futuras gerações e não apenas alguns e suas futuras gerações?

Por enquanto ficam as perguntas mas breve voltarei com pontos mais específicos sobre o futuro do Rio de Janeiro.

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Foto by Cariocadorio: Paredes do Rio, a Praça Mauá desde o Píer (fevereiro de 2010)

Grandes Veleiros no Píer Mauá

5 de fevereiro de 2010

Grandes Veleiros no Píer Mauá

Um programa “imperdível” e só até este sábado.  Você pode ver estas jóias das armadas de vários países de pertinho,  por dentro e por fora.  Melhor ainda, é de graça.  Não deixe de ir e leve as crianças porque este espetáculo tem a frequencia do cometa Halley.  

Não deixe de dar uma olhada no site oficial do evento para obter informações completas, inclusive o horário de visitação:   http://www.grandesveleiros.com.br/

Tudo Pela Pátria

O estacionamento é fácil e tem lugar pra pequenas refeições e refrescos.  Mais uma sugestão, é melhor ir o mais cedo possível ou no final da tarde porque o calor não está fácil.

Mastro central do "Libertad"

O artigo “Píer Mauá”
(https://cariocadorio.wordpress.com/2010/02/02/pier-maua/ ), tinha a intenção de falar sobre a importância da revitalização do Porto do Rio de Janeiro para o desenvolvimento da cidade.  Mas depois que visitei a exposição, mesmo que  às carreiras na hora do almoço, concluí que esta exposição é ainda mais importante por si mesma.    Eventos como este são raríssimos e talvez não tenha tido a devida divulgação. 

"NVe Cisne Branco"

Eu ia escrever um texto cheio de informações e impressões sobre o evento mas prefiro poder publicar este artigo o mais rápido possível para incentivar a visita ao Píer Mauá. 

Fora do foco

Pra não dizer que falei de flores, sempre tem aquele que não perde a oportunidade para fazer propaganda política.  É uma pena mas isso não chega a arranhar a beleza do espetáulo.

Enfim, quem tiver a oportunidade de ir até lá não deve perdê-la.

Fotos: Grandes veleiros no píer Mauá, Mastro central do “Libertad” , NVe “Cisne Branco” e Fora do Foco (05/02/10, by Cariocadorio); Tudo pela pátria (05/02/10, by André Diniz)

PS: Mais fotos no link abaixo:
http://www.flickr.com/photos/cariocadorio1955/sets/72157623236663033/

Píer Mauá

2 de fevereiro de 2010

Veleiros no Píer Mauá

A presença dos veleiros das armadas sul-americanas no Píer Mauá bem como os navios de  cruzeiro atracados no cais dão a exata dimensão do potencial turístico e econômico da região do Porto do Rio de Janeiro.  Esta visão nos permite imaginar como ficará o porto do Rio de Janeiro após a implantação projeto do Porto Maravilha. Píers  perpendiculares ao cais permitirão a atracação simultânea de navios espetaculares que poderão ser vistos desde os jardins do reformado Píer Mauá. Este parque estaria livre da presença dos carros graças ao estacionamento subterrâneo projetado para a Praça Mauá.  (link do projeto da Porto Maravilha)

As confortáveis instalações do terminal marítimo, permitindo o desembarque, imigração e alfândega em vias suspensas facilitarão a vida do turista.  Lojas e restaurantes em áreas do porto providas de segurança e conforto incentivam o aumento dos gastos destes turistas no Rio de Janeiro.  Tornando-se uma atração por si mesmo, o terminal marítimo incentivará a procura do turismo por via marítima no Rio de Janeiro iniciando  assim um círculo virtuoso que durará enquanto a economia mundial o permitir.

 

Costa Mágica

Entre outros benefícios, o projeto do Porto Maravilha parece uma combinação perfeita entre a atração turística para estrangeiros e brasileiros associada ao lazer com custo mínimo para os cariocas.  

Mas de repente a gente acorda destas divagações sonhadoras e encara uma realidade menos promissora.  Observa que a beleza dos veleiros no píer Mauá só é possível porque a obra da primeira fase do projeto Porto Maravilha, anunciada em outubro passado, ainda não começou (link para “Praça Mauá – o renarcer” ).  Passados quatro meses a única coisa que se vê ainda é aquela enorme placa de 40 metros anunciando a obra em frente ao píer.  No final faz-se tudo correndo, a toque de caixa, materializando apenas uma pequena parte do que foi prometido e gastando cinco vezes mais do que o orçado.  E que se dane a qualidade.  Mas a inauguração será na data certa para que os políticos possam subir ao palanque.

A Placa

Não estamos aqui para jogar a toalha.  Este projeto é importantíssimo para o futuro do Rio de Janeiro.  Vamos acompanhá-lo buscando contribuir no que seja possível para que sua realização venha a beneficiar a cidade.

Fotos by CariocadorioVeleiros no Píer Mauá (Fev. 2010); Costa Mágica (Fev.2010); A Placa (Out.2009)