Posts Tagged ‘Rio’

Carro elétrico, cada vez mais perto

3 de fevereiro de 2014
Nissan na tomada

Nissan na tomada

A partir do momento em que a tecnologia viabilizar o armazenamento econômico de energia elétrica, os carros elétricos serão imbatíveis.  São muitas as vantagens: silenciosos, menos danosos ao meio-ambiente etc.  Conjectura-se também que isto só não é possível por conta da pressão das gigantes do petróleo. Questão esta ainda mais interessante para polemizar em torno do tema.

Conexão simples e limpa

Conexão simples e limpa

Tomada de energia

Tomada de energia

É verdade que existem taxis elétricos em teste operando no Rio de Janeiro.  Mas quando a gente chega na garagem do prédio e se depara com veículos sendo reabastecidos na tomada, parece que a realidade dos carros elétricos está mais próxima do que se imagina.  Quando será que cenas como as das fotos serão uma coisa comum por aqui?

Fotos by Cariocadorio, janeiro de 2014.

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Tchau, Tchau, Perimetral

26 de janeiro de 2014

O Cariocadorio começou na Praça Mauá, com o Porto Maravilha e com o anúncio do fim  da Perimetral.  Desde 2009 me manifesto contra a derrubada da Perimetral (clique aqui e aqui). Cheguei a criar um VLT  na Perimetral (clique aqui) que, aliás, ainda acho que seria muito interessante e útil para os cidadãos.

Em frente à Praça XV

Em frente à Praça XV

Arcenal de Marinha e Baía de GB

Arsenal de Marinha e Baía de GB

Pois bem, nesta sexta dei o meu último “passeio” pela Perimetral.  Era este, até então, o meu caminho diário para o trabalho desde o século passado.

Obras do Museu do Amanhã e Transatlântico

Saída para a Pr. Mauá – Obras do Museu do Amanhã e Transatlântico

Agora só me resta torcer para que a fortuna que gastamos para derrubar esta via nos traga, pelo menos, o alento de uma melhora substancial para a região.  Alguma coisa que nos faça esquecer o desperdício e o sofrimento de um trânsito caótico por tantos anos.

Que não fiquem somente as mazelas das enormes torres e aglomerações de edifícios que serão construídas, segundo a prefeitura, para pagar a conta. Que as pessoas, e não só os grandes empreendimentos, lucrem com esta história.

Não quero ser pessimista mas, para quem defendia a vista para a baía de Guanabara, aquele monstrengo de vidro ao lado do INTO não é um bom começo.

O INTO e o monstro

O INTO e o monstro vistos da Linha Vermelha

Fotos by Cariocadorio, Janeiro de 2014

Rio – Brasília, 1960

11 de janeiro de 2014
Aluisio e o Palácio da Alvorada

Aluisio e o Palácio da Alvorada

Inaugurada em 21 de abril de 1960, Brasília era o símbolo do progresso da nação brasileira.  Junto com a nova capital, o presidente Juscelino Kubitscheck  construiu estradas e viabilizou a emergente indústria automobilística brasileira.

Aluisio e Chico no Senado

Aluisio e Chico no Senado

Neste novo cenário econômico e social do país teriam participação relevante três amigos, parceiros de aventuras e empreendimentos:
Aluizio Lemos, Chico Brentar e Roberto Rombauer.

Os três fizeram uma épica viagem para participar da inauguração de Brasília.  A estrela do companhia não era um dos modernos VW ou DKW construídos no Brasil mas sim um belo Mercedes 170S, 1950, que pertencia ao Chico Brentar.

Consertando a Mercedes

Consertando a Mercedes

Apesar da marca famosa, não foram poucas as dificuldades encontradas pelo carrinho e pelos intrépidos aventureiros para chegar em Brasília.  A novíssima BR-3 (atual B4-040) não tinha postos de gasolina suficientes para cobrir longos percursos particularmente para atender à autonomia do carro que era pequena.

Aluisio Lemos no posto com o Mercedes

Aluisio Lemos no posto com o Mercedes

Pane seca na BR-3

Pane seca na BR-3

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Apreciando o cerrado

Fotos e história pertencentes a Gustavo Lemos, filho do Aluisio Lemos, a quem agradecemos a gentiliza de autorizar a publicação deste post.   Brasília (1960).

Árvore de Natal da Lagoa – 2013

25 de dezembro de 2013

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Caminhava na chuva pela lagoa Rodrigo de Freitas um tanto vazia nesta véspera de Natal.  Alguns se exercitavam nos aparelhos do baixo bebê da região.  No bolso a pequena câmera, lá ia eu tentar tirar umas fotos da árvore de Natal da lagoa.  Tarefa difícil com os recursos disponíveis.

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O tempo deve ter afastado a maioria dos turistas desta época.  Ainda assim havia alguns incautos se  molhando para ver a árvore.  Já na volta pra casa me ofereci para tirar a foto de uma família que estava por ali.  Foram tantos os agradecimentos pelo gesto que a recompensa teve mais valor que a foto.  Não é preciso muito para ser feliz. De repente a gente á que complica as coisas.

 

Consegui fazer algumas fotos que saíram melhor do que eu podia esperar. Aproveito para dividir aqui com os amigos deste Cariocadorio.

Feliz Natal e que tenham todos um ótimo 2014.

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Fotos by Cariocadorio:  Árvore de Natal da Lagoa (dezembro de 2013)

Bem-vindo ao caos carioca

21 de dezembro de 2013
Turistas puxando malas na Rio Branco

Turistas puxando malas na Rio Branco

De repente tinha um monte de gente atravessando a rua sob o que ainda resta da Perimetral. Na Praça Mauá e seus arredores, turistas desembarcados dos luxuosos cruzeiros sentiam um choque de realidade.   Rapidamente se espalharam pelas calçadas do início da Av. Rio Branco.   Carregando malas e bagagens caçavam taxis que os levassem ao seu destino na Cidade Maravilhosa. Na praça havia uma fila organizada mas os taxis custavam a aparecer. Ainda tiveram sorte de não estar chovendo e de não terem que encarar o infernal calor do meio-dia, típico desta época.

O cenário era perfeito para ação de bandidos, taxistas desonestos e outros pilantras. A chegada ao Rio de Janeiro pela rodoviária Novo Rio e pelos aeroportos do Galeão e Santos Dumont parecem coisa de primeiro mundo se comparados ao caótico desembarque de turistas na Praça Mauá.

Turistas na Praça Mauá

Turistas na Praça Mauá

Seria fácil dizer que tudo será resolvido quando tivermos o terminal marítimo apropriado.  Mas bastaria um mínimo de organização e competência aliados a respeito ao consumidor para evitar esta situação.  Conhecendo a nossa realidade, é de se esperar que este caos perdure por toda a temporada.    

Fotos by Cariocadorio:  Turistas na Praça Mauá e Turistas na Av. Rio Branco (20/12/13).

Saudades do Rio

1 de dezembro de 2013

O título deste post é uma homenagem ao fotolog do mesmo nome. Durante anos o “Saudades do Rio” e outros espaços criados com propósito similar ajudaram a reconstruir a história recente do Rio de Janeiro.  Vários deles estão referidos com links na página inicial deste Cariocadorio. Recentemente, o Terra, site que hospeda os FRA (fotologs do Rio antigo), anunciou para 30/12/13 o fim deste serviço.

Laranjeiras, Campo de Fluminense, 1936

Laranjeiras, Campo de Fluminense, 1936

Rua Ipiranga, 1905: ao fundo A Praça de Touros do Rio

Rua Ipiranga, 1905: ao fundo, a Praça de Touros do Rio

Mais que o grupo de pessoas acostumadas a ver as postagens diárias, perde o Rio de Janeiro. As fotos e os comentários dos frequentadores formaram um importante acervo sobre a história recente da cidade que merecia ser mantido.  Esperemos que as fotos voltem a ser postadas onde possam permanecer como referência. Mas alguns comentários de pessoas que conheceram os logradouros e viveram a história do lugar não serão recuperados. Saudades também de alguns comentaristas que já estão frequentando sites da próxima dimensão.

Pavilhão Mourisco, início do Sec. XX

Pavilhão Mourisco, início do Sec. XX

Minha homenagem vai com estas fotos roubadas dos FRA  que me ajudaram a conhecer minha própria história. Mostram regiões do Rio que  são referências da infância. O Fluminense e as ruas em seu entorno, onde morei e caminhei no caminho da escola; a rua Ipiranga com uma inacreditável praça de touros ao fundo, na rua das Laranjeiras; e o pavilhão Mourisco, que explica o nome daquela região ao final da enseada de Botafogo.

Registro meu agradecimento aos que tiveram a ideia de criar os FRA e àqueles que ajudaram a construí-los e a mantê-los portanto tempo.  Ficamos no aguardo de novas plataformas que suportem uma iniciativa que não pode acabar.

Colégio Pedro II, turma B, 1966

17 de novembro de 2013
CP II Turma B, 1966

CP II Turma B, 1966

A turma B era até mal vista na escola.  O pessoal estourava cabeções no banheiro, batucava nas carteiras, fazia guerra de giz, colava chiclete no teto para vê-los descer lentamente em plena aula e, de repente; …. culpa do Bacalhau que tirou a cara da frente e deixou o apagador quebrar a vidraça. Quando a Gina da turma D fez aniversário foi uma festa…”Viva a Gina!”,  cantava o andar inteiro.

 

Via Dutra, 1968

Via Dutra, 1968

Transgredíamos mas o inspetor Fausto não deixava barato.  Havia disciplina. E lá vai todo mundo formado de pé na porta do banheiro, detidos mais uma vez depois da hora.

Lago Azul, Itatiaia, 1968

Lago Azul, Itatiaia, 1968

 

Nos encontramos em 1966, no 1º ginasial.  Era o tempo da ditadura embora no início não tivéssemos nem ideia do que isso significava. Seguimos por décadas perdidas e sobrevivemos aos militares, aos Sarneys que nunca se vão, aos planos e às cores do poder, ao Itamar e suas saliências, ao Real que deu certo e nos reencontramos há alguns anos sob o império de Lula e seus mensaleiros.

As aulas da D.Mary, do Freitinhas, da bela tia (ou seria prima) da saudosa Maria Cristina, da sisuda prof. de inglês, do Ítalo de histórias e passeios e até daquele simpático professor de latim serviram para alguma coisa. Porque podemos nos orgulhar da bagunça que fizemos e do rumo que demos às nossas vidas.

 

juntos novamente, 2011

juntos novamente, 2011

Os que perdemos viverão na nossa memória, parte que sempre serão da turma B de 1966, turno da tarde do Colégio Pedro II do Humaitá.

VLT na Perimetral, a solução para Rio

21 de outubro de 2013

A prefeitura do Rio de Janeiro guarda a sete chaves um anúncio bombástico para o início de novembro.  Em meio às críticas sobre as consequencias no trânsito do Centro, a Prefeitura anunciará que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) deslizará sobre a pista da atual Perimetral.  O elevado não será derrubado, como até então previsto, mas modificado para acomodar este novo modal. O efeito arquitetônico desta mudança trará os resultados esperados para a integração da região portuária.

Carro de VLT em exposição

Em reunião fechada presenciada por uma fonte que não quer ser identificada, o Prefeito declarou estar atento às vozes das ruas.
“A Perimetral jamais deveria ter sido construída mas simplesmente derrubar uma via elevada pronta seria realmente um desperdício”. 

A utilização da estrutura da perimetral para abrigar o leito do VLT permitirá o melhor aproveitamento da avenida.  A largura de pouco mais de seis metros necessária para este modal permitirá a drástica redução do atual platô da via para automóveis.  Assim, a tão criticada obstrução entre a cidade e o mar será praticamente eliminada. 

A renomada arquiteta espanhola Arantcha Berastategui, contratada pela Prefeitura para o projeto, declarou que o tratamento paisagístico dado ao elevado da Perimetral integrará sua estrutura à cidade de forma a permitir uma transição harmônica  entre o meio físico do tecido urbano e a fuidez das águas da baia de Guanabara”.

O VLT elevado na Perimetral, além de dar um ar futurístico ao Rio de Janeiro, promete ser mais uma atração turística na Cidade.  Desde o alto da Perimetral, os passageiros  terão uma visão privilegiada da baía de Guanabara e do Centro histórico do Rio de Janeiro. 

Ligação entre Aeroportos do Rio de Janeiro com VLT

O sistema ligará os aeroportos Antonio Carlos Jobim e Santos Dumont.  Os veículos trafegarão a uma velocidade média de 56 Km/h. O percurso de 17,7 Km prevê, além dos 2 terminais nos aeroportos, mais 6 estações: Praça XV, Praça Mauá, Terminal de cruzeiros do Porto Maravilha, Francisco Bicalho (com saídas para a atual rodoviária e para o INTO) e mais duas estações na Ilha do Fundão, Cidade Universitária e CENPES. O sistema da Perimetral será integrado com os demais VLTs do Centro, com a estação das barcas e com o BRT Transcarioca.

Ilustrações: Carro de VLT (obtida na internet); Perimetral – trajeto entre aeroportos do Rio (Google mapas)

Será isto um factóide…? 

 

Hora de voltar ao trabalho

22 de junho de 2013

A mensagem está dada.
Embora a presidente tenha fingido não entender direito, ficou claro que estes que ela disse estar chamando para negociar não representam legitimamente aqueles que foram para as ruas nem mesmo os que ficaram em casa.

Espero que a turba política tenha entendido um pouco e comecem a desmontar o circo de deboches que se tornou o congresso.  Quanto mais odiado, mais controverso, mais impróprio para a função, mais certo chegar ao cargo.  É assim que condenados no STF continuam com o mandato, pastor defende os direitos humanos da Igreja dele, Renan se protege de seus crimes e comissão de ética tem gente que foi repudiada por não tê-la.  Muito piores são os que os levam a estes postos. 

Se insistirem neste momento, trabalhadores, estudantes e pessoas comuns em geral, correm o risco de servir de massa de manobra, se é que não já serviram.  

Grupos organizados utilizam as manifestações para seus próprios interesses. Mesmo legítimos, podem não ser exatamente os mesmos dos que estão ali engrossando as manifestações.  Há muito mais do que vinte centavos, PEC 37, cura gay, corrupção e fora Renan sendo colocado em pauta.  Coisas que passam longe do entendimento da maioria, na qual me incluo.

Sem falar na proteção que as manifestações promovem para vândalos, bandidos e ladrões vulgares.

É hora de voltar ao trabalho.

Que se danem as Olimpíadas

18 de janeiro de 2013

Que se danem as Olimpíadas e a Copa do Mundo e junto com eles a FIFA, a CBF, o COB e os políticos de turno. E que se danem os turistas que vêm para estes eventos. 

Chega de ler e ouvir que o Rio não está preparado para a Copa e para as Olimpíadas. Que o aeroporto do Galeão (recuso-me a chamar aquela porcaria com o nome de um dos maiores compositores que a humanidade já conheceu) não vai aguentar, que a segurança é muito ruim, que o trânsito é caótico, que a infraestrutura não suporta tantos turistas e que vai ficar pior nestes eventos.  Pois que se danem os visitantes.  

O problema do Rio de Janeiro é não estar preparado para nós que moramos aqui.  Para nós que precisamos ir para o trabalho todos os dias.  Que saímos e chegamos em casa pelas estradas e aeroportos da nossa cidade. O Rio de Janeiro deveria estar sempre bem, independente de qualquer mega evento.  
Lembram do legado que nos deixou o Pan de 2007?  Pois é, nada.

Partida da raia de remo na Lagoa. Feito para o Pan, hoje destroços boiando.

Partida da raia de remo na Lagoa. Feito para o Pan, hoje destroços boiando.

Hospital São Francisco de Assis...vergonha

Hospital São Francisco de Assis…vergonha

Quero um Rio de Janeiro formidável para nós que vivemos aqui. 

Quero hospitais públicos que funcionem e escolas decentes para nossas crianças.  Paguemos melhor a médicos e professores e menos para políticos e seus assessores nomeados à vontade.  Quero aeroportos minimamente bem administrados.  Não adianta gastar fortunas em obras. Se continuarem administrados assim serão sempre a imagem do caos. 

Caos no Galeão

Caos no Galeão

Quero obras de infraestrutura para todos e não somente para a Barra da Tijuca.  Botafogo é Rio de Janeiro há mais de 300 anos e não vai levar nada.  Vai continuar intransitável antes, durante e após as Olimpíadas. Enquanto a Barra de apenas 40 anos e grandes interesses está recebendo de tudo.  Não se assustem se vier a ser um município independente do Rio após as Olimpíadas.

O que não precisamos são prédios de 50 andares para “viabilizar” projetos de infraestrutura porque eles inviabilizam a cidade. O que não precisamos são obras mal acabadas, Porto Maravilha que tem que ser feito 3 vezes porque o Paes quis inaugurar com a Dilma, teto de túnel que desaba mal comece a operar e elevado quase caindo por falta de manutenção.  Aliás, como é que vão resolver isto “para as Olimpíadas”?

Quero polícia decente nas ruas, nenhum morador em área de risco, drenagem pra não inundar tudo assim que caem uns pinguinhos (em 80% dos casos basta desentupir os bueiros da rede pluvial), transporte decente pra todo mundo e cadeia para quem merece. 

Por falar em cadeia, um recado meio atrasado para aquele Ministro:
As cadeias brasileiras são do mesmo padrão das escolas e dos hospitais.  Se o senhor prefere morrer a ir pra cadeia, então a escolha é sua.  Quem precisa do hospital quer viver. Consertemos primeiro as escolas e haverá menos bandidos nas ruas. Assim vai sobrar espaço para os seus amigos de Brasília ficarem bem acomodados ou, se preferirem, morrerem a vontade.  

Com governos decentes, sem “Deltas”  e sem “Trump Towers”, viveremos bem e poderemos receber turistas o ano inteiro e todos os anos, como é a vocação desta tão mal cuidada Cidade Maravilhosa.  Aí então, que venham os mega eventos.

Igreja da Penha

Igreja da Penha

Fotos: Partida do Remo na Lagoa (outubro 2012), Caos no Galeão (maio 2012) e Igreja da Penha (dezemro 2010) by Cariocadorio; Hospital Sáo Francisco de Assis (março 2011) do site Museologando.