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Aeroporto do Galeão

5 de dezembro de 2009

Torre de Controle

No maior aeroporto do Rio de Janeiro, chegar e partir são só dois lados da mesma anarquia. 

Você desce do táxi e já te esperam uns engraxates com um jeito estranho.  Entra rápido pra se sentir menos inseguro. No saguão do aeroporto, em pleno pré-verão do Rio, o ar condicionado funciona muito mal. Você logo nota que as reformas em andamento são uma maquiagem de segunda classe. Os novos “telões” sobre os postos de check-in são tão pequenos que não dá pra identificar a companhia aérea.  Você responde a uma série de perguntas idiotas da companhia aérea americana (só aqui, lá eles não fazem isso). Tudo bem, isso não é culpa da Infraero.  

Feito o check-in, vem a longuíssima fila pra passar na imigração.  Depois a fila pra passar no raio-x e finalmente você está do lado dos portões de embarque.  A escada rolante pro andar de cima não funciona. O calor continua… Azar seu que colocam três vôos internacionais em portões consecutivos, 11 ao 13.  Logo aqueles em reforma e espremidos ao lado do raio-x, enquanto do  5 ao 10 está tudo vazio.  Claro que não há espaço pra todo mundo e o calor aumenta mais ainda.  Você aguardou a sua vez e passou pelo gate. Responde novamente às perguntas idiotas e finalmente embarca com apenas 15 minutos de atraso.  Que maravilha, está tudo pronto para o vôo sair na hora marcada.  

O Comandante pede desculpa mas tem que esperar outro vôo. Depois diz que o seu avião é o sétimo da fila de decolagem e que tem ainda que esperar dois que estão aterrisando.  Com uma hora de atraso você está no ar.  

"Waiting For" (filas no aeroporto)

Mesmo que o trabalho ou as férias tenham sido ótimos sempre é bom voltar pra casa.  Tudo certo e você aterrisa  no Antonio Carlos Jobim.  Que sacanagem fazer isto com um cara que tanto fez pelo nosso orgulho-de-ser-brasileiro.  Graças a Deus todo mundo continua chamando de Galeão esse aeroporto medieval.   

Agora é hora de passar na imigração e depois lutar naquele espaço espremido para pegar as malas na esteira lentíssima. Parada básica no free shop, a única parte do aeroporto que parece reformada (por que será?), e você está pronto pra enfrentar a alfândega.  Só que o pessoal da alfândega resolveu trabalhar sério e … operação padrão.  Mais de uma hora na fila.

Você venceu, passou no verde levando o celular de $1350 com tecnologia do fala-escreve do George Orwel, só que em doze idiomas, mais o estado da arte em comunicação. Serve até como telefone.    Feliz da vida, você encara uma daquelas mulheres atraentes das empresas de táxi. Pode escolher qualquer uma porque o preço agora é tabelado. Isso mesmo, o rádio-taxi (branco) passou a cobrar o mesmo da antiga máfia do aeroporto (carros azuis e vinho). O mesmo assalto pra todos os “especiais”.  Na saída o carregador / cambista (isso até que melhorou) tenta te abordar, a rapaziada oferece um táxi e é melhor você se mandar logo.  Se não quis o táxi “especial” no preço tabelado você pode arriscar um amarelinho lá fora.  Mas aí já sabe, do lado de fora você está ainda mais exposto que do lado de dentro.   

Bem-vindo ao Rio de janeiro.   Tudo bem, pra Copa vai estar tudo resolvido e pras Olimpíadas melhor ainda.  Depois …    

Fotos: “Torre de Controle” by Bruno S. Lessa (Flickr, Creative Commons, 4/2/08); “Waiting For” by Santa Rosa (Flickr, Creative Commons, 24/9/05);

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