Posts Tagged ‘trânsito’

Tchau, Tchau, Perimetral

26 de janeiro de 2014

O Cariocadorio começou na Praça Mauá, com o Porto Maravilha e com o anúncio do fim  da Perimetral.  Desde 2009 me manifesto contra a derrubada da Perimetral (clique aqui e aqui). Cheguei a criar um VLT  na Perimetral (clique aqui) que, aliás, ainda acho que seria muito interessante e útil para os cidadãos.

Em frente à Praça XV

Em frente à Praça XV

Arcenal de Marinha e Baía de GB

Arsenal de Marinha e Baía de GB

Pois bem, nesta sexta dei o meu último “passeio” pela Perimetral.  Era este, até então, o meu caminho diário para o trabalho desde o século passado.

Obras do Museu do Amanhã e Transatlântico

Saída para a Pr. Mauá – Obras do Museu do Amanhã e Transatlântico

Agora só me resta torcer para que a fortuna que gastamos para derrubar esta via nos traga, pelo menos, o alento de uma melhora substancial para a região.  Alguma coisa que nos faça esquecer o desperdício e o sofrimento de um trânsito caótico por tantos anos.

Que não fiquem somente as mazelas das enormes torres e aglomerações de edifícios que serão construídas, segundo a prefeitura, para pagar a conta. Que as pessoas, e não só os grandes empreendimentos, lucrem com esta história.

Não quero ser pessimista mas, para quem defendia a vista para a baía de Guanabara, aquele monstrengo de vidro ao lado do INTO não é um bom começo.

O INTO e o monstro

O INTO e o monstro vistos da Linha Vermelha

Fotos by Cariocadorio, Janeiro de 2014

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O guarda no meio do caminho

23 de abril de 2012

O artigo “Malditos Tachões” (aqui) pretendia chamar a atenção para os perigosos tachões que dividem as pistas seletivas de ônibus na Av. Pres. Vargas, na Av. Rio Branco e outras vias do Rio de Janeiro. Os tachões danificam a suspensão do veículo, estouram pneus, quebram rodas e derrubam motociclistas.   Os cones, invariavelmente deitados no chão, também são perigosos.

Entre carros e ônibus

Entre carros e ônibus

A ojeriza (justa, aliás) que o motorista de carros tem a motociclistas, motoboys em particular, dividiu o foco. Volto, então, ao tema para ressaltar a preocupação com o guarda de trânsito que fica no meio da avenida. Este trabalhador fica apitando, gesticulando e se desviando dos veículos que passam junto a ele, correndo alto risco de um acidente grave. Independente de alguém achar que isso melhora o tráfego, não vale a pena dar chance ao azar. 

Se acontecer uma tragédia, quem será o culpado? O motorista, o próprio guarda ou quem mandou ele ficar ali no meio da rua?  Parece óbvia a resposta. E se a decisão de ali ficar é do próprio guarda, a culpa é de quem não o orientou para não fazê-lo.

Já convivemos com lavadores de pára-brisa, pedintes, vendedores de todos os tipos, jornaleiros (veja aqui) e problemas demais nas caóticas ruas da cidade. Não precisamos que os responsáveis pelo trânsito acrescentem mais alguns. A prefeitura já anunciou a retirada dos tachões.  Que tal tirar o guarda do meio do caminho?

Fotos by cariocadorio: Av. Rio branco, abril de 2012

Malditos tachões

13 de abril de 2012

Acordou mais cedo que de costume. Inclinou-se sobre a pia do banheirinho apertado, lavou o rosto esfregando os olhos e caprichou na barba ralinha.  Sem fazer barulho vestiu o jeans ainda novo e calçou as botas baratas. Passou o café, esquentou o pãozinho de ontem e se alimentou para o dia de trabalho. Colocou a camiseta favorita e, sobre ela, a surrada jaqueta.

Beijou a esposa, muito jovem, e saiu de casa sem acordá-la.

Welliton amarrou a presilha do capacete, curtiu por um instante o barulho do motor da Honda novinha e seguiu para o Centro do Rio. Mais cuidadoso que de costume, buzininha tocando entre carros e pedestres, Welliton ziguezagueou pelas ruas do Rio de Janeiro em sua rotina de motoboy.  Concluiu feliz suas tarefas.

Uma chuvinha fina caiu sobre a cidade no fim do dia. Com a capa de plástico Welliton pegou o caminho de casa.  De repente o ônibus raspou no cone de tráfego e o jogou na sua frente. Com uma rápida guinada, desviou do obstáculo mas a roda resvalou num tachão.  Enquanto sentia a moto escapar debaixo de si ainda pensou:

“Malditos tachões”!

Nada mais a fazer.  A moto tombou e deslizou na direção do guardinha que, insanamente, controlava o tráfego no meio da avenida movimentada.

Do asfalto, após seu corpo quicar várias vezes sobre os tachões, Welliton viu pessoas correndo em sua direção. Viu o guarda caído mais adiante. Em vão tentou se mexer. A vista foi ficando turva e as forças lentamente abandonando seu corpo.

Amanhã a jovem esposa do motoboy acompanhará o marido pela última vez.  No seu ventre, o sonho do casal ainda não sabe que nascerá sem o pai.

Menos mal para o controlador de tráfego que em seis meses poderá voltar ao trabalho.  Esperemos que nunca mais para o meio do trânsito pesado da Av. Rio Branco.

Fotos by Cariocadorio.

Rio Reveillon 2012: não há vagas

29 de dezembro de 2011

A celebração da passagem de ano é também chamada réveillon, termo oriundo do verbo francês réveiller, que em português significa “despertar”.

Pois bem, o Rio de Janeiro vai despertar em 2012 com menos vagas que em 2011.  Esta foi uma das medidas que a Prefeitura tomou para melhorar o trânsito em Copacabana.  Em datas como o Reveillon talvez não haja outra saída.

Mas o problema de estacionamento no Rio não se limita aos dias de festas.  É uma constante.    Tente ir à praia ou  jantar num restaurante de Botafogo mesmo numa terça-feira . Qualquer programa esbarra na dificuldade para estacionar.   A situação é muito pior para as pessoas que dependem do carro para se deslocar a trabalho diariamente.  Metro e ônibus não suprem as necessidades e táxis são muito caros.

Obviamente, o transporte coletivo tem que ser a prioridade. Mas isto não deve significar impedir a circulação dos carros na cidade. Um transporte coletivo eficiente, abrangente e seguro está longe de ser uma realidade.   Mesmo que o tenhamos algum dia, haverá situações onde o transporte individual será necessário.  Os BRTs, BRSs  (malditas siglas em inglês), VLTs eoutras medidas favorecerão certos bairros mas não são suficientes.  

É preciso aumentar o número de vagas disponíveis. A saída são  estacionamentos subterrâneos. Junto com estes, ou até mesmo antes destes, passagens subterrâneas para melhorar o fluxo de veículos, como em outras  grandes cidades.  Nos bairros estes estacionamentos devem beneficiar primeiro aos moradores, que teriam prioridade em adquirir ou alugar as vagas.  

O que não é inteligente é construir um estacionamento sem as respectivas passagens subterrâneas como foi feito na Av. Pres. Antonio Carlos, por exemplo.  Seria óbvio fazer a passagem subterrânea no cruzamento desta com a Alm. Barroso e Pres. Wilson.  Algo semelhante poderia ser feito no cruzamento da Rio Branco com a Pres. Vargas. 

Acesso ao estacionamento: Pres. Antônio Carlos x Alm. Barroso

Os grandes vilões do trânsito e da ordem são os estacionamentos irregulares que infestam o centro da cidade tornando intransitáveis ruas como São Bento, Acre e outras na região.  O mesmo se aplica a Copacabana, Ipanema e qualquer bairro onde os flanelinhas e agora os “Valets” se apossaram das ruas.

Construir estacionamentos associados a passagens subterrâneas e coibir  abusos permitiria ordenar o trânsito, servir ao cidadão e, junto com um razoável sistema de transporte coletivo, dar uma cara de primeiro mundo ao Rio de Janeiro. 

Foto obtida no site skyscrapercity.com.

Operação Lei Seca e o hospital

20 de fevereiro de 2011

Já passava das três da manhã quando o Dr. Carlos Eduardo de Godoy Meneses saiu do hospital.  Aquilo não seria muito diferente da sua rotina não fora Laurinha a razão da emergência.  Os hospitais particulares do Rio andam lotados. Transferência só na manhã seguinte.  Pelo menos as fortes dores devido ao cálculo renal estavam sob controle.

O caminho para casa não era longo e a perspectiva de dormir um par de horas antes de recomeçar o dia era sua maior ambição.  Só não podia esperar aquele sinalizador vermelho indicando que encostasse o carro: 


O policial identificou-se e pediu documentos. O Dr. Meneses explicou a situação, mostrou a bolsa da esposa que levava pra casa tentando escapar do procedimento completo.  O Cabo Geremias entendeu a situação, calmamente explicou que teria que cumprir a lei e perguntou:

“O senhor ingeriu alguma bebida alcoolica?”

“Não”, respondeu o Dr. Meneses um instante antes de lembrar que sim. Havia bebido umas tacinhas de vinho no jantar. 

Explicou que as fortes dores de Laurinha ocorreram de um momento para o outro. Quando concluiu que deveria medicá-la no hospital levou-a imediatamente.  Não jantou, não bebeu água, enfim nada que pudesse ajudar na eliminação do álcool.  

Os policiais tentaram ajudá-lo com as contas e as possibilidades.  Já haviam passado umas seis horas mas ainda assim havia o perigo de ser pego.  A alternativa era se recusar a soprar, pagar a multa e ficar alguns dias sem a carteira. Com Laurinha no hospital isto não seria nada bom. Durante quase uma hora conversou com os policiais. Eles até explicaram que o passar do tempo estava a favor dele mas não podiam adiar mais.    

Finalmente soprou e ficou no limite do problema.

O Dr. Meneses seguiu para casa pensando no bom trabalho dos policias.  Sentiu que entenderam a situação, cumpriram sua obrigação e ajudaram sem que, em momento algum, se fizesse menção a propinas ou vantagens escusas. Na semana em que a Operação Guilhotina expôs mais uma vez a podridão das instituições policiais, o trabalho dos agentes da Operação Lei Seca servia para que ele recuperasse a esperança de um Rio melhor.   

Artigo relacionado: “Se beber não Dirija”, clique aqui.

Desordem carioca

21 de novembro de 2010
 

Rua Senador Vergueiro - distribuição de jornais

Não bastassem os tradicionais vendedores de balas, chocolates, biscoito Globo, água mineral e os infames lavadores de pára-brisa, agora temos os vendedores de jornais.  Digo vendedores porque trata-se de um negócio, embora os jornais sejam entregues gratuitamente.  Dois jornais concorrem por este mercado.

A economia por décadas decadente, a falta de empregos e a eterna tolerância das autoridades do estado criaram uma economia de esquina e engarramento difícil de reverter em pouco tempo. É igualmente conhecido o perigo para a segurança que são estes lavadores de pára-brisa cuja atividade não se consegue coibir.

O que se vê agora é uma atividade formal sendo permitida nas ruas do Rio. Os distribuidores de jornais, uniformizados e patrocinados, ocupam as esquinas retardando o tráfego e causando perigo inclusive para eles próprios.  Se a moda pega, em breve teremos todos os tipos de promoções nos sinais trânsito aumentando a insegurança e tornando o ir e vir ainda mais caótico.

Não se pode admitir a institucionalização da desordem. Este mal pode ser cortado pela raiz. É  imperativo acabar com a distribuição se jornais no trânsito carioca.

Barão do Flamengo x Praia do Flamengo

Fotos by Cariocadorio (Nov. 2010)

Se beber não dirija

3 de abril de 2010

As estatísticas de mortes nas estradas brasileiras são alarmantes.  Muitas vezes os acidentes que levam tantas vidas precocemente são causados por motoristas que dirigem alcoolizados, sob o efeito de drogas ou com sono.
Recebi o texto  e o video abaixo por e-mail.  É tão importante que vale a pena fazer tudo para que o maior número possível de pessoas o veja.  Passem adiante, reproduzam em seus espaços, encaminhem a quem possa fazer algo assim no Brasil.  As imagens são muito fortes mas merecem ser vistas. 

 

Uma das maiores empresas de marketing do mundo, resolveu passar uma mensagem para todos, através de um vídeo criado pela TAC (Transport Accident Commission) e que teve um efeito drástico na Inglaterra. Depois desta mensagem, 40% da população da Inglaterra, deixaram de usar drogas e de se alcoolizar pelo menos nas datas comemorativas. Espero que todos assistam, mesmo que não se alcoolizem ou usem algum tipo de drogas, e que reflitam e passem para os seus contatos.