Dia de festa

Contador de piadas

Esta festa de 2 de agosto de 1960 é a minha mais nítida memória da infância.  Talvez por estar tão bem documentada com fotos. Lá estiveram quase todos que faziam parte do meu mundo familiar, que durante tanto tempo foi o mundo que conheci.   Celebrávamos o meu aniversário. Eu estou aí, pequenininho, de costas.  O bolo em cima da mesa, ornamentado com o Falcão Negro, foi feito com carinho e competência pela tia Vinícia.

Pois foi ela que nos trouxe, em um certo 24 de fevereiro, aquele que é o centro das atenções nesta foto.  O contador de piadas.

O Studebaker

Em todas as festas da família chegava uma hora que a turma se concentrava para ouvir as piadas do Ronaldo.  Tinha sempre uma nova e muito bem contada, em geral com com aquela picardia que hoje soaria quase inocente. A vida é assim mesmo, já não temos tantas festas com antigamente mas, sempre que surge a oportunidade, as piadas nos divertem.

Do tempo desta foto de fevereiro de 1956 eu confesso que não me lembro bem, o que é muito justo.  Assim como é justo que o Ronaldo não tivesse jeito com crianças, afinal ainda estava longe de formar sua bela família com tantos filhos e netos.   O fato é que estamos juntos . Aqui nós servimos de desculpa para mostrar a grande estrela desta foto tirada em Ibicuí: o Studebaker do vovô que eu diria, sem grande convicção, ser de 1949. 

Meu primo

 
Já que começamos, vamos continuar voltando no tempo até chegar em 1942.  A foto foi dedicada aos meus pais em 24-3-1942 e bem guardada até hoje.

Vendo essa foto, não sei porque me lembrei de uma daquelas brincadeiras rápidas que não faltam no repertório do meu primo:
“Tô com o olho anuviado”.

Fotos: acervo pessoal Cariocadorio (proibida a reprodução sem autorização prévia)

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9 Respostas to “Dia de festa”

  1. Valéria Says:

    Oi João
    Obrigado por compartilhar esses momentos. Dá uma vontade de fazer o mesmo, sair garimpando fotos da família, que são poucas, e ir contando as histórias.

    Lembrei muito das festas na minha família materna, comandadas pela minha vó, aquela que apresentei. Era tudo tão simples e tão alegre. Na minha época de adolescente, achava uma saco. Nunca pensei que anos depois sentiria tanto aperto e tanta saudade.

    Na casa da minha avó, mãe do meu pai, o forte eram os jantares deliciosos que ela e minha tia faziam.

    não deixe de visitar meu fotolog
    abraços

  2. Wagner Says:

    Apesar de não ter nascido nesta época (1960), tive o prazer de “pegar” um pouco das divertidas piadas do Ronaldo. Sinto saudades da época de Cabo Frio, por exemplo, em que a família se reunia, com a presença de novos integrantes e amigos, e que de certa forma, nos fazia sonhar com o próximo encontro, tamanho prazer que sentíamos.

    Hoje, temos a sensação de que a “magia” desses encontros tenha virado purpurina, (no bom sentido), pois, muitos partiram, outros ficaram velhos e outros possuem responsabilidades que de certa forma, impedem o retorno dessa “magia”.

    Penso que ficar velho e responsável muitas vezes nos traz perdas. Mas também, acredito que podemos conforme nossas possibilidades, nos aproximar cada vez mais d’aqueles que nos são caros, e com isso, resgatar esses tempos bons.
    Fui.

    • cariocadorio Says:

      Wagner,
      A magia está na continuidade da vida. Depois de um Abel vem outro e depois outros e assim por diante… outros nomes, outros jeitos…depois de um Ibicuí vem um Cabo Frio e por aí seguimos…dos que já foram lembremos com alegria!

  3. Alvaro Botelho Says:

    Acho que isso aconteceu com todas as famílias numerosas que tinham o hábito de se reunir nas datas festivas. No meu caso as reuniões, principalmente Natais, eram na casa da minha avó paterna. Quando eles, meus avós se foram, a mágica daquele encontro foi junto. Além disso as crianças tinham ficado adultas, os adultos, envelheceram, mudaram de cidade, outros faleceram…. Hoje, apesar das saudades, compreendo que é assim mesmo, as gerações se sucedem e as reuniões, se possíveis, acontecem no ritmo de cada época. Só que, reuniões iguais àquelas da casa da vovó, nunca mais aconteceram, resta a felicidade de ter vivido aqueles momentos!
    Sinto falta daquele aglomerado de gente na casa da minha avó!

  4. Valéria Says:

    Pelo visto todos tivemos nossos momentos familiares bem alegres. A mais jovem da minha família terá outras histórias para contar, certamente. Cada qual com sua magia.

    João Carlos, está falando sério do artesanato? Cuidado para não se decepcionar. Eu digo que meus trabalhos são fotogênicos, porque de perto…tsc tsc.. Na verdade, eu só entrego a lata, o recheio é por sua conta e gosto

  5. O Chevrolet 37 « Cariocadorio's Blog Says:

    […] quase sempre em péssimas condições.  O Chevrolet foi parceiro do Studebaker que apareceu no Dia de Festa e depois do DKW Vemag do meu avô.  A última vez que o vi, pelos idos de setenta e pouco, já […]

  6. Karina Says:

    Alô João Carlos! Quam escreve é o primo Ronaldo deSâo Paulo.
    Realmente eu fiquei com o “olho anuviado” ao ver esta minha foto quando eu tinha 1 ano.
    Gostei da reunião em família! Lembrando que naquele tempo as festas eram muito animadas e divertidas. Sinto falta…
    Abraços saudosos
    Ronaldo, com a participação especial de Maria Helena

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