Archive for the ‘Esportes’ Category

Hora de torcer pelo Rio

1 de agosto de 2016
O Rio Olímpico

O Rio Olímpico

Já basta alguns gringos quererem nos desmoralizar.  Como se eles não tivessem seus próprios problemas, seus atiradores psicopatas, o terror em suas cidades, suas histórias de violência e erros. Não vamos fazer coro a interesses mesquinhos.

Para os que vem aqui para competir ou se divertir, tapete vermelho e o nosso maior carinho.  Mas que não esperem uma Olimpíada suíça porque isso aqui é o Brasil.  É o Rio de Janeiro com seu pacote completo.  Vejam a parte meio cheia do cálice.

Não é vergonha querer que os Jogos sejam um grande sucesso.  Já que começou, melhor que termine bem porque só assim será bom pra nós, brasileiros.
Cariocas de todo o Brasil;  agora é hora de curtir as Olimpíadas, é hora de torcer pra dar certo.

 

PS: Depois a gente volta a reclamar da falência do Estado, das bobagens do Prefeito, das mal acabadas obras, das roubalheiras do Congresso e de tudo mais que a gente tem direito. 

 

Futebol e sociedade

8 de fevereiro de 2015

150208 sub20A participação do Brasil no sul-americano de futebol sub-20 reflete o momento da sociedade brasileira. Nossos jovens atletas, a maioria peças importantes em seus clubes, foram amplamente superados pelos rivais. Derrotas claras para Argentina, Uruguai e Colômbia, em todas as partidas que valiam alguma coisa.

Perdemos até nas vitórias. Quando não no placar, perdíamos no comportamento, no “fair-play” (…é o cacete), na inteligência emocional. Nossos jogadores aliavam a burrice à falta de caráter e à irresponsabilidade ao dar entradas covardes nos adversários aos 45 do segundo tempo, com o jogo decidido. Cartões amarelos e expulsões explicáveis apenas pelo instinto perverso de rapazes mal formados moral e psicologicamente.

E que dizer do técnico Gallo igualmente expulso de campo pelo juiz no final de uma partida? Incapaz de conduzir estrategicamente uma equipe ao jogo coletivo, à prática sadia do esporte. Incapaz de transmitir equilíbrio emocional a atletas perdidos em campo. Deixo o pífio desempenho técnico e tático para avaliação de quem entende disso.

Foi patético ver nossos fortíssimos atletas serem envolvidos pelos pequenos colombianos e argentinos. Superados pelos esforçados uruguaios. Um bando de pseudo-estrelas tentando resolver sua própria vida em vez de contribuir para o coletivo.

Estava em campo o Brasil que estamos formando. Fruto da tolerância às transgressões, da prevalência do indivíduo sobre o coletivo. Uma sociedade que busca objetivos pequenos e efêmeros em detrimento de conquistas maiores e perenes.

Carta aberta aos meus netinhos

8 de julho de 2014

Rio de Janeiro, 8 de julho de 2014

Queridos Netinhos,

Um time sem meio-campo, com ataque inoperante e pífio esquema tático não merecia mesmo ganhar. Mas os incontestáveis 7 x 1 foram um castigo duro demais para um povo que, apesar de tudo (*), faz desta uma belíssima Copa do Mundo.

Vocês ouvirão falar muito da “tragédia do Mineirão”.  Acreditem, jamais haverá vitória sobre a Alemanha que vingue o que aconteceu hoje. Sei muito bem o que é isso. Vovô não tinha nem nascido quando, em 1950, perdemos para o Uruguai. Ainda assim, sinto o fantasma do Maracanazo como se fosse ontem, 64 anos depois.

Nós hoje perdemos para a seleção de um país que foi completamente arrasado na metade do século passado. Mas mesmo dividido ao meio, trinta anos depois já era um dos maiores do planeta. Não conseguiram isto por força dos céus. Não esperaram que Deus, o governo ou seja lá quem ou o que lhes desse o pão, o teto e a cama de dormir. Trabalharam muito e continuam trabalhando. Da mesma forma pragmática que nos venceram hoje.

Saibam, portanto, que ficar chorando nos cantos não leva a nada. Jamais permitam que lhes convençam de que nós brasileiros somos um bando de coitadinhos. Isto só é conveniente para preguiçosos e, principalmente, políticos. É ferramenta de ganhar votos e manter o poder. Nestas situações enxuguem logo as lágrimas e voltem ao trabalho. Como diz a letra do velho samba: “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!”.

Não se esqueçam que depois da tristeza de 50 ganhamos cinco Copas do Mundo, mais do que qualquer outro país.
Penta-campeão!

 PS. Não contem isto aos argentinos, eles acham que a história das Copas começa nos anos 70.

(*) este tudo é a farra política, o escândalo dos estádios, a vergonha do “legado” e a falta de tudo que poderia ter sido feito com a grana mal-gasta com esta Copa. Incluído aí o vexame que foi o “chute no traseiro” que o país levou da FIFA. Aliás, eu odeio a FIFA.

Copa da África do Sul, 2010 (Maradunga)

25 de junho de 2014

A Copa de 2010 na África do Sul ficou longe de ter a  sonhada final sul-americana. Brasil e Argentina tinham muitas coisas em comum e chegaram exatamente ao mesmo lugar.  Ambos tinham como técnicos ex-jogadores,  campeões do mundo, mas com experiência zero na função.

Pra que lado agora?

Ambos procuraram fazer crer que estavam no caminho certo.  Dunga apregoava a eficiência do seu “método”, bem sucedido até antes da Copa.   Maradona usava a propaganda ufanista baseada no seu próprio prestígio aliado a ter, sem dúvida, o melhor elenco.  Seus resultados, porém, eram pífios até ali.

Maradona, com sua ânsia de vedetismo e monopolização das atenções, e Dunga, com seus ataques de raiva, agressões e excessos nos modelitos da filha à beira do campo, estavam mais preocupados com seus egos do que com suas funções.

Ficaram estupefatos diante da adversidade definitiva e, do alto da sua inexperiência, não tiveram resposta quando o adversário lhes impôs um nó estratégico incapaz de ser superado pela genialidade de alguns de seus jogadores, no caso da Argentina, e pelas opções disponíveis no caso do Brasil.

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Seguem as semelhanças: como auxiliares, Maradona tinha Mancuso, o amigo de todas as horas, do futebol, das festas e das noitadas. Dunga, na sua obsessão por controle, tinha um capataz na figura de Jorginho.  Um e outro tão carentes de experiência como seus chefes.

Ambos perderam para europeus nas oitavas-de-final.

Com tantas coisas em comum, por caminhos diversos, Brasil e Argentina perderam exatamente como era de se prever.
A Argentina pela falta de organização do seu elenco de craques e pela sua defesa ruim, frutos da incapacidade do seu treinador.
O Brasil pela previsibilidade de suas ações, pela falta de recursos ao ter no banco um bando de cabeças de área e de bagre  e pelo nervosismo do time em campo, reflexo do que via no seu comando fora dele.

A derrota, entretanto,  começou a ser desenhada muito antes da Copa do Mundo. Culpar jogadores e treinadores é equivocado. O erro está na  condução do futebol, reflexo do que somos como países. Dunga e Maradona foram guindados à posição de treinadores dos selecionados nacionais sem experiência alguma para tal.  O mesmo acontece com administradores de nossas instituições, cidades e estados.

Ricardo Teixeira tem poderes absolutos na condução do futebol no Brasil. Administra fortunas que passam em suas mãos da mesma forma que determina quem será o próximo treinador da seleção.  O presidente da CBF se perpetua no poder eleito por presidentes de federações que o fazem da mesma forma.  Protege daqui, beneficia dali e “é dando que se recebe” vão se mantendo à frente da maior paixão nacional.

Ninguém deveria ficar mais que oito (4 + 4) anos no comando de qualquer entidade esportiva brasileira.  A perpetuação dos mesmos dá margem para muita coisa ruim, muita roubalheira.

Mas diante da anarquia moral em que vivemos neste país, perder uma copa do mundo é o menos importante.

Quanto aos resultados da Copa de 2010, parabéns para os espanhóis, um povo que vive intensamente o futebol e que finalmente vê sua seleção brilhar internacionalmente. Méritos para o Uruguai, que volta ao cenário internacional depois de tantos anos de ostracismo.  Para os anfitriões, resta saber o que fazer com os estádios que construíram para a grandeza da FIFA.

Artigo de 2010, re-editado para “A história das copas por Cariocadorio”:
https://cariocadorio.wordpress.com/category/copas-do-mundo/

Fotos obtidas na Internet

Copa dos Estados Unidos, 1994

8 de junho de 2014
Cariocadorio em Dallas, 94

Cariocadorio em Dallas, 94

Bons tempos.  Pouco acompanhei o pré-copa daquele ano, distante que estava no país que receberia o mundial. Pouco soube da polêmica das eliminatórias que só levou à convocação do Romário no último instante para classificar o Brasil.

No primeiro jogo em Dallas estávamos lá para ver Espanha e Coréia empatarem em 2 x 2. A Espanha fez dois a zero e deixou a Coréia empatar no último minuto. Fiquei feliz pela oportunidade de ver um jogo de Copa do Mundo ao vivo.

 

cerimônia inaugural em Dallas

cerimônia inaugural em Dallas

Espanha x Coréia do Sul

Espanha x Coréia do Sul

Mas o atraso no retorno à Terra Brasilis nos deu a oportunidade de ver o Brasil de perto, contra a Holanda, naquele que foi um dos mais importantes jogos brasileiros em copas do mundo.

A Holanda repetia a história do primeiro jogo em Dallas empatando após o dois a zero do Brasil.  Estávamos desanimados na arquibancada quando Branco ajeitou a bola lá do meio da rua.

“Porra, vai bater direto daí?” , protestei revoltado.

Depois disso só me lembro do rosto triste dos holandeses na minha frente uns minutos mais tarde.

Começamos a volta pra casa.  As crianças mereciam uma parada em Orlando.  Foi de lá,  em uma TV de 14″ no quarto do hotel, em um canal mexicano, com a imagem toda chuviscada que vi o 1 x 0 magrinho sobre a Suécia.

Em tempo de Copa

Em tempo de Copa

Junto com o Plano Real do governo Itamar Franco, o Brasil chegou a uma decisão de Copa do Mundo, coisa que não víamos desde 1970.  Contra a mesma Itália que vencemos em 1970, a mesma que nos havia roubado o título que deveria ser nosso em 1982.

Aquele time encardido da Suécia bateu uma surpreendente Bulgária para ficar em terceiro.  Outra equipe notável de 94 foi a da Romênia de Hagi.  O lado negativo ficaria por conta das confusões e drogas dos argentinos Maradona e Cannigia, astros da copa anterior.

Foi fazendo uma corrente de mãos dadas na  casa dos Velhos que vimos Tafarel pegar um pênalti e o Baggio jogar a bola pras nuvens em outro. Brasil  tetra-campeão!

Fotos by Cariocadorio; Dallas, 1994

Hora de torcer pro Brasil

8 de junho de 2014

É claro que aquela senhora não acredita no que disse.  Aquela, de invejável pedigree, que trabalha no COL.  Todos sabemos que ainda há muito para ser roubado. Mas … voltemos a este assunto depois da Copa?

140608 copa no Rio

Agora não importa se a economia vai muito mal, se a mistura de político brasileiro e dirigente da FIFA deu neste descalabro, se a vitória pode beneficiar este ou aquele partido, se passamos atestado de incompetência e tudo mais.

A Copa (a de todos, não a da FIFA) é um maravilhoso encontro de nações. Agora é hora de receber em paz os que nos visitam em paz. É hora de assistir um dos maiores espetáculos do planeta.  Agora é hora de dar uma trégua e fingir que a gente acredita que “o que tinha que ser roubado já foi”.

Agora eu vou me enrolar na bandeira brasileira e
torcer para o Brasil.

Foto: cartão postal do Banco Itau

Copa do México (de novo), 1986

4 de junho de 2014

A ADEG informa: Sai Evaristo de Macedo, entra Telê Santana. Repetia-se o técnico de 82. Tentaram repetir os craques de 82 mas estes, já um pouco passados, dissolviam-se em dores e lesões.
“Será que dá pro Zico?”. Acabou dando.

Pessoal  bichado a parte, estava a delegação prontinha com malas e bagagens para seguir para o México, de novo.  Mas não mais que de repente:

“Perá aí Renato, você não vai.  Indicisplina não se tolera neste time”, e o Telê cortou o Renato Gaúcho na hora H.

“Se o Renato não vai então eu também não vou”, decidiu Leandro na hora do embarque.  Estranha solidariedade.  Melhor não tentar entender. 

Difícil de entender também a escolha do substituto do Leandro.  Que idéia do Telê levar o Josimar. Desde quando esse cara joga bola para estar na seleção.  Mas lá foi ele.

Começou a Copa:  Michel fez gol pra Espanha mas o juiz não gostou. Sócrates tava impedido mas valeu. Resultado: Brasil 1 x 0.
E vamos passando:  Argélia, Irlanda do Norte, 4 x 0 na Polônia e, quem era “o cara”????  Ninguém menos que ele, Josimar. Quem diria, heim?

Lá vem a França com Platini e sua turma. 1 x 1, tá difícil.
Pênalti pro Brasil:
“…Não, o Zico não! O cara entrou agora, tá frio” … Perdeu. 
Fim de jogo, disputa de pênaltis:
“… Assim não, Sócrates! Toma distância, Sócrates”… Não tomou. Perdeu. 
Fim de Copa pro Brasil.

A Argentina de Maradona com um gol de placa e outro com “la mano de Dios” venceu a Inglaterra e a pouco mais que esforçada Alemanha de Rummenigge para ganhar a Copa pela segunda vez.

A Colômbia faria a Copa mas desistiu no meio do caminho.  O México, mesmo se recuperando de um terrível terremoto, a substituiu e recebeu a todos com a alegria de sempre. 

Foi, sem dúvida alguma, a Copa de Diego Armando Maradona.      

Fotos obtidas na Intrernet.

Copa da Espanha, 1982

3 de junho de 2014

 Nilton Santos se preparava para assistir o jogo mais importante da sua vida. Não era por acaso que ostentava este nome glorioso.  Vovô Santos não permitiria qualquer outro que não fosse o do seu maior ídolo.  Seu desejo, na verdade, era dar este nome ao seu próprio filho mas Marlene, sua mulher, não permitiu. Decidiu homenagear seu recém falecido pai e batizou o menino de  Edilson.   Tudo bem, pois o pai de Nilton Santos desde pequeno atende pelo apelido de Didi.

A família se reuniu para este grande dia. Nilton Santos vestiu sua camisa canarinho, presente do avô, e enrolou-se na bandeira do seu amado Botafogo.  Antes do jogo a  TV mostrava  os gols da formidável campanha brasileira. Nada parecido desde 70.  Depois da vitória apertada sobre a Rússia na estréia, o Brasil arrasara Escócia e Nova Zelândia. 

Melhor ainda, aplicou um convincente 3 x 1 na Argentina ao som de “voa canarinho voa”.   E como jogava bonito o time de Telê!  Quantos craques, Zico, Sócrates, Falcão, só pra falar nos mais votados. E no gol ninguém menos que Waldir Peres…bom, nada é perfeito.

Mas a coisa não começou como esperado.  De cara Paolo Rossi abria o marcador.  Mas o que é isso?  Como aquela Itália que chegou ali aos tropeços, empatando os três jogos da primeira fase, ia criar problema?  Claro que não, Sócrates empataria logo depois. Fez-se a ordem e a alegria voltou a imperar na casa da família Santos. Alegria que foi esbarrar em outro gol do endiabrado italiano. No segundo empate do Brasil a confiança retornou até que Paolo Rossi fizesse o terceiro, colocando a Itália definitivamente na frente.

O jogo chegou ao fim.  Consumava-se a tragédia do Sarrià.  Na sala do apartamento de Niterói ouvia-se um silêncio sepulcral. Diante da TV, Nilton Santos não podia acreditar no que via. Tinha que haver uma saída.  Quase em prantos, o menino buscou-a nos olhos do pai:

“E agora, papai?”
“Agora fodeu!”,  sentenciou um perplexo Didi.

Foi um duro golpe naquela que foi uma das melhores equipes de todos os tempos.  Pouco importa que a própria Itália viesse a ser campeã pela terceira vez igualando o número de conquistas do Brasil.

A história das copas por Cariocadorio:
https://cariocadorio.wordpress.com/category/copas-do-mundo/

Fotos obtidas na Internet

Copa da Argentina, 1978

3 de junho de 2014

Naquela tarde do dia 21 de junho de 1978 fazia frio em São Paulo. Encerrei o trabalho mais cedo e voltei para o quarto do hotel. Era a rodada decisiva para a definição do finalista do Grupo B. Sozinho vi o Brasil fazer a sua parte derrotando a Polônia por 3 x 1.  Só faltava acompanhar como seria Argentina x Peru.  A Argentina precisava de 4 gols, o que não seria nada fácil contra o bom time do Peru… ledo engano.


Foi muito fácil, 6 x 0.  A euforia pela vitória sobre a Polônia dava lugar à desolação nas ainda mais frias ruas de São Paulo. Se preciso fosse, a Argentina faria dez gols naquele dia.  Lembro-me perfeitamente desta certeza desde o início do jogo. Os peruanos caminhavam em campo, mostrando desinteresse pela partida.  O juiz francês Robert Wurtz (um bailarino) ajudava deixando o jogo correr. Estava tudo acertado há mais de mil anos. Tempos depois o caso de suborno foi confirmado.

O Brasil perdera a Copa de 78 na rodada anterior, no empate de 0 x 0 com os donos da casa.

No Grupo A da segunda fase a Holanda, mesmo sem Johan Cruiffy, chegava mais uma vez à final e ainda faria um jogo duro com a Argentina, resolvido na prorrogação.  Ao Brasil restou o terceiro lugar e ver o belíssimo gol de Nelinho, um fortíssimo chute da direita fazendo uma curva improvável e entrando no ângulo do italiano  Zoft.  O Brasil sairia invicto da Argentina.

Los hermanos, de Mario Kempes y Ardiles, eran campeones pela primeira vez.  Justiça seja feita, os caras sempre jogaram muita bola.  A política sempre tem sua influência em copas do mundo.  Como no Brasil em 70, a ditadura militar argentina soube utilizar muito bem a vitória para manter a dura repressão no país.

Todos los presos políticos, los perseguidos, los torturados y los familiares de los desaparecidos estábamos esperando que Menotti dijera algo, que tuviera un gesto solidario, pero no dijo nada. Fue doloroso y muy jodido de su parte. Él también estaba haciendo política con su silencio.” Quien formula el cargo es Adolfo Pérez Esquivel, Premio Nobel de la Paz en 1980, que logró salir de la Unidad 9 de La Plata gracias a la presión internacional, el 23 de junio de 1978, dos días antes de la final. De su cautiverio recuerda el nudo de una contradicción para muchos incomprensible: “En la cárcel, como los guardias también querían escuchar los partidos, el relato radial nos llegaba por altoparlantes. Era extraño, pero en un grito de gol nos uníamos los guardias y los prisioneros. Me da la sensación de que en ese momento, por encima de la situación que vivíamos, estaba el sentimiento por Argentina.
Do site:  http://www.elortiba.org/mundial78.html

Foto da equipe argentina obtida da internet.

Copa da Alemanha, 1974

2 de junho de 2014

A  primeira copa ao vivo e a cores não nos trás boas lembranças.  Fazia frio no Rio de Janeiro e eu enrolado na faculdade. Não via  meios de aprender Cálculo III.  A matéria já era difícil e o professor não ajudava.  Aquele time meio envelhecido e mal renovado de 70 também não.  Rivelino era o astro que mais parecia um possesso e o PC Caju estava mais preocupado em ir para o Olimpique de Marseille.

Tinha que estudar muito e, com a bola rolando na Alemanha, quem conseguia se concentrar?  Era uma partida atrás da outra, derivada pra todo lado, integral de linha, de superfície, de volume de jogo pífio e toda a turma em prova final.  Eu até que vinha bem, jogando na retranca do Zagalo. Precisávamos de 3 e foi o que deu,  pra mim na prova e pro Brasil com um golzinho do Valdomiro já no fim do jogo contra o Zaire.  Eu passava de semestre e o Brasil pra fase seguinte. Ambos raspando…

Ganhamos da Argentina, o que é sempre muito bom, mas a Holanda nos deu um passeio memorável.  O “Carrossel Holandês” talvez tenha sido a maior novidade de todos os tempos em copas do mundo.  Ninguém jogou parecido com aquele time nem antes nem depois.  Nós ainda amargaríamos mais uma derrota, agora para o bom time da Polônia, pra ficar em 4º lugar.  Triste.

A Laranja Mecânica de 1974

A Holanda de Cruiffy e Neskens assombrou o mundo mas o título ficou com a Alemanha, firme e persistente como sempre, sob o  comando do grande Beckenbauer. No pódio só países daquela região da Europa.

Começava um período sombrio na história do futebol brasileiro.  Só nos restava torcer pelo segundo título mundial do Emerson Fittipaldi e para que Cálculo IV não fosse tão difícil.
Felizmente, assim foi.  E 1974 até que deu algumas alegrias.

A história das copas por Cariocadorio:
https://cariocadorio.wordpress.com/category/copas-do-mundo/

Fotos:  fotos obtidas da internet.