Archive for the ‘fotos’ Category

Árvore de Natal da Lagoa, 2014

26 de dezembro de 2014

A árvore de natal da Lagoa Rodrigo de Freitas já é uma tradição no Rio de Janeiro.

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Árvore de Natal da Lagoa, 2014; primeiro o sol do anoitecer

Todos os anos, ou quase todos, lá vou eu tentar fotografá-la com um equipamento vagabundinho. Um celular Blackberry, um I-phone ou uma câmera Sony que cabe na palma da mão.

Padrões de luzes e cores mas só a partir do finzinho da tarde

Eu me esforço, prendo a respiração, tento me lembrar de tudo que em um passado distante li sobre fotografia.  Não tem jeito, sai sempre meio tremido.

Em tons de azul, a cor mais quente

Mas eu gosto assim mesmo.  Um dia eu compro uma daquelas câmeras bacanas, como a saudosa Nikon FB-10 que está esquecida no alto de um armário.  Só que moderna, digital, quem sabe até uma semi-pro… Talvez quando eu me aposentar.  Não falta muito, eu acho.  A coisa anda passando cada vez mais rápido.

Panorama da Lagoa Rodrigo de freitas

Panorama da Lagoa Rodrigo de Freitas

Espero ter mais fôlego para escrever no próximo ano.  Isso mesmo, fôlego, porque não posso alegar falta de tempo.
2014 não foi ruim…Também não foi tão bom assim (se me permite o Lulu Santos).

Por falar nisso… Que 2015 seja formidável para todos.  
Muita saúde, muito amor e felicidade. 

Fotos by Cariocadorio (novembro de 2014).

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Árvore de Natal da Lagoa, o Lado B

30 de novembro de 2014

uruguay e lagoa 031A árvore de natal da Lagoa desperta os mais variados sentimentos.  Do amor pelo espírito natalino ao ódio mais primitivo de quem se vê usurpado de seus direitos de cidadão.  Este último é o tema deste ano.

Por que a má vontade? Simples; as pessoas têm sua rotina destruída por mais de um mês.  A ciclovia fica cheia de gente atrapalhando os que por ali se exercitam.  O trânsito se torna caótico e como se não bastasse, os moradores que estacionam seus carros no canteiro central das avenidas o ano todo ficam impedidos de fazê-lo.  E nem pensar em receber a visita de familiares para uma festa de natal.

Borges de Medeiros - proibido estacionar!

Borges de Medeiros – proibido estacionar!

É proibido estacionar em toda a volta da Lagoa, mesmo que no lado oposto ao da árvore.  Se fosse por um fim de semana, tudo bem, mas é por mais de um mês.

131208 iphone 018Resumindo, a árvore de natal da Lagoa é um suplício para os milhares de moradores da região que, por sinal, pagam dos mais caros IPTUs do Rio.  Tudo é feito para beneficiar quem não mora ali, às custas do seu sofrimento.

Quem sorri de orelha a orelha é o fabricante de cones.

Afinal, é justo fazer uma festa (com propaganda e incentivos fiscais para um banco) em detrimento do direito de muitos?

Fotos by Cariocadorio: Novembro de 2013 e novembro de 2014.

Clique aqui para ver fotos e posts sobre a árvore de Natal da Lagoa desde 2009.

Montevidéu, uma viagem no tempo

25 de novembro de 2014
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Arquitetura no centro

Montevidéu é uma cidade de outro tempo, onde parou de passar o tempo.

Parece haver tempo para tudo,  porque lá não se perde tempo.

Sair, chegar, estacionar, sem problema de lugar a qualquer tempo.

 

El Puerto

Parrilla

Umbu uruguaio; a erva.

Umbu uruguaio; a erva.

Pressa…Por que a pressa…? Não se preocupe…Dá tempo.

Mesmo que às vezes nos pregue uma peça o tempo … Fica feio, chove forte.

 

Del Rei; de outro tempo

Del Rey; de outro tempo

Comparada ao Rio, impensável tranquilidade. Digo o de Janeiro, não o de la Plata, a praia de lá…
A qualquer hora a água fervendo na térmica, a bombilha, a erva, o mate…

Dá vontade de voltar logo, sem esperar muito tempo.
Para ver uma vida, umas coisas, que há muito pareciam perdidas no tempo.

Montevidéu - panorâmica

Montevidéu – panorâmica

Fotos by Cariocadorio: Montevidéu





L’Ermitage, flores e cores

22 de outubro de 2014

Em Paraíba do Sul, a conversa girava em torno da seca e dos incêndios, criminosos ou não.  Vi muitas áreas queimadas desde Itaipava, na região serrana do Rio, até Werneck.
“Tem clima de chuva mas não chove”, resumiu um jardineiro local.
Não obstante é primavera. Nos jardins do L’Ermitage, preferi retratar os pequenos sinais da estação das flores.

Diana

Paula

Paula

Fernanda

Camila

Camila

Branca

Branca

Rosa

Rosa

Camila

Liana

Gisele

Raíra

Luz

Luz

 

Mas voltando ao assunto, falta chuva, é bem verdade.
Mas por que não pensamos nas consequencias quando  devastamos impiedosamente a Mata Atlântica?

 

Nota: desculpem, eu sempre quis usar este “não obstante” que só vi na escola, há uns 50 anos…

Fotos by Cariocdorio; flores e cores no Spa L’Ermitage (outubro de 2014)

Paella Valenciana, em fotos

20 de outubro de 2014

Aprenda e desfrute.  Mas o segredo desta receita de paella valenciana só é revelado no final do post.  Não deixe de ir até lá.

Primeiro derrame um pouqinho de azeite no tacho

Primeiro derrame um pouquinho de azeite no tacho

Taca fogo e ponha arroz, alho, sal, azafrão etc ...

Taca fogo e ponha arroz, alho, sal, açafrão etc …

Agora entra o camarão pequeno, cinzento... e vai mexendo...

Agora entra o camarão pequeno, cinzento… e vai mexendo…

Adiciona este verdinho que você vê na foto.

Adiciona este verdinho que você vê na foto.

Já com os camarões graúdos fica esta beleza fumegante.

Já com os camarões graúdos fica esta beleza fumegante.

Vendo de cima e o pessoal continua mexendo.

Vendo de cima e o pessoal continua mexendo.

Momento importantíssimo. Adicione pedaços de ex-presidente.

Momento importantíssimo. Adicione pedaços de ex-presidente.

Que beleza!!!

Prontinha…Que beleza!!!

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Paella no prato.

Nesta saborosa paella valenciana o ingrediente mais importante é a acolhida do anfitrião.  Adicionando-se pitadas generosas de companhia de amigos, esta receita é imbatível.

Mas se você não pode comer frutos do mar também não tem problema… Pede uma massinha que você não vai se arrepender.  Os ingredientes finais são os mesmos.

Fotos by Cariocadorio (out – 2014)

 

 

Porto Maravilha, tomando forma

7 de setembro de 2014
A Perimetral e o sol

A Perimetral e o sol

Enquanto passado e futuro ainda convivem, começa a tomar forma a nova região portuária do Rio de Janeiro.

A demolição da Perimetral permitiu que uma luz há muito não vista voltasse a banhar  a Av. Rodrigues Alves e a Praça Mauá.

O Museu de Arte do Rio é, já há algum tempo, uma realidade.  Acho interessante aquele teto ondulado sobre o edifício e o Palacete D. João VI. A polêmica arquitetura é mais uma atração para a Praça Mauá.

O Museu do Amanhã também começa a tomar forma ao mesmo tempo em que se removem os restos da Perimetral.

Obras do Museu do Amanhã e restos da Perimetral

Obras do Museu do Amanhã e restos da Perimetral

Ainda há muita coisa por fazer, como arranjar uma solução para o triste e abandonado edifício A Noite, aquele que foi o maior arranha céu da América Latina. Quem sabe um dia caminharemos tranquilamente por modernas vias e pelas vielas do Morro da Conceição, berço do Rio de Janeiro.

A Perimetral já foi mesmo demolida, não adianta continuar reclamando. Melhor torcer para que a maior transformação urbana no Rio de Janeiro nos últimos quarenta anos nos permita melhor desfrutar da Cidade Maravilhosa.

Artigos sobre este assunto:
https://cariocadorio.wordpress.com/2011/11/26/as-obras-do-mar/
https://cariocadorio.wordpress.com/2011/04/18/palacio-d-joao-vi-segue-a-obra/
https://cariocadorio.wordpress.com/2010/05/22/palacio-d-joao-vi-em-obras/
https://cariocadorio.wordpress.com/2014/01/26/tchau-tchau-perimetral/
https://cariocadorio.wordpress.com/2011/04/18/palacio-d-joao-vi-segue-a-obra/

Fotos by Cariocadorio, agosto de 2014.

Meg, uma doce criatura

24 de maio de 2014
Meg

Meg

Meg era uma destas criaturas que parecem estar fora de seu ambiente na Terra de tão boas que são. Seu porte físico de pastor alemão contrastava com a doçura do seu olhar e a bondade de suas atitudes.  Tenho a impressão de que se humana fosse, Meg seria alguem como a Madre Teresa de Calcutá.

Quando a bebê Ruby chegou, Meg abraçou a pequena intrusa com o carinho de mãe que nunca fora. A agitadíssima boxer alegrou a velhice da Meg.

"Mamãe" Meg e Rubi

“Mamãe” Meg e Ruby

Já bem velhinha sofreu com a fraqueza das pernas traseiras. Ficou rabugenta mas até nisso era boa.  Às vezes latia de ciúmes da outra sem jamais ser agressiva.

Esta semana finalmente se foi.

Megs como esta são criaturas raras na Terra e cada uma que se vai diminui o já carente estoque de bondade do planeta.  Espero que Deus tenha tido o cuidado de colocar outra Meg na Terra.

 

Fotos by Cariocadorio: Meg na piscina; Meg e Rubi (2010)

 

Perimetral, a demolição em 2 tempos

23 de abril de 2014
Remoção de escombros na Praça Mauá

Remoção de escombros na Praça Mauá

Há alguns anos critico esta obra faraônica que seria normal se fossemos uma economia como a dos Emirados Árabes.  Ainda acho que haveria alternativas para não demolir o elevado da Perimetral.  Mas não há mais espaço para reclamar porque a coisa está no chão.  Agora só resta torcer para que o Porto Maravilha faça juz ao nome.  

Antes da implosão

Antes da implosão

Depois da implosão

Depois da implosão

Pré-perimetral, circa 1965

Praça Mauá; pré-perimetral, pré-ponte, circa 1965

Houve um tempo, nem tão longínquo assim, que não havia Perimetral.  Aí sim, deveriam ter seriamente pensado em não construí-la.  Mas era tempo de Brasil Grande… 

A boa notícia é que o prefeito Eduardo Paes e sua equipe agora partirão para demolir o elevado da Paulo de Frontin e revitalizar o Rio Comprido e a Tijuca. Seria de um propósito ainda mais nobre: devolver à região a tranquilidade que lhe foi roubada há quatro décadas.  

Escombros da Perimetral

Escombros da Perimetral

Fotos atuais by Cariocadorio (i-phone – abril 2014) ;
Foto antiga: Praça Mauá circa 1965, obtida na internet (Site Portogente, Julio A.R. Reis)

Colégio Pedro II, turma B, 1966

17 de novembro de 2013
CP II Turma B, 1966

CP II Turma B, 1966

A turma B era até mal vista na escola.  O pessoal estourava cabeções no banheiro, batucava nas carteiras, fazia guerra de giz, colava chiclete no teto para vê-los descer lentamente em plena aula e, de repente; …. culpa do Bacalhau que tirou a cara da frente e deixou o apagador quebrar a vidraça. Quando a Gina da turma D fez aniversário foi uma festa…”Viva a Gina!”,  cantava o andar inteiro.

 

Via Dutra, 1968

Via Dutra, 1968

Transgredíamos mas o inspetor Fausto não deixava barato.  Havia disciplina. E lá vai todo mundo formado de pé na porta do banheiro, detidos mais uma vez depois da hora.

Lago Azul, Itatiaia, 1968

Lago Azul, Itatiaia, 1968

 

Nos encontramos em 1966, no 1º ginasial.  Era o tempo da ditadura embora no início não tivéssemos nem ideia do que isso significava. Seguimos por décadas perdidas e sobrevivemos aos militares, aos Sarneys que nunca se vão, aos planos e às cores do poder, ao Itamar e suas saliências, ao Real que deu certo e nos reencontramos há alguns anos sob o império de Lula e seus mensaleiros.

As aulas da D.Mary, do Freitinhas, da bela tia (ou seria prima) da saudosa Maria Cristina, da sisuda prof. de inglês, do Ítalo de histórias e passeios e até daquele simpático professor de latim serviram para alguma coisa. Porque podemos nos orgulhar da bagunça que fizemos e do rumo que demos às nossas vidas.

 

juntos novamente, 2011

juntos novamente, 2011

Os que perdemos viverão na nossa memória, parte que sempre serão da turma B de 1966, turno da tarde do Colégio Pedro II do Humaitá.

Inhotim, um Brasil que deu certo

3 de agosto de 2013

Se você está vivo esta é sua oportunidade. Não morra sem visitar o Inhotim.

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Galerias Mata e True Rouge

O instituto Inhotim de Arte Contemporânea não pode ser descrito com palavras.  É um espaço de desenho singular que só conhece a linguagem das artes, da beleza cênica, do entendimento da natureza e do desafio à curiosidade e à criatividade. 

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Jarbas Lopes

Este museu a céu aberto é um oásis de perfeição cravado no centro do Brasil, em Minas Gerais.  Trata-se de um imenso jardim, onde a intervenção do homem se harmoniza com a força da natureza contrastando com a agressividade da indústria de mineração e a devastação das florestas da região.  

 

Não fosse a personalidade tão brasileira deste centro de artes e jardim botânico, ter-se-ia a  impressão de estar em outro país. 

 A ousadia de disponibilizar enormes espaços para obras contemporâneas e instalações permanentes, muitas delas polêmicas e de difícil assimilação, é a característica mais distinta do Inhotim.  

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Amilcar de Castro

Há um cuidado especial com cada metro quadrado da imensa área acessível ao público. Do refinado paisagismo ao gigantismo das obras passando pela beleza arquitetetônica dos prédios que as contêm, tudo é feito com esmero e capricho.

Mesmo que você não seja apreciador de artes, particularmente a arte contemporânea, desfrute da arquitetura dos prédios ou simplesmente caminhe pelas alamedas do parque e contemple as magníficas espécies de plantas do acervo do Inhotim. Reserve pelo menos dois dias para esta formidável experiência.

Algum defeito? Sim, a pizza.  O buffet do restaurante é ótimo mas a pizza … 

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Lago e recepção

 

Fotos by Cariocadorio: Espaços do Inhotim (julho de 2013)
Clique aqui para ver o post sobre Brumadinho, a cidade do Inhotim com a origem do nome do parque museu.